sábado, 3 de março de 2012

ESTRANHO!

Recebi ontem, 6ª Feira, dia 2 de Março de 2012, os Anais do Clube Militar Naval, 1 a 3/Jan-Mar/2011.

Será gralha?

Jorge Beirão Reis escreve de acordo com a antiga ortografia.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Maneiras de estar

Disse Voltaire dos ingleses: Neste país acha-se bem matar um almirante de vez em quando, para dar coragem aos outros.


Num livro que estou a ler, diz-se que foi incutida uma cultura de determinação agressiva nos oficiais ingleses, desde o século XVIII, cujo dever permanente era atacar o inimigo. Podia correr mal, mas pior do que isso seria não atacar. Assim, ao longo dos tempos cada vez mais os seus opositores tinham a certeza de ser atacados e, cada vez mais, a certeza de serem derrotados. Esta foi uma vantagem psicológica que permaneceu por muito tempo. No lado oposto, na marinha francesa e também na espanhola, dava-se prioridade à missão. Se pudesse ser cumprida sem combate, melhor. Quer a nível político quer militar dava-se pouca prioridade ao combate que, diziam, produz mais ruido que proveito. Assim, os comandantes franceses levavam ordens que definiam a batalha como a excepção, a ter lugar só se fosse inevitável para o cumprimento da missão.
Isto faz-me recordar as missões definidas nos inúmeros exercícios que fiz, em que o objectivo da missão era sempre " the safe and timely arrival of the HVU". Ou seja, nos tempos modernos, em que os navios e o pessoal já não eram material de consumo como antigamente, a teoria francesa prevaleceu. Actualmente, as ordens e regras de empenhamento vão todas no sentido de não incomodar o inimigo, ajudando-o mesmo a voltar a casa com água e combustível. Também... já não se matam almirantes!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Somos ou Não Somos Diferentes? - Parte Final

Ainda decorrente do meu contrato com a Pátria, são-lhe aplicáveis os constrangimentos seguintes:

1. Não me é permitdo inscrever-me num partido político (ou criá-lo) nem participar em quaisquer actividades político-partidárias;

2. Não me é permitido inscrever-me num sindicato (ou criá-lo) nem participar em quaisquer actividades sindicais.

Finalmente e como, muito bem, referiu o OCeano Orlando Temes de Oliveira não se encontra previsto, neste contrato, a existência de direitos de qualquer natureza.

Uma vez mais desafio quem quer que seja a apresentar-me um contrato de trabalho equivalente.

Suponho, assim, poder afirmar que, sem sombra de dúvida, somos diferentes e que a Pátria e os seus proprietários (há quem lhes chamem o "nosso bom povo") e seus representantes, capatazes ou feitores deverão reconhecer essa diferença.

Aceito perfeitamente que a Pátria não pretenda ter servidores diferentes dos seus funcionários e agentes. Tem a solução perfeita sempre à mão: A Rescisão do Contrato!

E mais não digo (para já).

Tenham uma boa semana de trabalho (ou de descanso)!

Jorge Beirão Reis escreve de acordo com a antiga ortografia.