sábado, 20 de setembro de 2008

A Miséria da Ganância

Peço vénia à autora e ao editor do periódico gratuito "Sexta" , de 19 de Setembro, para reproduzir este artigo de Joana Amaral Dias, sobre a crise do capitalismo.
E agora?
Tenham um bom fim de semana!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O uso da força militar

Na reunião de ministros da Defesa da NATO que teve lugar esta semana em Inglaterra, o Secretário da Defesa norte americano explanou o seu conceito sobre o emprego da força militar na actual conjuntura internacional, face à Rússia. Resume-se em governar com leme a meio e evitar as situações de 1914 e de 1938. Pode ler aqui.

Bem no ar, mal no mar.

A revista TAKE-OFF, Informação Aeronáutica, de Setembro dedica a capa e o seu artigo principal à Força Aérea, com uma extensa entrevista ao CEMFA, Gen. Luís Araujo. Passando em revista as missões, os projectos, a organização e os meios, verifica-se que a Força Aérea está bem e optimista, com os seus problemas em vias de resolução, ressaltando uma frase do CEMFA , que faz capa:"No meu entendimento, em termos de meios aéreos, estamos muito bem". De facto, só pode ser assim.Com os F-16 modernizados, os C-295M (substitutos dos Aviocar) a chegar ainda este ano, os P-3 a serem substituidos, os EH-101 novos em folha, tem motivos suficientes para estar satisfeito e nós, por consequência, também. E a Marinha? Contrariamente à F.A. , sempre que a Marinha exprime a necessidade de navios levanta-se um coro de vozes, civis e militares a dizer que não fazem falta. Foi assim com as fragatas "Vasco da Gama", com os submarinos, com o LPD. Passam os anos, as décadas e nada. No pasa nada. Os raros projectos que chegam a contrato são sistematicamente reduzidos e depois...pfff, ainda nada! Chego à conclusão de que este país não devia estar à beira mar plantado. Não sabemos para que serve, nem sabemos cuidar dele. Talvez uma emigração em massa para o interior do continente trouxesse para aqui, em nossa substituição, um povo que saiba o que fazer e , sobretudo, com gosto pelo mar.

GUARDEM ESTA JOIA


Como está a "velha" ERN da Apúlia.
Há quem a queira....
Mas não a larguem.Ponham lá o que está em Monsanto , por exemplo , e devolvam Monsanto ao arvoredo.
Foto FM

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Porque Não Desce o Preço da Gasolina ?

Tomo a liberdade de, com a devida vénia, transcrever o editorial de Pedro Santos Guerreiro, publicado ontem, no Jornal de Negócios on line:


"Se nos últimos três meses a cotação do petróleo desceu quase 40%, por que é que o preço de venda da gasolina em Portugal caiu quase dez vezes menos?" A Galp pode achar que a pergunta é impertinência de ignorantes e a Autoridade da Concorrência entender que no pasa nada, mas devem ser os únicos à face da Terra a pensá-lo.

A Galp pode achar que a pergunta é impertinência de ignorantes e a Autoridade da Concorrência entender que no pasa nada, mas devem ser os únicos à face da Terra a pensá-lo. Menos certezas tem o comissário Europeu da Energia: falando especificamente de Portugal, Andris Piebags diz que a Autoridade da Concorrência "tem de acompanhar melhor o mercado dos combustíveis", para "confirmar permanentemente que não há práticas de cartelização entre as gasolineiras".

A questão do preço dos combustíveis está a tornar-se uma conversa de surdos. Ainda ontem, a Galp disse que não tem poder para definir preços de combustíveis, o que dá vontade de rir. Logo depois, o ministro da Economia pediu que as descidas sejam mais rápidas, o que dá vontade de sorrir. A associação das petrolíferas diz que não haverá descidas em breve, o que perante a queda do petróleo dá vontade de ruir. E os revendedores querem voltar a bater à porta da Concorrência, o que dá para pouco admitir, pois esta já validou todos os argumentos das gasolineiras, atribuindo a evolução dos preços a impostos e à conjuntura internacional. Foi a 3 de Junho que a Autoridade da Concorrência assim disse. O que se passou desde então? Muito.

Há factores que atenuam os efeitos aritméticos simplificados no primeiro parágrafo. A descida do petróleo em euros foi menor do que em dólares. E há uma componente fixa de imposto que dilui a descida do preço antes de impostos. Finalmente: a Galp diz que interessam mais as cotações internacionais das gasolinas do que o preço do petróleo.

Seja qual for a forma como se calcula, a descida dos preços na bomba é sempre mínima. De 4 de Junho para cá, em euros, o petróleo caiu 31%; as cotações internacionais do gasóleo e da gasolina desceram 23% e 13%, respectivamente; o preço médio na bomba em Portugal diminuiu 8% no gasóleo e 4% nas gasolinas, o que antes de impostos significa menos 16% e 8%.

Pode ser um balde de água fria mas estas contas nivelam a discussão: os preços dos combustíveis descem menos, mas não dez vezes menos. O primeiro parágrafo pode ser refeito:

"Se nos últimos três meses a cotação internacional do gasóleo desceu quase 23% em euros, por que é que o preço de venda da gasolina antes de impostos em Portugal caiu quase 30% menos?"

As gasolineiras merecem estar debaixo de crivo atento e diário, o que, aliás, este jornal tem feito amiúde. E, como aqui já se contestou, o relatório da Autoridade da Concorrência legitima, sem espírito crítico, tudo o que a Galp alguma vez ousou pensar. Mas, para avaliar a empresa, há dois tipos de julgamento: o do tribunal popular, onde se lê o primeiro parágrafo deste texto; ou o tribunal informado, onde se invoca o último parágrafo. A escolha sobre qual a sala de audiências em que prefere estar é inteiramente sua.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A arte de construir fortunas


Em dois dias de leilão em Londres, Damien Hirst vendeu grande parte das soi disant obras de arte que tinha em stock e arrecadou 200.7 milhões de dolares; um recorde absoluto e que retrata bem em que estado está o mercado de arte actual. Com o mercado financeiro em ruinas, as pessoas acreditam mais na arte do que na bolsa. Só assim se explica que vitelos conservados em formaldeido com cornos e cascos de ouro ou caveiras adornadas com diamantes se vendam como pães quentes!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Militares na rua em Encontro Nacional

Li, arrepiado, no semanário Expresso, de 13 de Setembro, na página 11, a seguinte notícia, subordinada ao título em epígrafe:
"PROVOCAÇÃO. É assim que as associações militares qualificam a atitude do Governo, que no seu entender nada faz para travar a degradação da sua condição. Esperam dezenas de milhares de militares e suas famílias para um Encontro Nacional no Rossio, a 18 de Outubro, seguido de desfile até à Praça do Comércio. A assistência na doença (ou a falta dela) e a ausência de definição das carreiras são os pontos principais da polémica que opõe o Governo às associações."
Por favor, digam-me que esta notícia não é verdadeira! Lá temos a repetição de militares escondidos atrás das saias das mulheres (e das calças dos reformados)?
É por estas (e por outras) que eu não quero ser sindicalizado! E, assim, espero nunca vir a ser membro de tais associações! Nem que seja obrigado!
Tenham uma boa semana (de trabalho ou de lazer)!