quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Condição Militar

Como não consigo publicar comentário ao escrito do Jorge beirão Reis vai po mesmo por esta via.....(incompetência informática? Certamente...)
Claro que concordo com a abordagem do JBR. Realmente não há nenhum contracto de trabalho (pelo menos em Portugal) com aqueles deveres. E estes deveres fazem parte da condição militar (muito invocada aquando das manifestações).
Mas em qualquer contracto há deveres e direitos. E onde estão os direitos no contracto dos militares ou seja na "condição militar"? Não os vejo inscritos na dita condiçaõ militar tão bem expressos como os ditos deveres, como também nunca ouvi ninguém os elencar. Julgo que não são alguns subsídios que resolvem a questão. E porque as chefias não obrigaram a sua inscrição aquando da feitura da "condição militar"? E porque permitem que se continue a obrigar o jovem militar a fazer o juramento tal qual está?
Não estará na altura de se dizer concretamente que direitos devem ser dados aos militares, sem complexos de estar a criar diferenças em direitos em relação aos funcionários públicos quando já existem diferenças nos deveres?
Isto de ser militar não é nada fácil!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A segurança marítima na ordem do dia



O nosso "oceano" Raúl Patrício Leitão publicou na edição de hoje do Diário de Notícias um artigo com o título em epígrafe em que, com a sua experiência e conhecimento da realidade, sumariza algumas das problemáticas da segurança marítima.
O artigo é muito interessante e pode ser lido "clicando" aqui. 
Naturalmente, as minhas felicitações ao Raúl por este artigo!
Porém, assinalo que dentro de algumas semanas teremos a apresentação pública do seu trabalho auto-biográfico, que pacientemente escreveu nos últimos anos, no qual certamente revelará muitas das ricas peripécias da sua vida naval.

Sistema Remuneratório dos Militares das Forças Armadas

Foi publicado hoje, dia 22 de Fevereiro de 2012, no Diário da República, 2ª série - N.º 38, o Despacho n.º 2602/2012, datado de 30 de Dezembro de 2011, dizendo respeito ao tema em epígrafe e que no seu parágrafo 3 estabelece que "os ramos devem enviar ao Ministério da Defesa Nacional a lista referida no n.º 1 supra, até ao dia 27 de Janeiro de 2012".

Mistérios? ...

Como não sei incluir neste texto a ligação ao DR electrónico, fico-me por aqui. Tenham um bom resto de semana.

Jorge Beirão Reis escreve de acordo com a antiga ortografia.



De LSN: Pedindo desculpa ao JBR pela intromissão, aqui vai a ligação para o despacho acima mencionado. Basta "clicar" aqui.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

1º Ministro autoriza docagens

Não é anedota, pode ler-se no Diário da República um despacho do primeiro- ministro a autorizar uma despesa de 6 M€ para docagem da João Roby. O palavreado e a justificação da docagem é deliciosa e deve ter dado imenso trabalho aos rapazes do gabinete a perceber o que é uma docagem. Ou está tudo etilizado ou o primeiro -ministro não tem mais nada que fazer...

Fio de Prumo

Embora um pouco atrasado não resisto a referenciar aqui um muito interessante escrito do Coronel Luís Alves de Fraga,   publicado no seu blogue "Fio de Prumo" em 17 de fevereiro p.p.
O assunto é a atual situação das FA ... realço a seguinte parte:
"Mário Crespo tinha obrigação de saber que é crime, pelo menos moral, descartar obrigações relativamente a seres humanos que serviram denodadamente a Pátria quando eles já não são prestáveis! E é exactamente isso que os Governos, de há cerca de vinte anos a esta parte, vêm fazendo com as Forças Armadas e com os veteranos de guerra." 
E um pouco mais à frente:
"Se Portugal não quer ter Forças Armadas tem de assumir, uma vez por todas, essa responsabilidade histórica. A responsabilidade histórica de abdicar de possuir e manter o aparelho militar dissuasor mínimo que garanta a manutenção mínima da soberania nacional. Se Portugal quer passar a apostar exclusivamente na manutenção das forças de segurança interna tem de o afirmar publicamente. Se Portugal quer desarmar toda e qualquer capacidade de retaliação militar perante uma ameaça externa tem de ser capaz de o dizer nacional e internacionalmente. Mas tem de ser o Governo a fazê-lo e a arcar com o peso dessa responsabilidade." 

Quem estiver interessado em ler a totalidade do escrito pode seguir esta ligação. 


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Viva a Vida!


                                                                                                                                                                                 
Não é difícil morrer nesta vida.
Viver é muito mais difícil.
Vladimir MaiaKóvski
(poeta russo)


Lembrei-me recentemente, vá-se lá saber porquê, do grito macabro e "necrófilo" dos falangistas durante a guerra civil espanhola: "Viva la muerte". Foi na Universidade de Salamanca, em outubro de 1936, durante a celebração do "Dia da Raça", que teve lugar o célebre episódio que opôs o escritor e filósofo Miguel de Unamuno, que considerou como repelente o grito falangista, e o general franquista Millán Astray que retorquiu com um "Muera la inteligencia! Viva la Muerte!". 
Não banalizemos a morte. Acho que a Pátria Portuguesa pode também ser bem defendida sem a necessidade extrema de matar e morrer, pode ser defendida defendendo a sua cultura e instituições e ajudando o seu Povo, não o humilhando ou ofendendo, reconhecendo a sua identidade. Pode ser defendida lutando contra a corrupção instalada, contra a incompetência e mentira que nos assolam e trouxeram à atual situação. Pode ser defendida lutando por uma Justiça melhor, para todos igual, que julgue e puna os responsáveis que nos conduziram à perda da independência. E isto faz-se vivendo!
É melhor viver do que morrer ... morra a morte! Viva a vida!!!