sábado, 21 de setembro de 2013

ESTORIAS OCEANICAS - 8

Dois Oceanos estavam a circular pela 5ª Avenida em NY, quando deram com uma enorme geladaria que estava a fazer uma promoção; tirava-se um balão que indicava lá dentro o preço do gelado (enorme) e que variava entre 10 cents e qualquer coisa como 1 dólar. Estavam a saborear os gelados sentados ao balcão e perto estava um casal de velhinhos que os observava sem eles repararem. Entretanto um dos Oceanos sujou o uniforme do outro com um pouco de gelado. A reacção não se fez esperar e a vítima largou um chorrilho de palavras em bom vernáculo português. A velhota começou a chorar e virou-se para os Oceanos  dizendo quão feliz estava  por ouvir alguém estranho a falar a sua língua pátria. Eram imigrantes há 20 anos e nunca tinham voltado a Portugal nem sequer tinham familiares. Falou,  falou e os Oceanos envergonhados pelo seu palavreado aguentando. Por fim a senhora chamou a empregada e com um pano embebido em detergente lavou a nódoa no uniforme. Os Oceanos passado algum tempo de conversa foram embora com um misto de vergonha pelas asneiras e de regozijo por ao menos terem proporcionado ao casal de velhotes a felicidade de ouvirem falar realmente português sem sotaque.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Convite

Apenas para lembrar que hoje é o último dia para responder ao convite para o Lançamento do Livro de (Per)Curso do "OC". Estão convidados todos os camaradas que nos quiserem dar o prazer de estar presentes.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Polaco a bordo

Às vezes temos uns flashes que nos trazem à memória coisas incríveis. Nos idos de 1973, estava eu em S. Tomé, escalou a ilha em viagem inaugural um navio mercante nacional de cujo nome não me recordo. O navio fora construído na Polónia e trazia a bordo um técnico do estaleiro de origem para dar a assistência normal da garantia. O pobre homem, ao fim de tantos dias de mar, também gostava de ir a terra. Ora isto era um problema, porque polaco era equivalente a comunista e a DGS não deixava. O problema subiu até ao Governador, que terá ponderado que numa escala de 24 horas não havia perigo de contaminação dos indígenas e lá o deixou vir espairecer para terra.
Foi um fait divers que deu muito que falar lá na terra, onde nunca acontecia nada...

Costa Concordia

Já está em pé, outra vez.


Para lerem uma boa reportagem sobre este extraordinário acto de engenharia, com imagens muito boas, podem seguir esta ligação.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

ESTÓRIAS OCEANICAS - 7

Quando a Sagres chegou a New York, ficou fundeada 3 dias ao largo  e com bastante mau tempo. Em seguida fomos atracar a Brooklyn, local pouco apetecível devido à perigosidade dos seus habitantes. Finalmente fomos atracar ao cais em Manhattan, numa localização bem melhor. Logo na primeira manhã apareceu um camião da Coca Cola e de lá saiu um individuo que pediu para falar com o Imediato. O assunto era que a Coca-Cola queria oferecer ao navio um carregamento de "Cocas" mas teria que ser da responsabilidade do navio a faina de embarque da bebida. E lá iniciamos a faina, Cadetes e Praças com a faina; só que a certa altura alguém reparou que os americanos estavam a filmar a faina. O Imediato deu logo ordem para suspender a faina e chamou os americanos. Veio a saber-se que pretendiam fazer um filme de publicidade à nossa custa. Depois de muita discussão ficou assente que o filme serviria para fazer uma notícia a passar em algumas "TVs". Do mal o menos lá ganhamos nós uns bons litros da bebida par o rancho. Relembro que o médico da Sagres (Jervis Ponce) à nossa chegada a NY recomendou que bebêssemos muita Coca Cola para revigorizar o nosso organismo.