quinta-feira, 25 de março de 2010

Medalhas

Recebido por correio electrónico:

"Caros Camaradas
Conheço o possuidor de duas medalhas referentes à Marinha. A comemorativa do 1º centenário da Escola Naval e a do 1º centenário do Clube Militar Naval.
As medalhas são em prata, com cerca de 7 cm de diâmetro e 5 a 6 mm de espessura. Consta que pertenceram ao espólio de figura graúda do anterior regime.
Envio fotografias de frente e verso das duas medalhas e, se houver alguém interessado, posso pô-lo em contacto com o actual proprietário.

Um abraço amigo

Salgado Soares
"

(Em cima: CMN A e B; em baixo: EN A e B)

terça-feira, 23 de março de 2010

A propósito dos prémios dos gestores

Os prémios são um instrumento de gestão poderoso quer para a motivação do pessoal de qualquer organização, quer para promover a sua competitividade. É evidente que há algumas correntes políticas ou económicas qoe colocam objecções de natureza filosófica, moral ou política em relação a esta prática , mas também a prática nos dá muitos exemplos da sua utilização e dos resultados positivos obtidos.
O homem é o que é e, ao longo da história, os movimentos sociais e políticos, os estados e as empresas têm utilizado sistematicamente a sua natureza para atingirem os objectivos a que se propõem.
Nas empresas em que o objectivo é económico é natural que o prémio motivador seja também de ordem económica. O prémio pecuniário é assim um meio legítimo e poderoso para que as empresas possam atingir os seus objectivos.
Nos últimos dias tem sido muito discutida a questão dos prémios atribuídos aos gestores das empresas públicas.
Para além da perplexidade que me tem assaltado ao ver a performance de alguns desses premiados quando botam palavra (como é possível que um alienado mental ,não o digo por ser adepto do dragão, que há dias foi ouvido numa comissão da Assembleia da República, seja gestor de uma das maiores empresas nacionais e aufira os vencimentos e os prémios que foram referidos), há muitas perguntas que me tenho feito a propósito deste assunto. Aqui deixo algumas.
Porque razão os gestores e de uma maneira geral os quadros superiores de qualquer organização necessitam de prémios pecuniários para se motivarem? Não está implícito na qualidade de gestor ou quadro superior uma motivação elevada? Não são, de uma maneira geral, as remunerações normais dos quadros superiores das empresas em causa motivadores só por si?
Numa empresa em que os prémios dos gestores atingem os valores de que se fala em virtude, suponho, dessa empresa ter atingido ou superado os seus objectivos qual os valor do prémio dos quadros intermédios, dos trabalhadores especializados e dos trabalhadores indiferenciados? Qual o bolo anual de prémios distribuídos nessas empresas e qual a sua repartição?
E nas empresas que não atingem os seus objectivos e até têm prejuizo também há castigos para os gestores nas mesmas proporções que os prémios? Com frequência ouvimos dizer que as empresas públicas estão a dar prejuízos. O que tem acontecido aos gestores responsáveis por esses prejuízos. Será que só são responsáveis quando as coisas correm bem? E quando correm mal, são os trabalhadores os responsáveis?
Se um gestor tem um prémio do 6 ou 12 vezes o seu ordenado mensal, passa-se o mesmo com o pessoal a todos os níveis? Se isso acontecer, embora tenha algumas dúvidas quanto à sua equidade, há pelo menos uma regra assente num conceito de igualdade.
O que acontecerá numa empresa em que se fica a saber que o prémio de um gestor é superior à soma de todos os ordenados que um quadro intermédio ganhará em toda a sua vida activa? Que motivação terão os trabalhadores (que precisariam de três ou quatro vidas para atingirem esse valor) para produzirem e lutarem pela qualidade dessa produção? Será que estes gestores consideram os seus trabalhadores dessas empresas como indivíduos e não como escravos acéfalos, domesticados e meros robôs?
Muito francamente, não percebo como um trabalhador numa dessas empresas todos os dias ao levantar-se não pense para si mesmo: " Os tipos que o ganham, que trabalhem se quiserem" e sintam a sua motivação a zero ou mesmo negativa.

domingo, 21 de março de 2010

Club da Dívida Externa


Recortei esta pequena tabela do semanário Expresso, Caderno de Economia, página 05. Já há algum tempo que andava à procura dets tipo de informação.
Estes 20 países devem a módica quantia de (espero não me ter enganado nas contas) 48599 mil milhões de dólares - dívida pública e privada.
E pergunto: Devem a quem? E que juros pagam dessa dívida? E porque se endividaram tanto?

No caso de Portugal, sabemos que a dívida do Estado atinge 110% do PIB nacional. De acordo com a tabela a dívida total de Portugal atinge 230 % do PIB. Não sendo dívida do Estado os remanescentes 120% do PIB quem se endividou desta maneira? E porquê? E quem garante o pagamento desta dívida? Espero sinceramente que não seja o "bom povo", no qual eu me considero incluido. Ou será que, para além de pagar as dívidas do BPN e do BPP (as quais não contraí), também terei de pagar outras que nem sem quais são ou quem se endividou?

Começo a ficar profundamente preocupado!

Tenham uma boa semana de trabalho! Se puderem ...