sábado, 14 de dezembro de 2013

O "novo" arco

O renovado arco da Rua Augusta apresenta agora um pormenor marítimo que não existia antes. Na face Norte aparece agora um par de cabeços de amarração e um cabo unindo os dois. Estaria isto no projecto inicial? Tinha sido retirado? Quem sabe?

ESTÓRIAS OCEÂNICAS - 13

Creio que esta foi passada após a nossa viagem de instrução em 1965.
Era uma camarata de Oceanos, chefiada pelo Sota-Penico. Desde o principio do ano que todas as semanas o chefe da camarata punha em curto-circuito a lâmpada de silêncio. Assim quando se acendiam as luzes de silêncio, na tal camarata havia o curto-circuito e a lâmpada não acendia para conforto dos Oceanos. O Cabo eletricista lá reparava a avaria e pouco tempo depois outro curto-circuito. O tempo foi passando sem incidentes. Após a viagem houve uma mudança de pessoal e ingressou nesta camarata um outro Oceano. O chefe da camarata lá fez a marosca com a luz de silêncio. No dia seguinte o Cabo E saturado de tanta "avaria" resolveu participar do facto. O Chefe da Camarata "foi para o livro" e o Cte. da Companhia aplicou-lhe a respectiva punição. O novo membro da camarata não se livrou de ser o responsável pelo azar provocado no chefe da camarata.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013


Aventuras e desventuras das minhas idas ao Hospital das Forças Armadas

A minha relação com os hospitais tem sido frequente e pouco satisfatória nos últimos tempos. Eu, que nunca tinha utilizado um livro de reclamações, começo a habituar-me a fazê-lo e a constatar a dificuldade que em muitos locais existe em que ele apareça. As desculpas são variadas, mas, evidentemente, todas apontam para a desmobilização do reclamante.
Numa das minhas últimas visitas ao HFA's pedi o livro de reclamações. Mandaram-me para o Gabinete do utente onde fui gentilmente recebido por uma senhora, mas quanto ao livro de reclamações, nada feito pois a senhora que o tinha em seu poder se tinha ausentado, o seu gabinete estava fechado e não se sabia quando regressaria. Como não tinha tempo nem paciência para esperar perguntei se poderia fazer a reclamação pela internet e a senhora informou-me que tinha essa possibilidade.
Quando cheguei a casa fiz uma busca no Google e apareceram-me vários links para o Hospital Militar da Forças Armadas. Depois de várias tentativas para encontrar um sítio onde reclamar encontrei um em que o podia fazer e escrevi o seguinte mail:

Ex.mo Senhor

Diretor do Hospital da Forças Armadas

Nos últimos meses os achaques do inverno e da idade obrigaram-me a ter de recorrer aos serviços hospitalares, nomeadamente ao Hospital das Forças Armadas onde encontrei alguns aspectos que me merecem reparo e, como não me foi possível ter acesso oportuno ao livro de reclamações,  venho fazê-lo por este meio.

Tenho sentido muita dificuldade em marcar, telefónica ou presencialmente, consultas já que muitas vezes tenho recebido a informação de que as inscrições não estão abertas e que não se sabe quando é que voltam a abrir. Ainda hoje, 9 de Dezembro, quando tentei marcar consultas para  Oftalmologia, Neurocirurgia e Pneumologia para que tinha sido encaminhado, fui informado que as inscrições estavam fechadas e que eu fosse tentando marcar. Para quem esta a sofrer problemas de saúde que precisa de resolver com alguma celeridade é francamente frustrante.

A primeira vez (há cerca de dois meses) que me desloquei ao HFA para a consulta de Neurologia fui obrigado a esperar cerca de meia-hora, de pé e em várias filas. Primeiro, em duas frente a duas máquinas que avariaram uma a seguir à outra e, depois, numa outra junto da porta de um Gabinete onde finalmente uma funcionária me acabou por entregar uma senha. Situação menos grave mas identicamente incómoda e demorada aconteceu no dia 4 e hoje dia 8 de Dezembro em que fui novamente à consulta de Neurologia.

Para um indivíduo que, como eu, tem atualmente sérias dificuldades em estar parado em pé, a obtenção de uma senha para consulta é quase uma tortura que ao fim de uns minutos se torna dificilmente suportável. Sugiro o estudo de uma alternativa para estes casos, tanto mais que observei que havia outros utentes que não se encontravam confortáveis nas filas em frente das máquinas, ou, então, colocar à entrada alguns banquinhos que os utentes possam recolher ou aconselhar a trazê-los para que se possam ir sentando enquanto a fila se move.

No passado dia 4 de Dezembro desloquei-me ao HFA com o objectivo de ser observado nas consultas de Estomatologia (1000) e Ortopedia (1330). A consulta da manhã decorreu sem problema.

Cerca das 1300 dirigi-me para o HFA e sentei-me na sala de espera que uma funcionária me indicou. Às 1430, como o atraso me parecesse exagerado dirigi-me ao guiché da respetiva consulta onde fui informado que o médico ainda não tinha chegado, que não sabia quando chegaria, não tinha solução para o meu problema pelo que teria de marcar nova consulta. Face a essa situação e porque tinha compromissos tive que me retirar. Desisti de marcar nova consulta porque as filas em frente das máquinas eram na altura enormes. Antes de me retirar pretendi ainda dar conta desta situação pedindo o livro de reclamações, No gabinete onde segundo a informação que me prestaram deveria estar o livro de reclamações fui informado por uma funcionária que não estava disponível pois a pessoa que o tinha não estava no respetivo gabinete (que se encontrava fechado) e também não se sabia por onde andava e quando regressaria.


Com os melhores cumprimentos

Alcindo Manuel Pacheco Ferreira da Silva
CMG Ref

No dia seguinte de manhã ao abrir o correio tinha a seguinte resposta:

"Miriam Souza Peres (miperes@hfa.mil.br)
10-12-2013
Para: Alcindo Ferreira da Silva

Prezado Sr. Comandante Alcino, receamos que a vossa reclamação recebida na ouvidoria do hospital das forças armadas de brasília, foi encaminhada errôneamente, pois nestes dias aos quais o Sr. se refere não houve movimento de marcação de consultas aqui, pedimos por gentileza que o Sr. verifique e confirme o encaminhamento."

Ainda não parei de rir e de ser gozado por toda a gente, incluindo as minhas netas. Mas também ainda não encontrei forma de fazer chegar ao Hospital das Forças Armadas Portuguesas a minha reclamação. Possivelmente terei de esperar pela próxima vez em que conseguir marcar uma consulta para o fazer, se, nesse dia, a senhora que tem o livro de reclamações estiver no seu gabinete.