sábado, 13 de fevereiro de 2010

Moçambique - Pemba - 1967


Já naquela época o Costinha dava aulas de história e cultura de Goa, Damão e Diu.

Estaria mesmo a dizer-me que 43 anos depois teria a oportunidade de demonstrar a sua curiosidade e dedicação à pesquisa e divulgação do que por lá fez este povo. Povo que, aqui e agora, parece andar à deriva. À procura de rumo que, depois de uma boa singradura, lhe permita aterrar em bom porto.

Costinha, porque não pensas em fazer uma publicação, com os magníficos excertos históricos e respectivas imagens daí, na comemoração dos 50 anos de entrada do OC para a EN?

Já agora. Porque não aproveitar a sugestão do Cruz? Uma viagem que será mais uma sinalização daquela efeméride? Claro que contamos contigo para sicerone. Sugere já a data e o itinerário. Os OC's que se pronunciem.

Costinha, continua com as tuas magníficas mensagens. A continuação de boa estada e magnífico trabalho. Bem hajas. Até sempre

PALOP's

Importações portuguesas dos PALOP caíram 55% em 2009, exportações estabilizaram


PALOP's

Embaixador de Angola em Lisboa desafia empresários portugueses a investir no país


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Postal de Goa (XV)

A ESTÁTUA DE CAMÕES EM VELHA GOA


No dia 10 de Junho de 1960, na ampla praça central de Velha Goa, o Governador Vassalo e Silva inaugurou uma estátua de Luís de Camões, que foi custeada através de uma subscrição pública por iniciativa do jornal Diário Popular, datada de 1956 e da autoria do escultor Martins Correia.
Nesse dia, o jornal O Heraldo incluía um editorial intitulado “O Dia da Raça” e ilustrava-o com uma fotografia da estátua e, no dia 12, noticiava que as comemorações do Dia de Portugal no Estado da Índia “tiveram um brilho extraordinário nesta terra”. No dia 14 o mesmo jornal ainda voltava a referir “a brilhante e significativa cerimónia”, salientando que a estátua “se encontrava rodeada por centenas de filiados da M.P.” e reproduzia o discurso proferido na ocasião pelo major Ramos de Freitas, sub-chefe do Estado-Maior.
A nova e imponente estátua de Camões “sobreviveu” aos acontecimentos de 1961 que levaram à queda da Índia Portuguesa e, em Junho de 1980, durante uma visita privada que o general Vassalo e Silva fez a Goa, ainda foi fotografado junto dela.
Porém, em 1982 a estátua foi danificada por um engenho explosivo colocado por alguns “Freedom Fighters”, com o argumento de que Camões era o poeta dos colonizadores.
A estátua foi imediatamente reparada e passou a ser guardada de noite pela Polícia, mas porque era demasiado oneroso manter aquele dispositivo de segurança, o policiamento cessou pouco tempo depois. Em 1983 a estátua voltou a ser atacada e danificada pelos mesmos activistas.
Então, as autoridades decidiram retirá-la daquele local privilegiado e colocaram-na no interior do Archaeological Museum & Portrait Gallery, que ocupa um edifício conventual anexo à Igreja de S. Francisco de Assis, a pouca distância do local onde a estátua foi inicialmente colocada. Este museu aloja a famosa Galeria dos Vice-Reis e nele se encontra, também, a estátua de Afonso de Albuquerque que, até 1961, esteve na rotunda de Miramar, em Pangim.

A recolocação da estátua de Camões no seu local original tem sido defendida por alguns sectores de opinião de Goa e o assunto é, por vezes, tratado nos media goeses.
É bem possível que, devido à imagem turística que Goa tenta projectar como sendo “a Europa da Índia”, devido às influências culturais portuguesas que ainda conserva e ao seu “estilo mediterrânico”, um dia a estátua de Camões volte ao local onde foi inicialmente colocada.


Nota: Todas as imagens, com excepção da mais pequena, podem ser ampliadas "clicando" sobre elas.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Comunicação telepática

Estando eu a cogitar com os meus botões, em frente à TV, naquele período pós almoço, perigosíssimo para pessoas da nossa idade, em que em linguagem mais terra a terra se pode exprimir por passando pelas brazas, vi nitidamente, vinda do éter, qual transmissão telepática, a foto ao lado acompanhada da seguinte legenda:

"Talvez a antecipar e a dar força à ideia que germina em muitos de nós, para visitarmos o antigo Estado da Índia quando celebrarmos o 50º aniversário da nossa entrada na Escola Naval, eis que dois ilustres OCeanos se encontraram exactamente no local onde Afonso de Albuquerque assistiu e dirigiu a conquista de Goa em 1510.
Foi há dois dias que foram fotografados em Velha Goa, certamente a preparar com eficácia, desde já, essa nossa desejada aventura de 2012. "

Dão-se alvíssaras a quem os identificar.

Paisanice ou Bandalheira no Hospital de Marinha?

Na continuação dos reparos que há tempos fiz nesta página relativamente à epígrafe supra, venho dar público testemunho - por que é de toda a Justiça também dizer bem quando tal se justifica - de que o atendimento no Hospital de Marinha, tanto quanto me tem sido dado experimentar, melhorou substancialmente. Ainda bem!!!

ISTO É QUE VAI UMA CRISE!

Em complemento da mensagem do Jorge Beirão Reis de 04FEV2010:

"Espantoso. Isto é Portugal no melhor da sua crise: Do Diário Económico de ontem, na página 48, transcrevo , com a devida vénia:",

Acrescento:
Somos únicos na arte de gastar "à tripa forra". De onde vem a "fanfa" que corre pelo nosso futebol? Em particular, pelos chamados três grandes.

Para que conste:"Fonte: balanços consolidados "in" CMVM"


"Sport" Lisboa e Benfica - Futebol SAD - em 2009.JUN.30
Passivo total= 178.600.000 €
Capital próprio=-11.800.000 € (negativo)
Resultados acumulados=-87.000.000 €
(negativos)

Futebol Clube do Porto - Futebol SAD - em 2009.JUN.30:
Passivo total= 160.800.000 €
Capital próprio=22.800.000 €
Resultados acumulados=-58.500.000 €
(negativos)

"Sporting" - Sociedade Desportiva de Futebol SAD - em 2009.JUN.30
Passivo total= 142.500.000 €
Capital próprio=-16.000.000 € (negativo)
Resultados acumulados=-64.500.000 €
(negativos)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Almoço OC (09Fev10)

Notícias de Lagutrop

Vêm-se sucedendo com alarmante frequência os "casos", aparentemente graves, que ao cabo de meses (quando não são anos) acabam por perder a relevância que tinham na ocasião própria. Isto é fruto, evidentemente, de uma teia de interesses que se conjuga - uns porque são directamente visados, outros porque devem os seus aconchegados, bem remunerados e "prestigiados" lugares àqueles. Os que não pertencem a um nem outro grupo são tachados de cavilosos monstros que sempre tentam lançar lama sobre os "impolutos" cidadãos com responsabilidades acrescidas, ou obedecem aos mais obscuros interesses "político-partidários" (este neologismo daria a entender que a política não é feita de partidos). No fim, a montanha acaba sempre por parir um rato. É bom que nos lembremos, porém, de que os ratos, descontrolados, dão origem às mais mortíferas epidemias.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mesmo com Crise!...

Comissão do Mercado de Valores Mobiliários
JANEIRO 2010

A capitalização bolsista da Euronext Lisbon alcançou 183.765,5 milhões de euros em Janeiro de 2010, uma redução de 10% face ao final de 2009 (204.223,5). O segmento accionista, que representava 86,2% desse valor, registou uma queda de 8,1% da capitalização bolsista.

A volatilidade do PSI 20 em Janeiro foi de 15,93%, mais do que em Dezembro (13,95%) mas menos do que um ano antes (21,66%).

Índice PSI-20

Tabela 1 – Valores e Variações

Jan 2010

Dez 2009

Jan 2009

D mensal

D anual

PSI-20 (fecho)

7.927,31

8.463,85

6.438,19

-6,3%

23,1%


Há grande "CASINO". Mesmo em época de crise, com as falências das PME's e o aumento do desemprego em roda livre, houve um aumento de 23,1% da capitalização em bolsa. Não foi certamente a "banca do casino" que ganhou. Onde andarão os ganhos?...

Note-se que o segmento das acções é que tem a parte de leão (86,2%). E, isto num ano de crise profunda e acentuada. É obra. É fartar "vilanagem".

Congelem-se as despesas. Baixem-se os salários e as pensões. Fechem-se as escolas e os hospitais para "obras". Assim, se resolverá a situação. Inverte-se o actual rumo da economia e ela crescerá com aceleração estonteante e de forma prodigiosa.

Como diria o amigo "Pintousa": " a seguir à tempestade vem a bonança". É, a história da Alice no País das Maravilhas. Só que tal país não existe. E, no mundo da realidade a situação é bem diferente e dolorosa. Que o digam os pequenos e médios empresários falidos e endividados à banca e ao fisco, os desempregados em geral e os de longa duração em particular. E, também, porque não os jovens licenciados à procura do primeiro emprego.

Anuário Estatístico de Portugal - 2008

Ano de Edição: 2009


O AEP 2008 disponibiliza os quadros estatísticos em formato EXCEL que incluem séries temporais mais alargadas (1990-2008).


Aquele "link" é útil para quem, de forma sustentada e fundamentada, pretender conhecer o estado do país nos seus variados sectores e vertentes.


Disponibiliza dados de: O território (território e ambiente); as pessoas (população, educação, cultura e desporto, saúde, mercado de trabalho, protecção social e rendimento e condições de vida;a actividade económica (contas nacionais, preços, empresas, comércio internacional, agricultura e florestas, pescas, indústria e energia, construção e habitação, transportes, comunicações, comércio interno, turismo, sector monetário e financeiro, serviços prestados às empresas, ciência e tecnologia e sociedade da informação); o Estado (administração pública, justiça e participação política).


"... A taxa de desemprego em Portugal aproximou-se nos últimos anos da média europeia. Em 2000 representava menos de metade da média da União Europeia EU(27) e da área do euro, em 2005 era superior a 6/7 da taxa de cada uma daquelas entidades e desde 2007 que ultrapassou aquelas taxas, mesmo que em 2008 o diferencial se tenha estreitado...."
("in" AEP 2008 - pág. 19)

"... Rendimento e condições de vida das famílias: A informação disponível aponta para uma ligeira atenuação da desigualdade na distribuição do rendimento, mantendo-se esta relativamente elevada face à média europeia, e apesar de à escala europeia se ter verificado algum retrocesso neste campo, nos últimos anos...."

("in" AEP 2008 - pág. 20)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Afinal o problema não está nas escutas!

Pelo que me vou ouvindo e lendo nestes últimos dias a questão que tanto preocupa os media portugueses (não estou a falar do combate de boxe no aeroporto entre o seleccionador nacional e um jornalista) já não se está a colocar no ponto de vista das escutas serem ilegais ou não, mas naquilo que a justiça faz do conteúdo dessas escutas.

Se teor dos despachos dos juízes de Aveiro é o que veio a lume, só nos resta concluir que o Procurador Geral da República e o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça ao declararem que não havia nada de indiciador de crime ou acto ilícito, foram muito superficiais e levianos (o que é inadmissível, pois todos nós estamos dependentes em última instância do seu julgamento) , ou pretenderam abafar um caso que era no mínimo muito incómodo para o Governo (o que ainda é mais grave pois levanta o problema da conivência da justiça com a política partidária).

Mas, tendo ainda em conta o teor dos despachos, não se percebe porque razão o primeiro ministro e os seus parceiros de partido e governo continuam a bater nas escutas e não desmentem pura e simplesmente os factos que são referidos no despacho. Não quero conhecer o "parlapié" das escutas, mas quero ter a certeza de que as duas entidades que emitiram o referido despacho se enganaram ou actuaram com dolo (e aqui teria de se ouvir uma palavra do Procurador Geral e do Presidente do Supremo).

Nesta altura do campeonato, sentado no sofá a ver e ouvir o noticiário ou a ler um jornal, o que eu quero ouvir do primeiro ministro e dos seus apaniguados (e penso que tenho o direito de ouvir) é uma argumentação centrada em actos que desmintam inequivocamente as suspeitas (ou os juízes erraram ou actuaram de forma criminosa) e não o contra ataque demagógico sobre a ilegalidade das escutas, a pretensa devassa da vida privada ou do buraco da fechadura.