sábado, 9 de março de 2013

Tem sentido manter Forças Armadas em Portugal?


É a pergunta de Pacheco Pereira no Público de hoje. Quanto a mim faz todo o sentido equacionar esta questão, nesta altura. Já não é a primeira vez que o assunto vem à tona e julgo que é tempo de o poder político se pronunciar claramente ... afinal são os políticos que têm o poder de decidir, são eles que têm a faca e o queijo na mão! E já agora, não se pode exterminar os militares? Também seria uma boa opção!
Para ler o artigo basta seguir esta ligação.

sexta-feira, 8 de março de 2013

domingo, 3 de março de 2013

Manif 02Mar

Estive lá. Pacífica e comovedora, podia-se sentir a raiva e o desespero ... uma maioria clara de seniores "grisalhos" e classe (ainda) média, sem sinais de partidos ou centrais sindicais. Uma multidão imensa que se estendia por toda a Avenida da Liberdade a caminho do Terreiro do Paço ... eu nunca tinha visto nada igual (e estive no 15 de Setembro).

 (Para ampliar, "clicar" nas imagens)

Acerca disto li o texto que segue e de que gostei muito:

"Eu nada vi na Avenida da Liberdade.
Sim, eu vi a força tranquila nos rostos de gente de bem, com quarenta, cinquenta e mais no limiar de uma vida precipitada.
Eu nada vi hoje.
Sim vi. Vi caras que sempre associei à Direita. Gente com estilo, gente de bem, gente que nunca pensou em rua, em protesto.
Eu nada vi em Lisboa, hoje à tarde.
Sim, vi o ânimo, a revolta, a paz desejada nas ciranças, nos velhotes que só amamos, na irreverência das miúdas coloridas, na teatralidade honesta dos gestos.
Eu nada vi esta tarde.
Sim, vi uma multidão que é um país, multiclassista, multicultural.
Eu vi a minha Pátria viva no maior cântico à Liberdade.
Eu nada vi do que há no fundo da alma de todos e na vontade imparável de mudar.
Esta gente é imparável.

Luiz Carvalho"