sábado, 31 de janeiro de 2009

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Citando...

De onde saiu este homem?

Donde saiu este homem? Não peço que me digam onde nasceu, quem foram os seus pais, que estudos fez, que projeto de vida desenhou para si e para a sua família. Tudo isso mais ou menos o sabemos, tenho aí a sua autobiografia, livro sério e sincero, além de inteligentemente escrito. Quando pergunto donde saiu Barack Obama estou a manifestar a minha perplexidade por este tempo que vivemos, cínico, desesperançado, sombrio, terrível em mil dos seus aspectos, ter gerado uma pessoa (é um homem, podia ser uma mulher) que levanta a voz para falar de valores, de responsabilidade pessoal e coletiva, de respeito pelo trabalho, também pela memória daqueles que nos antecederam na vida.
Estes conceitos que alguma vez foram o cimento da melhor convivência humana sofreram por muito tempo o desprezo dos poderosos, esses mesmos que, a partir de hoje (tenham-no por certo), vão vestir à pressa o novo figurino e clamar em todos os tons - "Eu também, eu também". Barack Obama, no seu discurso, deu-nos razões (as razões) para que não nos deixemos enganar. O mundo pode ser melhor do que isto a que parecemos ter sido condenados. No fundo, o que Obama nos veio dizer é que outro mundo é possível. Muitos de nós já o vínhamos dizendo há muito. Talvez a ocasião seja boa para que tentemos pôr-nos de acordo sobre o modo e a maneira. Para começar.

José Saramago

Hino e Bandeira

Neste país de fábula continuam-se a ouvir as histórias mais extraordinárias, sem que isso incomode ninguém. Agora vem-se a saber que o PSD Madeira rejeitou um projecto de resolução do PS que tornava obrigatória a execução do hino nacional nos actos oficiais realizados no arquipélago. Desde logo é extraordinário que esta resolução seja necessária. O PS tem defendido esta causa e entende que as Forças Armadas não deveriam participar em cerimónias solenes em que A Portuguesa seja substituida pelo hino regional. Em Março de 1998, por alegado esquecimento da partitura, a banda local não executou, apesar de obrigatório, o hino nacional na sessão de boas-vindas ao presidente Jorge Sampaio na Câmara de Porto Santo! Não me consta que o presidente se tenha retirado. Não se pode deixar de fazer ligação ao caso das bandeiras. Passado quase um mês da entrada em vigor do novo estatuto, o ministro ainda não foi capaz de dizer aos militares o que fazer quanto às bandeiras regionais, o que é tanto mais extraordinário quanto ele e todo o governo sabiam da situação que se ia criar e, no mínimo, deveriam ter uma resposta pronta. Não tinham ou agora não têm coragem? Já agora sugiro que as F.A. façam como a banda que se esqueceu da partitura e, qualquer que seja a solução, aleguem que não há mastros para mais bandeiras.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

MOZART

Nasceu neste dia em 1756 para nos dar alegrias e também era tempo de crise.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Mais um ataque ao rio Tejo

Segundo a revista "Sábado", a Administração do Porto de Lisboa vai construir a sua sede na praia de Algés, logo a seguir à torre do controlo. Vai ser um muro contínuo até ao Dafundo, tapando a vista do Tejo a quem passa de comboio ou na Marginal. Guardado estava o bocado... Isaltino de Morais está indignado por não saber de nada e porque devia ser consultado, por aquele espaço estar dentro da sua autarquia. Eu acho é que ele está escamado por, aqui há anos, um projecto que ele muito acarinhava ter sido chumbado. Era só um empreendimento que implicava um aterro do Tejo, moradias, torres e... um lago artificial! Guerras de comadres...
Ficamos a saber como a APL respeita o interesse público e o património paisagistico. Qualquer dia não se vê o rio de parte nenhuma, com tanta ponte, torre e equipamento. Também, depois de ceder o terreno da escola de pesca à Fundação Champalimaud era justo que ficasse para si com um naco do mesmo quilate!

Ah, malandro!!!

("El Bandido" por Cat Hayward em Flickr)

Menos atrasado do que o JBR na leitura do "Expresso" (de ontem) dei com uma "eufrásia" dum senhor, Sean Collidge de seu nome, fundador do grupo Freeport, que a seguir transcrevo:

"Sinto-me feliz por poder roubar seja o que for a quem quer que seja"

Ah, malandro!!!