quinta-feira, 25 de junho de 2009

Radares e GNR


Nos nossos tempos de Escola Naval, na primeira aula de Informações em Combate o professor, o saudoso 1º ten. Neves Lopes , contou a seguinte história para ilustrar a ignorância geral que havia sobre o que era um radar (há 45 anos): Estava um grupo de oficiais na praça do Areeiro aguardando o transporte para o Grupo Um, em Vila Franca de Xira, quando começaram a reparar que um polícia rondava por perto lançando olhares desconfiados para o grupo. Habituados à mentalidade da época quanto a ajuntamentos, dirigiram-se ao cívico, identificando-se e explicando o que estavam ali a fazer. Ao que ele replicou: _Estou mais descansado; é que julguei que aquela mala ali tivesse algum radar!!!

Pois parece que isto não está muito diferente. Todos nos lembramos dos jipes da Guarda Fiscal com uns radares no tejadilho sabe-se lá para quê. Depois veio a GNR que plantou uma série deles na costa alegadamente para detectar embarcações de contrabandistas, como se estas fossem detectáveis a mais de três milhas e com mar chão. Agora é anunciada a compra de um novo sistema de radares que, segundo o jornal, " permite detectar qualquer movimento no mar até a uma distância de 120 milhas" (pasme-se). O sistema integra 19 radares espalhados ao longo da costa continental, conforme mostra uma ilustração junta onde se podem ver radares a poucas milhas uns dos outros. Então pergunta-se: Se o alcance é de 120 milhas há radares a mais, mesmo com sobreposições, ou os radares não prestam e de facto só detectam pequenas embarcações a uma dezena de milhas?

Estas coisas do mar são mesmo muito complicadas...

Os vivos e os mortos


Sucedem-se os casos obscuros em que são feitas acusações ou levantadas suspeitas a toda a sorte de responsáveis, aos mais variados níveis.
É penoso viver neste clima, no qual tudo nos tenta a deixarmos de confiar em quem quer que seja: a frase mais ouvida é «eu não ponho as mãos no fogo por ninguém.»
Depois, nada se demonstra que substitua a suspeição generalizada pela responsabilização específica.
E todos continuam alegremente a acusar todos.
Já não me atrevo a invocar a ética, pois é sabido que a recente «crise» instilou no comum dos mortais a noção de que já não são possíveis sucessos de monta sem hipoteca de princípios éticos.
Houvesse, ao menos, rigor. Mas parece que estamos no «bom» caminho para perdê-lo também de vez. Oxalá haja um sobressalto cívico e ainda possamos recuperá-lo, enquanto somos vivos.
Caso contrário, só o reencontraremos quando já for tarde de mais. Esse, que já de pouco serve, dá pelo nome de rigor mortis.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O RESULTADO DAS ELEIÇÕES

Sempre me interessou conhecer o resultado global das eleições, de quaisquer eleições e os números que enchiam os periódicos e a boca dos nossos potenciais representantes não me satisfaziam.
Finalmente consegui: com a devida vénia, transcrevo os resultados constantes de um artigo, assinado pelo jornalista João Marcelino, publicado no Diário de Notícias de Domingo, sob o título: "Os números da realidade":
Abstenção 62 %
Nulos 2 %
PSD 12 %
PS 10 %
BE 4 %
PCP 4 %
CDS/PP 3 %
Outros partidos 3 %

Se eu fosse dirigente partidário, teria vergonha e estaria calado. Como não sou, tenho pena. Portugal não merece isto!

O Sargento Fuzileiro Guerreiro


O OCeano Fernando Brito Valle enviou para publicação no nosso blogue o que ele chama de um "pequeno escrito", contando um episódio passado na EN, dos anos sessenta, onde a figura em destaque é o Sargento Fuzileiro Guerreiro ... quem não se lembra dele? O texto pode ser "pequeno" em tamanho mas, quanto a mim, não o é em interesse e humor. Para o ler e formar a vossa opinião basta "clicar" aqui.