quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010


Começou a passagem. Bom ano para todos.

Bom Ano de 2010 para todos



quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A Saúde como espelho do país

O Público de ontem trazia uma notícia sobre a saída dos médicos do serviço público de saúde para o privado e das consequências que isso pode ter na formação dos jovens médicos. Em determinada altura pode ler-se (sic): "A estudante da Faculdade de Medicina de Coimbra fala da observação de um doente por 15 internos. Não é ético para o doente. Na Faculdade de Medicina de Lisboa, diz que se chegou ao cúmulo de haver cinco estudantes a fazer toque rectal a um único doente."
Parece-me uma bela metáfora do que se passa no país! Tal como os internos fazem aos doentes nos hospitais, nós todos servimos de cobaias aos aprendizes de feiticeiro da política, da economia, da educação, etc, que se divertem connosco a experimentar as suas habilidades de toque rectal e vão observando as nossas reacções,
O que me espanta mais nisto tudo é ninguém se queixar! Até parece que começam a gostar! Como vem dizendo o Temes, por onde anda o direito à indignação?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Postal de Goa (IX)

O FORTE DE ALORNA

Em meados do século XVIII o Brasil e as suas riquezas despertavam todas as atenções do Reino de Portugal, enquanto o Estado da Índia atravessava um período de grande decadência, depois da perda de muitos dos seus territórios para a Companhia das Índias Holandesas (VOC).
Em 1739, perante a indiferença dos ingleses instalados em Bombaim, os exércitos maratas tomaram Baçaim, a capital da rica Província do Norte e, mais a sul, cercaram Goa. A solução encontrada para libertar Goa da pressão marata passou pelo abandono de Chaúl.
A gravidade da situação foi então compreendida em Lisboa e o Estado da Índia voltou a merecer atenção e a receber reforços, para recuperar a Província do Norte ou levar as fronteiras de Goa mais para o interior.
O território de Goa era constituído apenas pelas chamadas Velhas Conquistas e a opção foi alargar o seu território pelas vias militares e negociais.
Depois do curto vice-reinado do Marquês do Louriçal, sucedeu-lhe D. Pedro Miguel de Almeida e Portugal, marquês de Castelo Novo, um experiente administrador colonial que já exercera as funções de governador de São Paulo e Minas do Ouro do Brasil. O novo vice-rei procedeu à ocupação das praças de Bicholim, Sanquelim e Tiracol e, no dia 5 de Maio de 1746, tomou pelas armas o forte de Alorna, situado na margem direita do rio Chaporá, no concelho de Perném.
Os novos territórios passaram a ser conhecidos por Novas Conquistas e aos 786 km2 que os portugueses dominavam, em poucos anos foram-lhe acrescentados cerca de 2825 Km2.
Em 1723 o vice-rei Almeida e Portugal tinha adquirido a Quinta de Vale de Nabais em Muge. Porém, quando em 1750 regressou de Goa a Portugal, o Rei D. João V concedeu-lhe o título de Marquês de Alorna, em reconhecimento pelos actos de bravura praticados na tomada daquela praça forte, o que o levou a mudar o nome da sua quinta para Quinta da Alorna.
O forte de Alorna tem uma configuração pentagonal irregular e tem 4 baluartes, sendo protegido por um fosso que podia ser facilmente inundado pelas águas do rio Chaporá.
Embora em 1983 o governo de Goa tenha classificado o forte de Alorna como património histórico, o facto é que actualmente se encontra em precárias condições e coberto pela vegetação.

(Para ampliar,"clicar" na imagem)

Em Portugal, a palavra Alorna está hoje associada à obra literária de Leonor de Almeida Lorena e Lencastre, 4.ª marquesa de Alorna, cuja poesia está reunida nos seis volumes das “Obras Poéticas da Marquesa de Alorna”, mas também aos vinhos da Quinta da Alorna (http://www.alorna.pt/), mas poucos saberão esta curiosa história da forma como, em meados do século XVIII, este topónimo navegou de Goa para Portugal.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Dia de Natal


Boas Festas para todos os que têm o gosto de nos ler e participar no blog.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O que o povo espera dos políticos no novo ano?

Enquanto acabava de bricolar umas miniaturas de mobílias para o Pai Natal por no sapato das minhas netas fui ouvindo na rádio o chamado debate quinzenal na AR. Desde o 1º ministro a todos os que foram falando afirmaram, com grande convicção. que o povo espera deles, entre outras coisas, trabalho, seriedade, verdade, responsabilidade e outras palavras terminadas em "ade" que todos nós sabemos que não podemos esperar deles. Coitados ... ainda não perceberam que o que o povo espera e quer é ver-se livre deles!

Quanto ao nível do debate, se é que se pode chamar debate àquela espécie de tourada de palavras, a única coisa que me ocorre dizer é que fica muitos pontos abaixo dos debates futebolísticos das segundas feiras.

Tiri, tiri ...

Relativamente à onda do Ramiro Soares Rodrigues de 05 de Dezembro de 2009 com o título "Escola Naval 1964/65. Comunicações" foi recebido o seguinte comentário:

"Meu caro Ramiro Soares
Intervenho unicamente para corrigir um pequeno mal entendido . A frase " tiri tiri oh p... que me perdi " ficaria bem a qualquer um dos comunicativos do OC mas , no entanto , a sua autoria é de um LC da ferrugem, na circunstância o Sr. Joaquim .
Um abraço amigo e bom Natal
E. Gomes"

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Solestício


Estamos no Solestício de Inverno. Um quadro a propósito, intitulado Paz na Terra, do artista gráfico Joe Jusko.

Clarinho, Clarinho, para Militar Perceber (E Não Só)

Não conheço o autor (nem sei se é ele o autor), nem o seu currículum.
No entanto considero este seu artigo, o qual reproduzo com a devida vénia, merecedor da nossa atenção (e meditação).
Votos de uma boa semana de trabalho!
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"Se a Grécia Entrar em Bancarrota, Portugal não Dura Mais Que Umas Semanas.
De acordo com as notícias desta semana, o governo está empenhado na actualização do regime jurídico do casamento. O PSD está empenhado em ouvir escutas telefónicas para aferir o carácter moral do primeiro-ministro. O PCP e o BE estão empenhados em que os mesmos magistrados que não conseguem guardar o segredo de justiça possam ter acesso às contas bancárias de qualquer pessoa, e a persigam se acharem que ela tem mais dinheiro do que devia. O CDS-PP está empenhado em tornar-se imprescindível nos jogos políticos da Assembleia da República. E os deputados estão empenhados em insultarem-se uns aos outros.

Se me permitem, e se não os distraio demasiado destes afazeres, gostava de recordar aos nossos governantes uns pequenos detalhes. 548 mil portugueses estão desempregados. Cerca de 1,850 milhões de portugueses recebem pensão de velhice, 300 mil recebem pensão de invalidez, e 380 mil recebem o rendimento social de inserção. Para apoiar estes 3,078 milhões de portugueses, trabalham somente 5,020 milhões de portugueses. Por sua vez, a remuneração mensal média de um trabalhador, depois de impostos, está algures entre os 720 e os 820 euros. Na população activa, por cada pessoa com um curso superior, existem duas pessoas que têm menos do que a quarta classe.

Talvez estes detalhes da vida das pessoas não sejam demasiado importantes para quem tem o olho na Europa. Mas, em Outubro, Portugal só exportou 2856 milhões de euros em bens; importou 4502 milhões. A riqueza que produzimos num ano não chega para pagar o que devemos aos estrangeiros. De bons alunos vaidosos nas cimeiras internacionais, seria bom que os nossos líderes se preparassem para o novo papel de convidado que foge para a casa de banho quando se aproxima um credor.

Quatro países na UE estão com problemas financeiros semelhantes aos de Portugal, de acordo com as taxas de juro que têm de pagar aos credores. O Reino Unido e a Irlanda responderam com medidas dolorosas, que na Irlanda incluem cortes no salário dos funcionários públicos até 20%. A Grécia e a Itália, tal como Portugal, preferem assobiar para o lado. Os especuladores já começaram a atacar a dívida grega e fala-se do risco iminente de bancarrota do país. Se a Grécia cair, Portugal não dura mais que umas semanas.

Eu sei que, infelizmente, muitos comentadores estão há décadas a anunciar o fim da nossa economia, pelo que os governantes estão habituados a ignorar estes avisos. Mas depois de olhar para estes factos, como é que quem jurou servir Portugal pode passar o tempo a distinguir uniões de facto e casamentos, ou obcecado em saber se José Sócrates trata o amigo por “Mando” ou “Varinha”?
Ricardo Reis - Professor de Economia, Universidade de Colúmbia
JORNAL I 12.12.2009"

sábado, 19 de dezembro de 2009

Postal de Goa (VIII)

19 de Dezembro de 1961

Goa, 19 de Dezembro de 1961 - O General Vassalo e Silva é abraçado por goeses e conferencia com os generais indianos: estava consumada a queda da Índia Portuguesa

No dia 19 de Dezembro de 1961, pelas 19 horas e 30 minutos, o governador-geral do Estado da Índia, general Vassalo e Silva, assinou em Chicalim o termo da rendição portuguesa perante o general indiano K. P. Candeth.A “operação Vijay” terminara: as tropas indianas tinham dominado Goa em poucas horas, a resistência encontrada tinha sido meramente simbólica e, desta forma pouco digna, terminava um período de 451 anos de administração portuguesa.Em Damão e em Diu, pequenas parcelas que também integravam o Estado da Índia, a resistência portuguesa foi mais acentuada e mais consistente, mas o resultado final viria a ser o mesmo.

Pangim – Antigo Largo Afonso de Albuquerque, agora denominado Azad Maidan (Praça ou Terreiro da Liberdade), onde se vê o Memorial "to the martyrs of the Freedom Struggle against Portuguese Colonial Rule in India" e o pavilhão onde desde 1843 esteve a estátua de Afonso de Albuquerque e onde agora repousam os restos mortais de Tristão Bragança da Cunha (1891-1958), "the valiant hero of Goan Fight for Freedom."

O julgamento da História ainda não está feito, porque o “caso de Goa” é demasiado complexo para permitir interpretações apressadas ou menos cuidadas.Do lado indiano, as informações oscilam entre a ideia de que se tratou “mais uma demonstração de força do que de uma operação militar” e a afirmação de que a acção militar desenvolvida foi o culminar de “uma luta intensa desenvolvida pelos goeses“, mas ambas as interpretações coincidem no desproporcionado destaque que lhes dão na sua história militar.Do lado português, a questão de Goa também é habitualmente tratada em termos militares, invocando-se a escassez de tropas e de meios materiais capazes para reagir à invasão, enquanto no aspecto político é acentuada a teimosia de Salazar na recusa de negociações e a sua obstinação para que tivesse havido resistência.Por falta de equipamentos e material militar, por falta de motivação política ou simplesmente porque quiseram evitar a destruição de Goa, o facto é que a guarnição militar portuguesa não resistiu ao menos 8 dias, como Salazar desejava, para permitir a condenação internacional da Índia e o recuo das suas tropas.No entanto, é reconhecido que o dispositivo naval que se encontrava no Estado da Índia – aviso “Afonso de Albuquerque” e lancha de fiscalização “Sirius” (em Goa), lancha de fiscalização “Antares” (em Damão) e lancha de fiscalização “Vega” (em Diu), embora com reacções bem diversas, teve um comportamento de grande dignidade e na linha das tradições seculares da Marinha Portuguesa.

O Pavilhão situado em frente do Quartel Geral da Polícia de Goa (antigo Quartel de Infantaria), que foi inaugurado em 17 de Fevereiro de 1843. No pavilhão foi então colocada uma estátua em pedra de Afonso de Albuquerque que pertencia ao frontispício da Igreja da Serra de Velha Goa (construída em 1513 e demolida em 1811), juntamente com as decorações laterais e as 4 colunas de granito do pórtico da igreja.

O Memorial "to the martyrs of the Freedom Struggle against Portuguese Colonial Rule in India"

Em Goa, os acontecimentos de 1961 e a sua análise ainda constituem um assunto muito polémico, sobre o qual ainda se continuam a movimentar muitas paixões, habitualmente centradas na questão de saber se se tratou de uma invasão ou de uma libertação.A palavra libertação entrou no discurso oficial indiano e é justificada pela simples razão de que a acção das Forças Armadas Indianas acabou com a presença da soberania portuguesa, mas muitas pessoas preferem a palavra invasão.Tal como sucedera na Índia Inglesa, também em Goa se haviam formado movimentos e correntes de opinião sustentando uma negociação que acabasse com o domínio colonial e que concedesse uma larga autonomia ao Estado da Índia, mas a ditadura salazarista jamais os reconhecera.A Índia tornara-se independente em 1947 e Salazar permanecia indiferente aos ventos da História e às aspirações autonómicas goesas. Porém, o domínio português em Goa que era representado sobretudo por um Governador nomeado pelo Governo de Lisboa e pela presença mais ou menos simbólica de uma força militar, era exercido de facto pelos próprios goeses, que ocupavam a maioria dos postos da administração, o que hoje parece acontecer em muito menor grau, devido aos quadros que vieram de outras regiões da Índia.

O memorial com os restos mortais de T. B. Cunha que, actualmente, está no interior do pavilhão.

48 anos depois dos acontecimentos de 1961 o nome de Portugal não é indiferente em Goa e, em nenhum dos territórios que do Minho a Timor constituíam o império e hoje são países independentes, subsistem simultaneamente tão fortes sentimentos de amor e desamor por Portugal, nem tanta polémica em torno de um passado com marca portuguesa.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Submarinos

No Diário de Notícias de hoje está um comentário do Almirante Vieira Matias às já famosas declarações do CEMGFA sobre o emprego dos submarinos. Vale a pena ler.
Acrescento eu: Ao fim de mais de três anos como CEMGFA nunca reparou no que os submarinos andavam a fazer?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

NATAL

Do blogue "Água aberta ... no OCeano":

Natividade (detalhe) de Giotto de Bondone (c. 1267-1337)


Para todos os OCeanos, para todos os nossos colaboradores e visitantes os desejos de um


FELIZ NATAL

E UM BOM ANO NOVO


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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Draga-minas (ex)

(Para ampliar, "clicar" na imagem)

Está na marina de Cascais há já uns (largos) dias. Originalmente era um draga-minas alemão da classe "Lindau" (1958) e escapou à sucata para ser reconvertido em iate, navegando agora com o nome de "Tubingen" e sob a bandeira de Gibraltar. Continua cinzento o coitado ... não será que como iate merecia uma cor mais alegre?

Boas Festas




Caros Camaradas e Amigos

Mais um ano passou e entre vós nos diferentes eventos ou almoços de curso pareceu-me sempre que a felicidade dos anos passados voltava com juventude, alegria e camaradagem! Agradecido meus amigos.
Para vós, amigos e camaradas, e para vossas famílias, um Santo Natal e umas boas entradas no 2010 que espero de muita saúde e alguns €s.
Abraços sinceros
Jaime Montalvão

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Espanto e embaraço


Em entrevista à Antena 1, o general CEMGFA lança dúvidas sobre a utilidade dos submarinos, diz o Diário de Notícias. Questionado pela Antena 1 como vai ser rentabilizado o primeiro submarino a chegar para o ano, deu esta resposta: Quando os submarinos chegarem certamente que será procurada para eles a melhor aplicação e a melhor rentabilização... A entrevistadora surpreendida: Ainda não há missão conhecida para esse primeiro submarino? Resposta: Conhecem-se em tese as capacidades dos submarinos ... e é nesse contexto que procuraremos a melhor aplicação do novo recurso.

Fiquei sem pinga de sangue! O comandante-chefe, comandante operacional das F.A. que em tudo manda não sabe para que servem os submarinos. Obviamente que não percebeu o que os submarinos por cá andam a fazer há noventa anos e portanto, agora que é ele que os quer utilizar, não sabe como. E não tem a humildade de perguntar.

O problema é este: Um comandante operacional de nível estratégico tem que ter um passado operacional e um conhecimento razoável do funcionamento das forças de todos os ramos, e não se deve substituir aos comandos operacionais de cada ramo. Não é o caso, pelos vistos, com a agravante de julgar que se incluem submarinos no sistema de forças sem saber para que servem. Não podia ser mais insultuoso para os anteriores CEMGFAs e CEMAs.


Postal de Goa (VII)

MANDOS & DULPODS


Goa é uma terra de música e de músicos, onde se fundem harmonicamente as tradições musicais da Índia e do ocidente. Assim sucede com o mando [mandó], por vezes considerado como a canção de Goa.
O mando é uma forma musical que nasceu e se desenvolveu em Goa durante o século XIX, incorporando elementos musicais indianos e ocidentais e que é cantado em Konkani, a língua nacional de Goa, embora inclua muitas palavras de origem portuguesa.
É muito popular entre a comunidade católica de todo o território de Goa, sobretudo no sul de Goa e especialmente em Loutolim, Curtorim e Raia, sendo cantado por pequenos grupos em ocasiões festivas e, especialmente, nas festas de casamento.
Os mandos são, sobretudo, canções de amor, de afecto e de saudade, embora também incluam o lamento, a crítica social, o anúncio de novidades e a descrição de acontecimentos.
Associado à música, o mando desenvolveu-se também como uma dança de salão de elevado requinte estético. Os homens e as mulheres dispõem-se em filas separadas. Os homens vestem calças de fantasia e casaca, segurando uma cartola na mão e um lenço branco no outro, ou apenas fato escuro, o que mostra a influência portuguesa;
as mulheres vestem o bazu torop ou pano baju, uma elegante saia comprida bordada a ouro, uma blusa de mangas compridas e usam um lenço dobrado sobre os ombros, como se fosse um xaile. Fazem-se sempre acompanhar por um leque, com que cobrem uma parte da face e, com os olhos, exibem uma sofisticada mímica de sedução.
Se o mando é uma expressão romântica da cultura goesa, o dulpod é um hino de alegria que o completa, com um andamento muito rápido, que evoca o riso e o humor despreocupado e que tem a função de amenizar a tristeza do mando.
O mando e o dulpod são complementares e não são cantados em separado. São acompanhados pelo gumot, que é um instrumento de percussão tradicional de Goa, enquanto o violino, a viola e o violão foram incorporados mais tarde, por influência portuguesa.
Porém, apesar de haver muitos estudos sobre a música tradicional goesa e sobre o mando, que procuram compreender a sua origem e as suas formas, não há unanimidade sobre esta matéria, embora todos reconheçam uma forte influência ocidental e, sobretudo, portuguesa.

Em 1965 o Clube Nacional organizou o primeiro Festival do Mando em Pangim, mas a partir de 1974 o festival passou a ser organizado pelo Goa Cultural and Social Centre, em colaboração com a Kala Academy que, neste ano de 2009, realizaram o 43rd Mando Festival com a participação de 42 grupos.
O interesse das novas gerações pela moderna música ocidental tem sido uma ameaça para a sobrevivência do mando, enquanto expressão popular da música tradicional goesa, mas o Festival tem respondido com sucesso a essa ameaça e tem contribuído para o renascimento do interesse pelo mando.
Para os não especialistas e para aqueles que não sabem Konkani, o mando é um espectáculo de grande riqueza estética e, em Portugal, pode ser apreciado através de algumas ocasionais apresentações públicas do Ekvat, um grupo de música e danças tradicionais de Goa, constituído em Lisboa em 1989, no âmbito das actividades culturais da Casa de Goa (http://www.ekvat.org/).






Video clips por cortesia de Joel D'Souza (Goa)

sábado, 12 de dezembro de 2009

Hôtel de la Marine


Em França como em Portugal, o estado quer livrar-se de património, neste caso o edífício do Estado-Maior da Marinha situado na Praça da Concórdia desde a Revolução. O edifício, obra de Gabriel, é um dos mais belos da capital e parece que o destino dele será um aluguer de longa duração a um grupo com capitais do Qatar, o que está a causar polémica nos meios ligados à cultura. Um grupo de amigos da Marinha já lançou uma petição para garantir o futuro do edifício histórico.

O mau ambiente não é só cá, pelos vistos.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009












O Chefe

À frente tem de vir a fotografia do Chefe
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A dourada

Comentando o tamanho da dourada servida

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Sempre atento e vigilante...

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Quem foi o barbeiro? Sweeney Todd?

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Sentido! Penico a discursar

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Mais fotos do jantar OC

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