sábado, 17 de maio de 2014

ESTÓRIAS OCEÂNICAS - 15

Esta passou-se na nossa viagem na Sagres. Como sabem o bolso traseiro das calças de verão de serviço interno era de "chapa". Um OCeano tinha este bolso ligeiramente descosido. Quando o então 1º Ten Cyrne passava revista forçava mais um pouco e o bolso ia descosendo-se e dizia "Sr. Cadete tem que cozer o bolso. O OCeano abanava afirmativamente a cabeça, mas não se dava ao trabalho de o cozer. E sempre que o mesmo Oficial passava revista repetia-se a história. Até que um dia o então Tem. Cyrne de Castro disse que se o OCeano não arranjasse as calças ficaria detido nas Bermudas, o que era bastante grave. Então o OCeano resolveu de uma vez para todas o problema, arrancou o bolso, só que não se lembrou da marca do bolso nas calças. O Oficial na revista seguinte olhou para as calças e perguntou ao OCeano o que acontecera ao bolso, e a resposta foi elucidativa: já não há mais bolso. O 1º Ten Cyrne com toda a sua autoridade diz só isto: Sr Cadete amanhã na formatura quero ver de novo o bolso e bem cozido. E lá se viu obrigado a recorrer aos serviços de um marinheiro com dotes de alfaiate para reconstituir as calças, a troco de algumas massas, conseguindo assim no dia seguinte estar bem uniformizado pela primeira vez. 

Embarque na Sagres

A pedido do OCeano RPL. (os comentários são de minha responsabilidade)













Agradecimento


O Curso “Oliveira e Carmo” comemorou mais um cinquentenário: o do seu embarque na “Sagres”, participando na regata Lisboa – Bermudas, regata essa patrocinada pelo então recém-falecido Presidente J. Kennedy.
Foi para nós uma viagem memorável e deslumbrante, que não podíamos deixar de assinalar. E de que melhor forma o poderíamos fazer senão embarcando novamente naquele que é verdadeiro símbolo da nossa Marinha e do País.
Esta “viagem” que não durou mais que duas horas e meia, deu para recordarmos com saudade e emoção aquela outra, num tempo em que não era nascido nenhum elemento da presente guarnição do navio. Mas parece que foi ontem!
Assim, aqui vimos reiterar publicamente os nossos agradecimentos ao Comandante Naval, sr. V/Alm Monteiro Montenegro, que nos proporcionou esta comemoração, ao Comandante da “Sagres” sr. Comt. Alcobia Portugal, aos oficiais e a toda a restante guarnição, pela forma galharda e disponível como nos acolheram.
Para a “Sagres” e para a sua guarnição, o Curso “OC” deseja as maiores felicidades nas suas, esperamos,  inúmeras missões.

Na Sagres, 50 anos depois ... de Alcântara a Cascais

50 anos depois da sua viagem de instrução o Curso OC voltou a embarcar na Sagres ... bem mais curta a singradura de ontem mas tão memorável como a primeira. 
Um muito obrigado a toda a guarnição pelo excelente acolhimento. 



Nota: Para acederem às fotos, individualizadas e transferíveis, basta seguirem esta ligação.

A ÚLTIMA LARGADA (cont.)

Enquanto não aparecem outras, aqui ficam estas miniaturas de fotografias, devendo
ver-se, para além delas, as recordações, as saudades, as emoções, que suscitaram os momentos vividos ontem a bordo da SAGRES.


sexta-feira, 16 de maio de 2014

A ÚLTIMA LARGADA


Largada, hoje, do cais da Rocha , da Sagres com OCeanos embarcados.
ATD 161600Z MAY 14 ETA Cascais 161830Z May 14
Grande iniciativa do OC , excelente execução e fantástica recepção na SAGRES
Momento de grande emoção e , quem sabe (como disse o Cruz), o nosso último embarque.
Há,na coberta dos Cadetes, uma pequena sala de convívio, com várias recordações nas anteparas. Talvez o nosso OC devesse colocar lá uma pequena placa , ou recordando este pequeno embarque simbólico, ou recordando mesmo a nossa grande aventura.
Parabéns a quem preparou e me deu estes bons momentos. Obrigado

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Mais Fotos






















terça-feira, 13 de maio de 2014

Almoço OC (13Mai2014)




Aqui estão algumas imagens do almoço OC de hoje (para ampliar basta "clicar" sobre elas). Para aceder a estas fotos (e a mais duas ou três), individualizadas e transferíveis, podem seguir esta ligação.

domingo, 11 de maio de 2014

Licença de Isqueiro

Enganei-me no título, queria dizer Licença de Pesca Lúdica, mas como é igualmente ridículo fica assim.
Esta manhã no meu passeio pelo paredão, em Cascais, dei com dois polícias marítimos a autuar um velho que estava à pesca sem licença e alegadamente em local proibido. Já lhe tinham apreendido a cana e tinham-se travado de razões. Os protestos do pescador foram descambando para o estado do país e das leis que temos e, quando os agentes viraram costas, passou às ameaças: _Quando eu te apanhar lá fora vais ver como é, etc. Os agentes voltaram-se num salto e, num ápice, o velhote estava algemado e preso. Lá foi mais a cana, o balde, a mochila e a bicicleta para a Capitania.
Esta lei da pesca não tem pés nem cabeça, não serve para nada e só irrita o cidadão pagante. Pode perguntar-se o que é que o Estado ganha com isto. Quanto dinheiro já arrecadou? Quanto custa fazer esta fiscalização em pessoal, em burocracia, em justiça e em material? Não contabilizando o chatear do cidadão e o mau aspecto disto tudo. Se a ideia desta lei era apanhar os pretensos desportistas que pescam para alimentar os restaurantes sem passar pela lota, o tiro foi ao lado. Apanham os pescadores de besugo enquanto os do robalo continuam em grande.


Acabe-se com esta lei.