sábado, 29 de novembro de 2008

GOOD NEWS

Vice-Almirante Saldanha Lopes escolheu o Comando de Zona Marítima da Madeira para realizar a sua primeira visita oficial aos diversos comandos pelos quais é, agora, responsável. O novo Comandante Naval, que foi empossado no passado mês de Outubro, esteve durante três dias na Região e parte, hoje, para Lisboa, a bordo da fragata Côrte Real, um dos mais modernos navios da Armada portuguesa. Em declarações ao Jornal da Madeira durante a sua visita ao Funchal, Saldanha Lopes referiu que esta é uma forma de se fazer, também, treinos de pessoal para diversos cenários, aproveitando a navegação que é aconselhável que se faça aos navios, sendo importante “verificar todos os equipamentos, treinar o seu uso” pelo menos uma vez por mês. Neste caso particular, a fragata, da Classe Vasco da Gama, fez então o treino específico nas águas próximas à Madeira, “em vez de o fazer no Algarve, por exemplo”, com o Vice-Almirante a aproveitar para assistir às capacidades de reacção daquele meio. Como tal, prosseguiu, “o aproveitamento de todas estas sinergias talvez possibilite, e é desejável que o faça, uma presença mais assídua dos meios navais na Madeira, para além do navio-patrulha atribuído à Zona Marítima”. Mais meios com mais frequência
Questionado sobre a sua intenção de aumentar a frequência de vinda das corvetas à Madeira, depois das prontidões de “Search And Rescue” que lhes são atribuídas, o responsável pelo Comando Naval manifestou o desejo de que isso aconteça, até porque é também pretensão do Almirante Melo Gomes, Chefe de Estado Maior da Armada, sempre que isso for possível e desde que não existam avarias ou mesmo acordos em que os meios estejam envolvidos. Falando dos “patrulhões”, os navios que nos últimos anos têm sido mais falados e desejados para ser aumentados ao efectivo da Armada, o responsável recordou que o quinto desta classe de navios terá o nome da capital madeirense, conforme foi anunciado pelo Almirante Melo Gomes. O “Funchal” poderá mesmo vir a fazer comissões na Madeira. Segundo o Comandante Naval, nada está ainda definido quanto à vinda para a nossa Zona Económica Exclusiva de um navio com estas características, até porque terá de ser avaliado o dispositivo operacional mais para a frente, quando estiveram prontos mais meios do que projectados na nova Lei de Programação Militar. Inicialmente o que estava planeado era um “patrulhão”, até porque era muito mais rentável numa extensa área como a nossa. Mas se não for em permanência, garantiu o Vice-Almirante, pelo menos durante mais tempo isso vai acontecer. Enquanto isso, vamos continuar, nas nossas águas, com os navios-patrulha, agora reduzidos a três no total, em condições de operarem quase sem limitações. Sabendo que imprevistos acontecem, o Vice-Almirante está confiante que a maioria dos navios que neste momento tem missão atribuída vai conseguir estar a postos para a missão que se inicia em Janeiro, no Standing Nato Maritime Group One e que durará um ano e o comando na Euromarfor, que terá a duração de dois anos.

Saldanha Lopes garante que, relativamente à Euromarfor, a Força de reacção da NATO, essa nunca está permamentemente empenhada, estando, sim, em permanente prontidão para avançar, a qualquer momento, para qualquer lugar às ordens da Aliança Atlântica. Mas a essa força naval vai juntar-se, naturalmente, a “Bartolomeu Dias”, a fragata holandesa que será entregue formalmente em Janeiro, para ser utilizada com prontidão total a partir de Setembro quando começar o “mandato” de dois anos da força naval. Recorde-se que aquela unidade vai estar disponível para participar em missões das Nações Unidas, nomeadamente no Líbano, se o mandato da ONU for renovado ou na Somália, a título de exemplo, se os cenários se mantiverem como estão neste momento. Por outro lado, enquanto não se avança com a construção do Navio Polivalente Logístico, das Lanchas de Fiscalização Costeira e dos navios de combate à poluição, é possível que os meios continuem a ser utilizados ao máximo para potenciar as suas capacidades, não obstante a frota estar cada vez mais envelhecida. Até lá, fica a sensação, pelas palavras do Vice-Almirante, de que os homens e mulheres que vestem a farda, vestem também a “camisola” e dão tudo para conseguir cumprir as missões que lhes são atribuídas. Com uma Marinha de duplo uso, sim, mas que exige múltipla dedicação... Próximos “patrulhões” mais rápidosOs sucessivos atrasos na construção dos dois novos patrulhões que vão integrar a Armada portuguesa devem-se, sobretudo, ao facto de o projecto do interior não estar suficientemente desenvolvido a dada altura do processo de aprontamento. A maior dificuldade, segundo o Comandnate Naval, é o facto de estes serem navios novos e o que falha, neste momento, é a utilização de nova tecnologia. Saldanha Lopes garante que o par seguinte, que entrará nos estaleiros quando for efectuado o contrato, terá um processo de construção mais rápido, até porque já haverá, nessa altura, a experiência adquirida com o “Viana do Castelo” e o “Figueira da Foz”. Provavelmente, se não ocorrerem mais atrasos, serão entregues à Armada durante o próximo ano.

A Marinha de duplo uso tem sido um objectivo perseguido que tem dado frutos. Aliada à Marinha de Guerra, existe a compomente de utilização não-militar, que acaba por ser de serviço público. Segundo o Comandante Naval, esta cooperação com estruturas civis é fundamental, nomeadamente com a Polícia Judiciária, com a Polícia Marítima, com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e outras instituições do Estado que necessitem do apoio da Marinha. “É uma acção fundamental” que tem vindo a dar frutos, nos últimos meses, a julgar pelos casos de apreensões de droga que têm vindo a ser tornados públicos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O NOSSO CLUBE

A coisa está a andar , para aquela nossa casa voltar a ser o que tão brilhantemente já foi.
2(dois) Oceanos estão disponíveis para , um em cada Orgão , ajudarem o novo (esperemos!) timoneiro.
Nesse dia , ou noite , será preciso uma mobilização dos Oceanos sócios , para que uma nova esperança renasça.
Aos curiosos:
JNB
RPL

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

HÁ sinceridade nisso ?

Oh , Camarada , Sr . Nogueira:

Aqui , que ninguem nos ouve , diga lá , mas sob juramento:

O seu protagonismo e esforço contínuo , direi mesmo exagerado , neste momento , tem a ver com a luta e a causa dos Professores , ou com a sua luta para substituir Carvalho da Silva na INTER?

Seja sincero , camarada , olhe que o seu rival está atento.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

JOBS FOR THE BOYS

O Ministério da Defesa Nacional anunciou o início do processo de modernização do Arsenal do Alfeite, assegurando que este se manterá uma única empresa, totalmente detida por capitais públicos e ligada à Marinha Portuguesa. O actual Arsenal do Alfeite será transformado em sociedade anónima de capitais públicos, designar-se-á Arsenal do Alfeite, S.A. e ficará na égide da holding das indústrias de defesa portuguesas, Empordef, seu único accionista. A nova empresa irá operar na actual localização, instalações integradas na Base Naval de Lisboa, pertencentes ao Estado, que serão cedidas à Arsenal do Alfeite, S.A. através da celebração de um contrato de concessão com a duração de 30 anos.
Dado o seu grande interesse estratégico, não existe qualquer intenção do Ministério da Defesa Nacional em proporcionar a alienação total ou parcial do capital da nova empresa a participações privadas. O conselho de Administração da nova empresa será composto por três elementos, um representante da Marinha Portuguesa e dois gestores profissionais nomeados pela Empordef. O processo legislativo de criação da nova empresa terá agora início, prevendo-se que a sua conclusão possa ocorrer em aproximadamente 6 meses. O normal funcionamento da actividade do estaleiro não será afectado durante este período de transição.
O Arsenal do Alfeite é hoje a única empresa industrial ainda directamente dependente da Orgânica Central do Estado e que opera segundo um modelo de funcionamento definido nos anos 30 do século passado, totalmente desadequado a uma gestão moderna e eficiente. No actual formato, o Arsenal do Alfeite corre inclusivamente sérios riscos de encerrar pois apresenta vulnerabilidades que afectam gravemente o seu normal desempenho e enfraquecem as suas evidentes potencialidades. Um novo modelo de gestão e organização pode responder melhor aos interesses da Marinha Portuguesa e abrir outros mercados, potenciando as suas receitas.
O Arsenal do Alfeite, S.A. irá ser alvo de investimentos avaliados em cerca de 70 milhões de euros, em parte relacionados com obras de recuperação das estruturas portuárias e construção de um novo sistema de docagem. Estes investimentos, assim como a sua empresarialização, são considerados os dois elementos fundamentais para permitir modernizar o Arsenal do Alfeite, posicioná-lo num patamar tecnológico mais avançado e aumentar a sua competitividade. O propósito é criar um centro tecnológico de excelência da indústria naval que sirva melhor a Marinha Portuguesa, actualmente a completar um ciclo de renovação de toda a sua frota, e que também permita voltar a projectar a indústria naval portuguesa no mercado internacional.
Após a sua modernização, que também implicará a obtenção de atributos de centro de reparação acreditado por diversos fabricantes de equipamento marítimo de referência, existirão condições para que o Arsenal do Alfeite aspire à realização de trabalhos até hoje impossíveis, tais como:
reparação naval militar nos novos navios e submarinos adquiridos pela Marinha Portuguesa;
reparação nos portos portugueses de navios militares de Marinhas de países amigos;
reparação naval de navios não militares que demandem os portos portugueses;
manutenção de equipamentos militares e de armamento em tecnologias correntes nos navios militares, orientado para o mercado das Forças Armadas, Forças de Segurança, instalações NATO, etc.;
criação de um centro nacional de desenvolvimento tecnológico das actividades marítimas e de formação profissional e tecnológica;
projecto e construção naval de navios de serviço, de fiscalização e de navios militares de pequeno e médio porte, orientado para mercados em África e, eventualmente, nas América Central e do Sul;
desenvolvimento de actividades de consultoria em engenharia naval e em gestão e tecnologia de estaleiros orientadas para mercados em África e Américas, Central e do Sul.
A médio prazo, pretende-se que o Arsenal do Alfeite, S.A, apresente um crescimento das suas actuais receitas em pelo menos 20%. A longo prazo, a facturação poderá superar a actual em cerca de 30%.
Portugal detém portos próximos das principais rotas atlânticas e não faz sentido que a sua indústria naval não se encontre mais desenvolvida, contribuindo para o crescimento geral da economia nacional. O Ministério da Defesa Nacional pretende também contribuir para a retoma sustentada da economia e considera que as estruturas da indústria naval sub sua tutela, se modernizadas, podem ajudar nesse objectivo. Para a sua concretização é fundamental a participação dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite, principal garante do know-how da empresa.
Todos os direitos e garantias dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite estão perfeitamente assegurados, ao abrigo do seu actual vinculo à função pública. Durante o período de transição para a nova empresa os trabalhadores do Arsenal do Alfeite não vão sentir qualquer alteração, qualquer falha no pagamento de salários ou quebra de qualquer outro benefício ou regalia em vigor. O período de transição será de cerca de 6 meses, durante o qual os actuais trabalhadores do estaleiro poderão: celebrar voluntariamente contratos individuais de trabalho com a nova empresa; ocupar voluntariamente vagas disponíveis no quadro civil da Marinha Portuguesa ou qualquer outro organismo da Administração Pública ou integrar o regime da mobilidade especial.
Logo que tome posse, a nova Administração irá iniciar o processo de transição dos trabalhadores.
A dimensão final do quadro de pessoal do Arsenal do Alfeite, S.A. só vai ser definida pela nova Administração, após definição e aprovação final do plano estratégico. Os estudos efectuados recentemente apontam que, para responder à carga de trabalho requerida para os anos imediatos, a nova empresa deva deter um quadro de pessoal com cerca de 800 a 1000 trabalhadores.
O propósito deste processo de empresarialização é modernizar e aumentar a competitividade do Arsenal do Alfeite, o que irá naturalmente permitir melhorar significativamente as actuais condições de trabalho na empresa. O know-how da organização está nas pessoas que nela trabalham, desta forma, a futura Administração terá todo o interesse em reter todos os trabalhadores que aportem valor à organização e que queiram contribuir para transformar o Arsenal do Alfeite, S.A. num caso de sucesso.

Olimpíadas de Xadrez

Terminaram ontem as Olimpíadas de Xadrez que tiveram lugar, de 12 a 25 de Novembro, em Dresden (Alemanha). Estiveram presentes equipas de 152 (!) países. Na Olimpíada Aberta (154 equipas; a Alemanha apresentou três) o ouro foi para a Arménia, a prata para Israel e o bronze para os EUA. De notar que os colossos Rússia e Ucrânia , 1º e 2º do "ranking" mundial, ficaram em 5º e 4º respectivamente. Portugal (61º do "ranking") obteve um razoável 55º lugar com seis vitórias e cinco derrotas, curiosamente logo a seguir ao Brasil.
Em Senhoras (114 representações) a Geórgia teve ouro, a Ucrânia prata e os EUA bronze. A Rússia, nº 1 do mundo não foi além do 4º lugar. Portugal (49º do"ranking") ficou em 46º (também com seis vitórias e cinco derrotas) e desta vez bateu o Brasil que embora 62º do "ranking" arrancou um bom 48º lugar.

Em cima podemos ver uma imagem da última jornada deste extraordinário evento que passou completamente ignorado no nosso país (eu, pelo menos, não consegui ler ou ouvir qualquer referência ao mesmo); também é verdade que as peças de xadrez não usam qualquer bola de futebol portanto a omissão compreende-se.

Para os mais curiosos: podem ver todos os detalhes destas Olimpíadas neste site.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

ADEUS velha AVENIDA

O Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE), que será discutido na próxima quarta-feira, na Câmara Municipal de Lisboa (CML) prevê acabar com o estacionamento à superfície e construir dois parques subterrâneos. O plano, cujo orçamento ronda os 57 milhões de euros, sendo que quase metade será dedicada à problemática do estacionamento, prevê ainda que sejam construídos quatros parques à superfície, na área envolvente à Avenida, para garantir o estacionamento sobretudo a moradores. No total, prevê-se uma oferta máxima de estacionamento em parques públicos na ordem dos 3.500 lugares, sugerindo-se a manutenção de cerca de 1.220 lugares à superfície, que deverão ser pagos para garantir a rotatividade. A autarquia quer ainda criar atravessamentos pedonais, ligados aos parques de estacionamento propostos, planeando também a construção de uma passagem para peões associada ao topo norte do parque de estacionamento dos Restauradores, para criar uma ligação privilegiada entre as duas encostas, aproveitando a existência dos elevadores da Glória e do Lavra. Quarta-feira, o vereador do urbanismo, Manuel Salgado, vai propor a abertura de um período de 22 dias para discussão pública do PUALZE, elaborado pelo arquitecto Manuel Fernandes de Sá, que foi o autor do documento original, datado de 1991. O plano abrange uma área com cerca de 100 hectares, correspondente às freguesias de São José, São Mamede e Coração de Jesus. O PUALZE prevê ainda o reperfilamento da Avenida da Liberdade, o alargamento dos passeios, a limitação do trânsito nas laterais, deixando apenas uma faixa à circulação de automóveis, e a recuperação de vários espaços públicos.

Arsenal, Arsenal

Desta vez é que é! O estimado MDN anunciou a integração do Arsenal na EMPORDEF com vista à sua modernização e gestão por critérios empresariais. Diz que não é uma privatização. Terá dois administradores civis e um da Marinha.
Quando se fala destas mudanças sublinha-se muito os aspectos financeiros, de gestão e os costumados despedimentos (cheios de garantias...); nunca se diz se o cliente ficará mais bem servido, se o serviço é mais barato ou se a empresa ficará mais moderna e eficaz. Como o único cliente é a Marinha ( poderá haver um ou outro biscate para fora sem significado), já sabemos quem será a vítima.Fica a dúvida se os administradores civis vão ganhar como o militar ou vice-versa.
O espectro de Viana do Castelo paira sobre o Arsenal.

AORN

50 anos da Reserva Naval – temos o gosto de recordar que é já no próximo fim de semana, dias 29 e 30, que se realizam as regatas incluídas na REGATA DA RESERVA NAVAL, organizada com o Clube de Vela Atlântico no campo de regatas de Leixões. Aproveitamos ainda esta oportunidade para um Acto de Memória ao Mestre Henrique Anjos. O Pólo Norte, que assumiu a iniciativa deste evento, organiza ainda no dia 30, Domingo, após a distribuição de prémios da REGATA DA RESERVA NAVAL, um jantar convívio com os camaradas que queiram comparecer. Decorrerá o jantar no restaurante do Clube de Vela Atlântico, no Porto de Leixões, Norte, Leça da Palmeira. As inscrições podem ser feitas para a sede da AORN ou directamente com o Joaquim Moreira (tm 917 814 402).
Tratando-se de fim de semana prolongado a segunda feira dia 1 de Dezembro, feriado nacional, é esta mais uma excelente oportunidade de deslocação a Norte e convívio da Reserva Naval.
Anexamos ainda Anúncio oficial da REGATA DA RESERVA NAVAL. Mais informações no nosso website http://www.reservanaval.pt/.
Esta foto é do nosso LSN

domingo, 23 de novembro de 2008

Notícias de Lagutrop


Hoje fui visitar a freguesia de Carnide. Entre outras coisas interessantes, descobri esta casa que foi do bispo de Lisboa. Conclusão: já nem a religião se safa!