sábado, 27 de junho de 2015

EFEMÉRIDES NAVAIS

(António de Noronha, 7º Conde de Vila Flor, 1º Marquês de Vila Flor e 1º Duque da Terceira)

No dia 27 de Junho de 1832, largou de Ponta Delgada a expedição liberal de D. Pedro, comandada pelo Conde de Vila Flor. Foi escoltada por uma esquadra sob o comando do V. Almirante George Sartorius.

Em 1941, neste dia 27 de Junho o posto de Ponta Delgada passou a Centro de Aviação Naval. Nos Açores, aviões militares só da Marinha.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

OCEANOS


Foi a 26 de Junho de 1943 que nasceu o futuro OCeano Alfredo Espinha.
Um grande abraço de parabéns.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

REGATA LISBOA - BERMUDAS

( O Danmark )

Continuando o seu relato, o cronista Cad. Simões Teles escreve relativamente ao dia 25 de Junho de 1964:

"Detectou-se a posição do "Dannemark"", num comunicado deste para as Bermudas. Está a 200 milhas pela nossa amura de EB, mais para o Norte, portanto.
A sua posição é posta nas cartas, juntamente com a nossa. O veleiro Dinamarquês está bastante à nossa frente. É quase impossível ter andado tanto! O mar e o vento têm sido especialmente propícios para ele e para os outros veleiros, mais pequenos e leves. No entanto a rota que que ele segue tornar-se-à mais difícil à medida que se fôr aproximando da meta. devido ao regime de ventos naquelas paragens. Ainda temos muitas possibilidades.
Fez-se já há alguns dias um "toto-regata". Toda a guarnição e cadetes apostam, por 1$00, no dia e hora da chegada. Do dia 24 de Junho ao dia 1 de Julho estão alguns dólares em jogo. Quem ganhará? Os pessimistas ou os optimistas?

Lembro-me que o repórter embarcado no Elcano lançou para o ar nas suas emissões a suspeita de batota entre os concorrentes, afirmando que só o Elcano e a Sagres não teriam usado a máquina. Isto significava também que o Elcano estava mal classificado.   

EFEMÉRIDES NAVAIS

(D. Sebastião em 1562)

Em 25 de Junho de 1578, largou de Ribamar (Tejo) para África a esquadra conduzida pelo rei D. Sebastião, à conquista de Marrocos.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

REGATA LISBOA - BERMUDAS

( O 5º Grupo festejando o S. João)

Escreve o cronista Cad. Simões Teles, acerca deste dia 24 de Junho de 1964:

"Dia de S João. O rancho é melhorado.
Este dia teve de ser festejado. Organizou-se um sarau recreativo. Na realidade, na tolda apareceu um palco, com requintes, em que as cortinas eram cobertores. E à tarde a festa tem lugar. Duas horas e meia de riso constante onde as piadas aos oficiais, navio e Regata tiveram predominância. Toda a gente gostou, e apesar do aguaceiro que se aproximava, no fim ninguém arredou pé sem que o espectáculo acabasse". 

Foi este o último dia de rancho a sério. A partir de agora o almoço era normalmente meia lata de sardinha em azeite e ao jantar era meia lata de sardinha em conserva de tomate. Por vezes havia salchichas. Mas como sobremesa havia sempre "doce e fruta" na forma de comprimidos, era um suplemento vitamínico.
Quando chovia era na forma de grandes aguaceiros que para além de refrescar, servia para tomarmos um bom duche de água doce.


terça-feira, 23 de junho de 2015

Manuel Pinto Machado

Temos homem!
Hoje as melhoras são evidentes e até o bom humor já está de volta.
O cais acolhedor já está à vista. Agora são mais umas remadas.
Força nisso! Cá te esperamos!

EFEMÉRIDES NAVAIS


A 23 de Junho de 1501 chega a Lisboa, Pedro Álvares Cabral de regresso da sua 1ª viagem à India e do "achamento" do Brasil.

Também neste dia mas de 1967 foi inaugurada a maior doca-seca do mundo nos estaleiros da Lisnave na Margueira, com a entrada na doca de um superpetroleiro.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

REGATA LISBOA - BERMUDAS


O cronista Cadete Simões Teles continua a sua crónica em pleno dia 22 de junho de 1964:

"Os alíseos continuam fracos. E mais fraco se torna o interesse pela Regata. A esperança vive ainda mas já não com a intensidade das duas primeiras semanas.
A ignorância quase total em que nos encontramos agora auxilia à descrença. Começa-se a pensar na terra distante que se aproxima. Fazem-se conjecturas e perguntas.
Hoje passou por nós um cargueiro alemão em rumo inverso ao nosso. Como já tem acontecido, todos se debruçam na borda e logo o sinaleiro transmite o AA em morse. A pergunta é sempre a mesma: "viu algum veleiro"? O navio responde: "não".
Ainda temos fé. Estou mesmo convencido que, no íntimo de cada um existe ainda uma grande esperança. Só a conversa decaíu.
O comandante Horta resolve ir para S. Estamos já na zona tropical. Não há sombra ao meio dia. Mas o vento mantém-se o mesmo".

Soube-se mais tarde que os mercantes alemães tinham instruções para não informar os outros veleiros acerca da posição do Gorch Fock.
Por esta altura o rancho começou a fraquejar, começamos a receber uns comprimidos à refeição, eram vitaminas para colmatar a quebra do rancho. Descobriu-se que a comida (carne e peixe) não chegava até ao fim desta etapa.

ALMIRANTE NELSON

(Batalha deTrafalgar, Nelson é atingido a bordo do Victory)

Afirmou o Alm.  Nelson, quando da sua promoção: "A minha natureza não admite meias tintas: ou a vitória, ou me afundo com os meus navios."

domingo, 21 de junho de 2015

REGATA LISBOA - BERMUDAS


21 de Junho de 1964, Domingo. O cronista Cadete Simões Teles escreve:

"Hoje é domingo, e como já vai sendo hábito, ao domingo não há vento. Parece que "Eolo" está de férias nestes dias.
No castelo, a guarnição e os cadetes estendem-se em tronco nue calções. É a praia (há outra praia a bordo , no tombadilho). O sol está no Zénite, precisamente. Queima. No gurupés dorme-se. Há música nos altifalantes. Para a tarde estão anunciadas competições desportivas. Nós cadetes não sabemos do que se trata. A guarnição prepara-se. À 4 horas da tarde, a tolda começa a ser riscada a giz. Anunciam-se as provas e as regras e abrem-se as inscrições.
A primeira prova consta duma corrida de sacos. A prova é contra-relógio num circuito em volta do mastro grande. O concorrente enfia-se dento dum saco de batatas agarrado com as mãos, e aos saltos dá a volta à pista, tendo de executar diversas proezas.
A seguir é anunciada a subida da corda a pulso. Como a primeira, foi ganha por um cadete.
Faz-se intervalo e há manobra de mastros. Braceia-se uma quarta a EB.
O programa continua. Na corrida de 3 pernas, em que um homem leva a perna esquerda amarrada à perna direita do outro, acabam em vencedores dois grumetes da guarnição.
A tarde desportiva termina com a luta de tracção. É pelo sistema de eliminatórias. A vitória cabe à equipe de marinheiros, que, na final derrota a dos sargentos. Nos quartos de final os oficiais derrotam a equipe A dos cadetes. Vergonha!!!
Encerra-se com a distribuição de prémios: cervejas e cinzeiros.
Passou-se um domingo agradável."

Foi uma maneira de esquecer a regata. Os cadetes perderam por uma simples razão: um deles escorregou e caiu de rabo no convés largando a corda.
Fazer uma meridiana era uma tarefa árdua porque o "Sol fugia e não havia maneira de o azimutar".
Ao meio-dia solar não havia sombra.