quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Jantar de Natal do OC - 14.12.10

Realizou-se no passado dia 14 o jantar de Natal do curso OC, muito valorizado pela presença sempre simpática e muito apreciada das caras-metade.

A satisfação dos presentes foi profusamente manifestada no final, em especial por um número apreciável de "OCeanas", certamente a querer marcar desde já lugar para o ano que vem.

Ao anfitrião, Camillo Alves (passe a publicidade), que se esmerou na recepção e na apresentação do repasto, os nossos agradecimentos.

Do evento, seguem-se umas chapas artisticamente captadas pelo nosso repórter oficial(izado) Trigo Allen. Para ele, os nossos parabéns e agradecimentos.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sem comentários!

Em conversa com um amigo, há alguns dias, sobre os resultados do PISA, defendia que era normal, ao fim de alguns anos de experiência, haver uma melhoria dos alunos portugueses porque, conhecendo os professores as características dos itens e dos testes, promoveriam naturalmente o treino dos alunos na resposta a esse tipo de provas e sabe-se que o sucesso dos alunos depende também desse treino. Pessoalmente não vejo mal nenhum nisso, muito pelo contrário, até porque os bons professores tem a preocupação louvável de prepararem e treinarem os seus alunos para os testes que vão realizar.

Embora na altura tivesse considerado saloiice e falta de honestidade intelectual o embandeiramento em arco do "engenheiro" primeiro-ministro não me passou pela cabeça que a desonestidade tivesse chegado até à falsificação dos próprios resultados. Fiquei a saber hoje, através de um blogue e de alguns links que segui ( http://doportugalprofundo.blogspot.com/ ), que as coisas foram bastante mais longe do que seria normal. O ministério da Educação promoveu acções de formação de professores para os preparar para ensinarem especificamente os seus alunos a responderem ao PISA e, para além disso, teria desenvolvido acções no sentido de que a amostra, que deveria ser aleatória, fosse uma amostra enviesada em que os maus alunos fossem excluídos.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

... a penúltima crónica.


Anda por aí um Oceano encartado, que costumava “ondear” no nosso blogue, que lê os jornais com um certo atraso. Eu também sou assim. Leio as “gordas” rapidamente mas deixo para depois, às vezes muito depois, as leituras mais especializadas. Vem isto a propósito da penúltima crónica (4 de Dez passado) de Luís Fernando Veríssimo (LFV)* que aparece nos confins do “Actual”, um suplemento do “Expresso” . Leio sempre com prazer os escritos deste escritor/jornalista brasileiro que, na minha opinião, são geralmente muito interessantes e recheados de fino humor. É claro que também tem dias maus como acontece a qualquer mortal. Pois na sua penúltima crónica LFV alude a dois factos que me levaram a fazer esta “onda”. O primeiro refere-se ao pagamento da última prestação da indemnização devida pela Alemanha aos países aliados vencedores da 1ª (!) Guerra Mundial. No Tratado de Versalhes ficara estipulada a quantia de 33 milhões de dólares que foi paga até 1983 … faltavam os juros que foram finalmente liquidados no mês passado. 33 milhões que hoje não davam para comprar o pé esquerdo do Messi. Levou algum tempo, mais de 90 anos, mas foi tudo pago (presumo que de 1939 a 1945 não foram feitos quaisquer pagamentos). Aqui há uns anos também me garantiram que a comissão liquidatária da Sociedade das Nações ainda não tinha terminado os seus trabalhos … enfim a História tem a sua velocidade própria e não há nada a fazer. E isto traz-me ao segundo facto da crónica de LFV. Diz ele que se lembrou da frase atribuída a Mao Tsé Tung (ou será Mao Zedong?) “quando lhe perguntaram quais tinham sido as consequências da Revolução Francesa: “Ainda é cedo para dizer”, respondeu Mao”.

*LFV é filho do grande escritor brasileiro Erico Veríssimo, o autor de "Olhai os lírios do campo".