quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

OLÁ AMIGO

Na terça-feira, dia em que passaram 65 anos sobre o nascimento de Nuno Mergulhão, o Município de Portimão promoveu uma sentida homenagem ao ex-autarca, desaparecido de forma prematura aquando do exercício das suas funções.
O TEMPO – Teatro Municipal de Portimão, cujos primeiros passos do projecto foram dados pelo edil, foi ontem à noite o cenário da cerimónia, que lotou o Grande Auditório, baptizado com o nome do homenageado, num acto público que teve a presença de familiares de Nuno Mergulhão e culminou com um concerto a cargo da Banda da Armada.

O primeiro orador foi o almirante da Armada Carlos Rodolfo, que enalteceu as aptidões militares e as qualidades humanas de Nuno Mergulhão, destacando a sua “paixão pelo mar e pela vela, adquirida nos tempos de juventude em Portimão e que serviram de estímulo para uma brilhante carreira na Marinha Portuguesa, ao serviço do país.”

O professor universitário Adriano Pimpão considerou Mergulhão como um autarca e político “com rara visão estratégica, que implantou uma gestão moderna no município, fruto da sua grande capacidade de decisão, cumprindo todos os compromissos que assumia”.

Deu como exemplo a criação do pólo de Portimão da Universidade do Algarve, na altura em que Pimpão exercia as funções de reitor, e considerou o homenageado “um edil sempre ao serviço da comunidade”.

Convidada por Mergulhão para trabalhar consigo enquanto vereadora, a hoje governadora civil de Faro Isilda Gomes disse que o autarca “sabia aglutinar as pessoas à sua volta, para que formassem equipas coesas, em prol do município".

Para João Nuno Mergulhão, o pai foi o “melhor amigo e um porto de abrigo seguro durante a juventude”.

“De carácter forte e inigualável rigor, possuía uma vontade intrínseca de ajudar o seu semelhante”, afirmou, referindo que a “maior herança recebida é o exemplo de vida” do progenitor.

Realçou ainda a estratégia adoptada para a diversificação da oferta turística de Portimão e a “nova dinâmica da cidade, na senda de um desenvolvimento sustentável”.

O presidente da Câmara Municipal de Portimão Manuel da Luz, que também integrou como vereador os executivos liderados por Nuno Mergulhão, explicou que preferiu agendar esta homenagem para o dia de aniversário, e não para a data em que passaram 10 anos sobre o dramático falecimento do ex-autarca (29 de Dezembro), “justamente para celebrar a vida de quem deu boa parte de si ao município, por dedicação plena à causa pública”.

Em particular, salientou o seu exemplo enquanto “autarca próximo das pessoas, que procurava incessantemente plataformas de consenso com os representantes de todas as sensibilidades políticas”.

Lembrou ainda que foi durante os seus mandatos que surgiu a ideia de que “é bom viver em Portimão, um sonho que a cada dia que passa ganha maior consistência”.

“A melhor forma de homenagearmos Nuno Mergulhão é cada um de nós dar o seu contributo para que a comunidade local tenha uma melhor qualidade de vida e se sinta mais feliz”, expressou Manuel da Luz no final da cerimónia.

Oficial superior da Marinha Portuguesa e licenciado em Engenharia Electrotécnica, Nuno Mergulhão exerceu a presidência da Câmara Municipal de Portimão entre 1993 e 1999.
20 de Janeiro de 2010 | 18:43


















Chegada

Entrei ... fazendo alarde da minha força!!!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Postal de Goa (XVI)

O CARNAVAL EM GOA


Goa festeja o Carnaval com grande entusiasmo e eu imagino que, não sendo propriamente o popular Carnaval do Rio de Janeiro ou o sofisticado Carnaval de Veneza, terá muitas semelhanças com os lusitanos Carnavais de Torres Vedras, de Loulé ou de Ovar.
No dia 13 de Fevereiro em Pangim e nos dias seguintes em Margão, Vasco da Gama e Mapuça, um corso com cerca de cem carros alegóricos festejou o Carnaval de Goa de 2010, percorrendo o mais nobre percurso urbano de cada uma destas cidades.
No caso de Pangim, a avenida marginal encheu-se de cor, animação, música e de muita gente esperando o início do cortejo carnavalesco.
As autoridades e a organização tinham delimitado o espaço para dar visibilidade aos patrocinadores e para evitar excessos de entusiasmo da multidão. Ao som de apropriada música cantada em português, o cortejo abriu com um carro onde se encontravam o Rei do Carnaval (Mark Anthony Dias) e a Rainha (Stacia Azevedo). Depois, e durante mais de 3 horas, desfilou o cortejo, sempre acompanhado por muitos foliões e mascarados, grupos de dança a imitarem as escolas de samba e muita música brasileira.
Embora nesse mesmo dia tivesse havido desfiles de Carnaval em muitos lugares do mundo, sobretudo na Europa e na América do Sul, Goa foi, provavelmente, o único lugar da Ásia que festejou o Carnaval.



Como nasceu este Carnaval de Goa?
Não há respostas concretas nem coincidentes para esta pergunta, mas todas convergem na ideia de que foi trazido para Goa pelos portugueses, tendo sido adoptado localmente através de diferentes práticas e em diferentes localidades. Eram os populares festejos do Entrudo.
Até 1961 os grandes animadores do Entrudo eram os descendentes – grupo de portugueses nascidos em Goa – que festejavam com as suas brincadeiras, os seus assaltos e os seus bailes de máscaras, sobretudo nos clubes sociais.
Depois de 1961 o Carnaval foi um pouco esquecido, até porque estava demasiado conotado com a vida social do tempo dos portugueses.
Porém, um dia alguém que se inspirou no Carnaval brasileiro e na sua faceta de atracção de turistas, lembrou-se de sugerir a ressurreição do Carnaval, já não como uma festa de amigos, mas com um cortejo com carros, cartazes e muita animação, isto é, como um verdadeiro produto turístico.
O Governo de Goa apoiou e, de facto, o Carnaval tornou-se rapidamente num cartaz turístico, embora tenha um aspecto cada vez mais abrasileirado com o seu desfile alegórico, a sua música carnavalesca, os seus foliões e muitos turistas.
Contudo, o espírito do Entrudo à moda portuguesa não morreu em Goa e, por isso, também as festas locais têm ressuscitado. Os jornais goeses anunciaram várias festas e bailes de Carnaval e um dos mais famosos terá sido o tradicional Red & Black Dance, organizado conjuntamente pelo Clube Nacional e pelo Clube Vasco da Gama, no qual é obrigatório um traje que combine estas duas cores.
Porque o salão é pequeno, todos os anos o trânsito é cortado na Mahatma Gandhi Road, o baile extravasa para a rua e dura até às tantas…


O anúncio do Red & Black Dance organizado pelo Clube Nacional e pelo Clube Vasco da Gama

O Clube Nacional em Pangim, na manhã de 17 de Fevereiro

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

DFE 12


O Diário de Notícias de 14 de Fevereiro publica um suplemento especial intitulado Guerra em África - Um testemunho, da autoria de Serafim Lobato, antigo oficial do DFE 12, licenciado em História e mestre em Estudos Portugueses. São quatro páginas de um arrasoado dificilmente legível, confuso e cuja veracidade não sei avaliar porque não estive na Guiné. Parece-me, contudo, que se trata de um caso típico do subalterno que, a partir do ponto de vista limitado da sua posição quer pintar o grande quadro da situação. Com atrevimento quanto baste... No artigo é mencionado o DFE 8 e o Ferreira da Silva, incluindo uma carta do alm. Moura da Fonseca para o mesmo.

Para que esta história possa ser devidamente interpretada, apelo aqui ao Ferreira da Silva que nos esclareça.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Críse - Consequências 2


Mais alguns dados relativos às potenciais responsabilidades do contribuinte, em consequência dos avales do Estado à banca.

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

A Crise - Consequências 1

Por causa da "potencial crise sistémica da banca" estamos avalistas de 4.500 milhões de euros.
Vamos lá ver se não teremos de os pagar!...

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Portal do Cliente Bancário

Portal de interesse para todos. Já que "obrigatoriamente" somos clientes bancários.