sexta-feira, 28 de maio de 2010

SAÍR DA CRISE ?

Não resisto a, com a devida vénia, transcrever o último parágrafo de um artigo, de Daniel Amaral, Economista, publicado no Diário Económico, de hoje:
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"Com isto, chego ao TGV, versão Poceirão-Caia. Passo por cima do blá-blá-blá, que já não suporto, e cinjo-me apenas ao estudo feito pelo ISCTE, a pedido da RAVE: o investimento é de €1,4 mil milhões, a incorporação nacional é de 85% e a TIR de 5,9%; serão criados 100 mil empregos na fase de construção; e o financiamento está assegurado, tendo à cabeça 47% de fundos comunitários. É pouco? Talvez seja. Mas onde estão as alternativas melhores?
"É preferível abrir e tapar buracos a deixar recursos por utilizar" (Keynes)".
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Tenham um bom fim de semana!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

À bomba?


Os Sul Coreanos fizeram ontem exercícios navais, como demonstração de força contra a Coreia do Norte, motivado pelo afundamento a torpedo de uma sua corveta. O que é notável nesta fotografia, é ainda terem e utilizarem bombas de profundidade. Com ataque à bomba, 12 nós, cem pés talvez se lixem...

terça-feira, 25 de maio de 2010

"Estórias da nossa vida"

Diário de Notícias de 24 de Maio de 2010:
"Este ano lectivo, são já mais de meio milhão os estudantes que recebem ajuda do Estado para os livros, materiais ou refeições."

Esta notícia, complementada com as declarações de alguns encarregados de educação de que, no caso dos cortes dos subsídios, deixam de ter condições para que os seus dependentes (alunos) continuem a frequentar as escolas, deixou-me bastante apreensivo quanto ao futuro. E, apreensivo porquê? Porque sabendo-se que o desenvolvimento, incluído o crescimento económico e tudo o que com ele está relacionado, segundo os manuais e os teóricos das "economias"(?) em muito depende, mas não só, do nível de educação e de conhecimentos da sociedade em geral e, em particular, da população activa, temo que, por muito que se queira, os nossos sacrifícios para que se supere a crise estejam condenados ao fracasso. Isto, porque um dos pressupostos para o sucesso do crescimento económico poderá estar em causa, se o défice e o endividamento obrigar ao corte "cego" das despesas para equilibrar as finanças públicas. E, o histórico recente, mas não só, do combate às "CRISES", assim como as "receitas" recentemente avançadas pelas autoridades institucionais (FMI/Banco Mundial - UE/BCE), difundidas pelos analistas, comentaristas e "fazedores" de opinião de serviço, nesse sentido apontam e que a concretizarem-se, criarão condições adversas à estabilização e melhoria do nível de conhecimento e saber, bem como da aquisição de técnicas fundamentais, no mundo de hoje, para o sucesso económico. Assim, a não ser que haja a clarividência necessária e/ou se encontre(m) solução(ões) que respondam pela positiva à situação real, estaremos condenados, irreversivelmente, a definhar e caminhar paulatinamente para a pobreza relativa e absoluta indesejável para todos, e cada um. De notar, que os subsídios públicos não se aplicam só ao ensino público, mas também ao privado. Já, nem os que teoricamente mais rendimento disponível teriam, podem custear por inteiro o custo do ensino dos seus dependentes. Recuso-me a aceitar que assim seja o desígnio e destino do país. Acredito que todos, e cada um, temos capacidade e condições para "remar contra a maré". Assim, sejamos capazes de estar à altura das nossas responsabilidades e deveres para com a sociedade e o país. Será a nossa postura e capacidade de resposta, que determinará se fomos ou não capazes de deixar um país melhor aos nossos netos ou se seremos por eles responsabilizados e acusados de inépcia, falta de coragem e imaginação para os ajudarmos a conseguir uma qualidade de vida e país melhores.

Já agora, quanto ao sistema educativo, e para terminar em jeito de "PROVOCAÇÃO" (no bom sentido), desejo que os "OC's", que de alguma maneira tiveram ligados ao ensino e à formação, nos enriqueçam com o seu saber de experiência feita e nos elucidem sobre a problemática, e não só, da validação dos conhecimentos e técnicas ensinadas e difundidas à sociedade pelos sistemas educativos. Desde já os meus agradecimentos aos que se dispuserem a sair da "cocha" e queiram connosco partilhar os seus preciosos conhecimentos.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Exposição

Desta vez venho anunciar uma exposição de pintura no Clube Militar Naval, que estará patente entre 4 e 13 de Junho. Consta sobretudo de marinhas, em aguarela.
Fico muito reconhecido a quem me queira acompanhar na inauguração, sexta-feira, 4 pelas 1800. Com direito a um copito.

A Crise, os Ataques especulativos ao Euro e a Marinha

De tanto ouvir falar na crise e nos ataques especulativos à moeda euro, já baralho tudo e sem querer dou por mim a aplicar a alguns eventos os critérios por que se regem aquelas malfadadas realidades ou pelo menos estabelecer alguns paralelos mais ou menos apropriados.

Em primeiro lugar, a substituição do Hospital da Marinha (e congéneres) por um único hospital militar faz-me lembrar a substituição do escudo e de outras moeda pelo euro. As vantagens proclamadas são (foram) abundantemente explanadas, mas nem sempre aceites sem reservas pelos directamente afectados nem entendidas pelos não especialistas, respectivamente.

Quanto à moeda, parece que a vantagem de que todos têm percepção é a de que evitou (proibiu) os nossos governantes de terem entrado em maiores desvarios do que aqueles que já nos estão e continuarão a acarretar os malefícios que sabemos e sentimos. Quanto ao hospital, o futuro dirá de sua justiça e oxalá não em termos de se lamentar a não reversibilidade da medida.

Depois, vêm-me à cabeça os ataques especulativos, com que o “mercado” ou outros rostos ainda mais anónimos têm procurado cavar a respeitabilidade e quem sabe, atrevem-se a dizer algumas más-línguas, a própria existência de tão novel meio de pagamento, através dos elos mais fracos sobejamente propalados.

Aqui, embora não muito pacificamente, alguns dos mais fortes “euroistas” resolveram tomar medidas para proteger a sua dama ofendida. Sem entrar em considerações sobre os verdadeiros objectivos dos defensores, parece que o têm conseguido até agora.

Qual o paralelo que me martela a cabeça? Como não poderia deixar de ser, o nosso Museu da Marinha. Está a ser alvo de ataques especulativos e se não é ajudado pelos muitos cavaleiros andantes que naturalmente estão no firme propósito de o defender com as armas de que dispõem, arrisca-se a soçobrar e a desaparecer.
Vamos a isso?

Trapalhadas


Embora esta personagem não me seja simpática, tenho que reconhecer que foi muito maltratada, durante a sua fase governativa, pela comunicação social e não só. Hoje, que diriam do senhor se ele estivesse envolvido nas múltiplas trapalhadas que se fazem e ouvem todos os dias, com vários responsáveis governativos a dizerem uma coisa agora e amanhã outra? Seria, pura e simplesmente, trucidado!
Embora não lhe perdoe, nem a ele nem aos que lá estão, tenho que dizer:
PSL, volta ... estarás muito bem (mal) acompanhado.

domingo, 23 de maio de 2010

O MAIS ANTIGO

Encontrei o nosso "Mare nostrum" , o Velho do Restelo , perto do mesmo , numa feira de velharias.

Só passado um bocado é que percebi porque toda a gente olhava para nós.

É que ele era a "peça" mais rara e mais antiga.