quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Grupo de Amigos do Museu de Marinha

Segundo informação de um OCeano acompanhada de pedido de divulgação, aqui fica a notícia da realização amanhã dia 25FEV pelas 10 00h, de uma visita, aberta, ao espólio histórico do Hospital de Marinha, no âmbito das actividades do GAMM.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

FUZILEIROS

Deve ser resultado da entrevista de ontem do PM que me deu para aqui pois não vejo qual seja a ligação imediata. De qualquer modo foi um grande momento de libertação e uma grande fotografia, Faz hoje 65 anos, a nossa média de idades, dos corpos dos que estão vivos e dos que já só subsistem na nossa memória.
O autor Joe Rosenthal, ganhou o prémio Pulitzer com ela e era fotografo da Assotiated Press, não do Exército que o recusara por falta de visão!

Academia de Marinha

Conforme noticiado, o OCeano João Pires Neves realizou hoje na AM uma conferência subordinada ao título «A Soberania dos Estados e o Mar» – A realidade portuguesa –", assunto da maior actualidade e importância para o país.

Foram cerca de 40m de excelente exposição, testemunhada pela dúzia de OCeanos que tiveram o privilégio de a ouvir e coroada pelos encómios com que alguns dos presentes entenderam distinguir o conferencista.

Os meus parabéns ao JPN.

Postal de Goa (XVII)

AS RUÍNAS DA IGREJA DE SANCOALE

Quando se atravessa a ponte sobre o rio Zuari, deixando a ilha de Goa em direcção ao sul, avista-se ao longe na direcção de Mormugão e Vasco da Gama, uma fachada branca de igreja que se destaca do arvoredo e que se encontra próximo da margem esquerda desse rio.

Depois, na estrada que segue para o aeroporto de Dabolim e para aquelas duas cidades, a sinalética indica que estamos em Sancoale e que, para a direita, se encontra a Rua Escravo de Maria, um nome que é realmente muito sugestivo, num Estado onde a língua oficial é o konkani, mas onde o inglês é a língua corrente e onde também se fala o hindi e o marathi.

À entrada dessa rua encontra-se uma outra placa que indica a direcção a seguir e fornece informações adicionais. Cerca de 200 metros adiante encontramos as ruínas da Igreja de Nossa Senhora da Saúde, frequentemente conhecidas por ruínas de Sancoale.
A igreja foi construída pelos Jesuítas em 1606, mas em 1834 foi destruída por um incêndio. Provavelmente, porque não houve meios para a sua recuperação, a paróquia passou a utilizar uma capela que existia desde 1783, que depois se tornou na sua definitiva sede.

A derrocada de muitas igrejas, como aconteceu em Sancoale e noutros locais da expansão portuguesa, foi uma consequência de incêndios e da deficiente construção das abóbadas. No caso de Goa, houve também o abandono a que muitas igrejas e conventos foram votados depois da expulsão dos Jesuítas em 1761 e, mais tarde, das ordens religiosas.
As autoridades portuguesas criaram em 1932 a Comissão Permanente de Arqueologia que, entre outras funções, deveria propor a concessão do título de monumento nacional aos “imóveis cuja conservação represente, pelo seu valor artístico, histórico ou arqueológico, interesse nacional”. As ruínas de Sancoale foram então classificadas.


A fachada da igreja de Nossa Senhora da Saúde em Sancoale, em Outubro (no fim da monção) e em Janeiro (depois de ter sido pintada).

Da antiga igreja de Nossa Senhora da Saúde apenas se salvou a fachada que, as autoridades portuguesas declararam como monumento nacional em 1937.
Em 1978 o então governo de Goa, Damão e Diu declarou 44 construções e sítios arqueológicos como “protected monuments”, dos quais 18 são habitualmente considerados como herança cultural portuguesa. No entanto, também o governo central da Índia tomou uma decisão semelhante em relação a outros monumentos de Goa, que são tutelados pelo Archaeological Survey of India.
Significa que a riqueza monumental de Goa tem uma parte tutelada pelo Governo de Goa e outra parte tutelada pelo Governo da Índia, o que atesta o interesse das autoridades indianas pela preservação do seu património arquitectónico.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Auxilio militar à Madeira

O EMGFA publica hoje um estranho comunicado no seu site, em que diz que as Forças Armadas prestam auxilio dentro das normas legais, sob comando do CEMGFA, claro. Segue-se uma longa lista de meios empenhados com total exclusão da Marinha!
Aqui há gato...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

DFE 12

Recebido, por correio electrónico, o seguinte comentário (referente à "onda" do J.N. Barbosa de 16/02/10):

"Não sendo OC desculpar - me - ão a intromissão neste tema mas, como estava na Guiné por essa altura, o sucedido também me diz respeito. A leitura do artigo em causa, de que tomei conhecimento pelo vosso Blog, não estivesse eu estado lá, far - me - ia supor que somente um DFE entrara em combate na Guiné. O caracter laudatório não me espanta já que ouvi, a um membro daquele Destacamento, que tendo sido projectado no ar, pelo rebentamento de uma granada de RPG, após uma pirueta, e ainda no ar, conseguiu abater 3 inimigos a tiro.
Penso não ser novidade para ninguém afirmar que o então Comandante Chefe tinha uma particular aversão à Marinha, aversão essa de que julgo conhecer alguns dos motivos. Também penso que não constituirá novidade que o então Comandante da Defesa Marítima da Guiné, por motivos que quem lá estava certamente conhecerá, poucos dias antes de acabar a comissão passou a ter um ódio de estimação ao Comandante Chefe .
O comando operacional das unidades de fuzileiros por oficiais do Exército nalguns poucos casos foi uma solução adequada, não o foi, de forma alguma, em muitos outros . O que também não se pode esquecer é que, para o dispositivo então assumido, a Marinha não dispunha, na Guiné, de oficiais superiores com experiência e formação para o exercício de tais comandos.

Um abraço amigo do E. Gomes

P.S. Nem calculam a inveja que tenho de só poder celebrar no Bairro Alto , local provável da morte do patrono do meu curso, no 50 º aniversário de entrada para a Escola Naval."

Nota: o artigo referido neste texto e na "onda" do JNB pode ser lido "clicando" aqui.

Conferências na Fundação Calouste Gulbenkiam

Como habitualmente, transcrevo o aviso de mais uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian.
Tenham uma boa semana de trabalho!
Um abraço.
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"Última Conferência do ciclo “NAS FRONTEIRAS DO UNIVERSO”. Não falte!
24 Fevereiro 2010 18h00 NAS FRONTEIRAS DA GRAVITAÇÃO VITOR CARDOSO
A Relatividade Geral de Einstein é tida como um dos maiores feitos do pensamento humano. Nesta sessão vamos falar um pouco sobre o que esta teoria é, e o que nos diz acerca do mundo que nos rodeia. Vamos também debruçar-nos sobre algumas das previsões mais fantásticas, como buracos negros e ondas gravitacionais, passando pelas lentes gravitacionais.
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Vitor Cardoso é investigador no Instituto Superior Técnico (IST), onde trabalha no CENTRA - Centro Multidisciplinar de Astrofísica. É também professor-adjunto na Universidade do Mississippi. Foi investigador de pós-doutoramento nas Universidades de Coimbra, Washington em St. Louis, e Mississippi.
Recebeu em 2002 e em 2005 o Prémio de Estímulo à Investigação da Fundação Calouste Gulbenkian pelo seu trabalho sobre buracos negros e em 2008 o Prémio Jovem Investigador UTL/ Caixa Geral de Depósitos, na área de Física.
Em 2008-2009 foi cientista Fulbright no Mississippi e é actualmente membro da colaboração científica do LIGO. A sua pesquisa incide principalmente sobre buracos negros, fontes de ondas gravitacionais e a sua detecção, e também sobre efeitos gravitacionais em colisões relativistas.
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Fundação Calouste Gulbenkian Auditório 2
Transmissão directa nos espaços adjacentes
Videodifusão http://live.fccn.pt/fcg/