sexta-feira, 11 de julho de 2008

AVENIDA

Com o visceral ódio que o PS tem , desde sempre , ás Forças Armadas , não se percebe como é que o Dr. António Costa ainda não mudou o nome da Avenida das Forças Armadas , uma das principais de Lisboa.
Por isso , e antes que o nome seja substituído por o topónimo de uma figura do PS ou outro politico , e , uma vez mais a classe militar engula o sapo , proponho que sejamos nós , através do CEMGFA(existe?) , militares , a pedir para tirarem de lá as placas.
Já estamos tão baixo no nível social , tão desprezados pelo poder político , tão achincalhados pela ignorante opinião pública , tão insultados pelos jornais , que queremos uma AVENIDA para quê?

quarta-feira, 9 de julho de 2008

SÓ PARA SER ABRANGENTE

SEDES
Governar em democracia é um “pouco” mais difícil do que governar em ditadura, a democracia tem uma série de “inconvenientes” que a ditadura resolve silenciando as opiniões e, acima de tudo, evitando eleições. Em democracia os governantes, se o quiserem ser durante mais algum tempo, terão de ceder às expectativas dos eleitores, muitos deles ainda convencidos de que o Estado tem uma máquina de fazer dinheiro.
Em democracia os políticos só sobrevivem se fizerem a vontade aos eleitores ou pelo menos algumas vontades, os únicos governantes rigorosos que sobreviveram muito tempo conseguiram-no graças à ditadura. A democracia portuguesa tem uma longa história de condenação dos governos rigorosos, todos os governos que reequilibraram as contas públicas foram derrotados nas eleições que se seguiram.
As políticas duras propostas pelos Chicago Boys, de que andam por cá muitos admiradores saudosistas foram bem sucedidas, mas graças a uma ditadura conduzida por Pinochet. Dificilmente seriam aceites em democracia. Mário Soares pagou bem caro as políticas de reequilíbrio que teve de aceitar como condição para cumprir os acordos que o país teve de assinar com o FMI. Mas nessa altura Luís Cunha estudava nos EUA e quase que aposto que era um admirador de Milton Friedman, coisa que nesse tempo ficava bem a qualquer estudante de economia mais ambicioso, o amor à esquerda veio-lhe mais tarde como se viu pela pensão do Banco de Portugal.
Não deixa de ser curioso que a direita portuguesa que governou durante tantos anos a coberto de uma ditadura tenha agora aprendido a ser oportunista, dando à esquerda a tarefa de reequilibrar as contas, aproveitando o mal-estar para ganhar eleições e aproveitar-se dos esforços feitos para mostrar obra e voltar a desequilibrar as contas públicas. Essa manobra foi bem sucedida com Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite volta a experimentar a receita, ela que deixou o país à beira de uma crise financeira aparece agora como a boa moeda cavaquista que nos vais livrar dos males da economia, ela que durante dois anos dava diariamente a boa nova de que os sinais de retoma já eram quase visíveis, quer agora ser primeira-ministra beneficiando do trabalho alheio.
Mas à SEDES não cabe analisar a oposição, nos últimos anos ressuscitou para avaliar o governo, desta vez descobriu que Portugal é uma democracia e os governos são forçados a pensar nos eleitores. Não lhe cabe dizer se prometer distribuir o dinheiro das obras públicas pelos pobres é eleitoralismo ou mesmo populismo pimba, mas cabe criticar os governo porque em quatro anos de mandato tomou algumas medidas de que a oposição diz estarem aquém do desejado.
Onde estava a SEDES quando Correia de Campos foi substituído? Lembro-me de ouvir algumas vozes virem em defesa do ex-ministro da Saúde, não me recordo de ver a SEDES tomar qualquer posição. Nessa altura PSD e PCP uniram-se sob o disfarce do anonimato para organizarem dezenas de manifestações. Onde estava a SEDES para dizer que ir parir a Badajoz não era ofensivo para a Nação, onde esteve a SEDES na hora de defender as reformas corajosamente implementadas por Correia de Campos? Eu digo onde estava a SEDES, estava cobardemente em silêncio.
Agora a SEDES veio armada em virgem nestas coisas da política e descobre que em democracia os governos adoptam medidas simpáticas em vésperas de eleições, que grande novidade! Não sabiam, ou no mundo deles só existem ditaduras? Veja-se o que se passa nos EUA ou em qualquer democracia ocidental.
A crítica da SEDES tem algum fundamento mas revela uma insuficiência de valores democráticos por parte de alguns dos seus tecnocratas, exigir que um governo adopte medidas difíceis até ao dia das eleições ou é desejar que um governo faça a parte difícil para que o segundo governe à Cavaco Silva, ou então esta gente foi muito bem-educada considera que a fórmula de governo mais aceitável pelos tecnocratas é a ditadura.
É mais um caso em que me apetece dizer que “ao mau cagador até as calças empatam”.
Jú Terreiro do Paço

As Falhas do Zé do Telhado

Com a devida vénia, transcrevo o editorial de Helena Garrido, retirado do "Jornal de Negócios On Line", de hoje. Só para meditarmos.

Tenham um bom dia!

Helena Garrido
As falhas do Zé do Telhado
Helenagarrido@mediafin.pt

As políticas fiscais são cada vez menos capazes de corrigir as desigualdades. Mas em Portugal não se usa todo o poder que os impostos ainda têm, de transferir rendimento de quem recebe mais para quem recebe menos. Há isenções que ninguém entende, como as que incidem sobre as mais valias bolsistas.

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, em entrevista à Rádio Renascença e ao Público, defendeu que se acabasse com a isenção da tributação das mais valias bolsistas, que se criasse um escalão de tributação para rendimentos mais elevados e que se lançasse uma sobre-taxa sobre lucros que ultrapassem os cem milhões de euros.
São ideias pouco elaboradas, é certo, feitas já várias vezes no passado - é a quarta vez, disse Fernando Ulrich - mas são propostas para as quais vale a pena olhar um pouco que seja. Vale desde logo pelo facto de partir do sector financeiro, aquele que tem sido acusado de não cumprir devidamente as suas responsabilidades fiscais para com a sociedade. Vale ainda por partir de quem diz votar no PSD, partido que se pressupõe proteger os rendimentos elevados. E vale ainda pela preocupação que revela com as desigualdades e os problemas financeiros do Estado, factor limitador do apoio aos mais desfavorecidos.
Fernando Ulrich fez um exercício de cidadania, de pertença e preocupação com o país. Com propostas de soluções que podem ser discutíveis, mas que revelam uma reflexão para além da simples crítica, do simples dizer o que está mal, como se todos já não o soubéssemos. Eram estes os registos que deviam ter as análises e debates, orientados para soluções e não para a problematização e para o "bota abaixo". Estaríamos a dar um contributo com enormes vantagens, não apenas directas, mas também indirectas, por via da alteração das atitudes na família e nas empresas. Atitudes de soluções e não de problemas, que se esperam também dos grupos da sociedade civil, como o Compromisso Portugal e a Sedes, nesta altura de avaliação do estado da Nação. É pena que os empresários portugueses, accionistas de empresas de referência, se tenham escusado a falar sobre as propostas feitas por Fernando Ulrich e principalmente a avançar com ideias próprias. Compreende-se que existam razões para não comentar, percebe-se menos porque não contribuem também com ideias de soluções.
As propostas fiscais de Fernando Ulrich merecem dos fiscalistas contactados pelo Jornal de Negócios avaliações que não são unânimes.
Todos concordam com o fim da isenção de imposto sobre mais valias obtidas após um ano da compra de acções. Pode ser que desta vez o Governo tenha coragem para avançar com essa medida, embora, com a recente queda da bolsa, este seja um tempo de menos valias. A sobretaxa no IRC e a criação de um escalão de rendimento mais elevado no IRS são propostas mais controversas.É conhecido que o elemento Zé do Telhado do sistema fiscal é cada vez mais frágil. Os que obtêm maiores rendimentos têm na globalização um aliado para pagarem menos impostos. Alguns usam e abusam dessa vantagem, transferindo os custos de funcionamento e de coesão da sociedade, em que vivem, para quem ganha menos. Atitudes perigosas, geradoras de problemáticos Zés do Telhado.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Almoço de 8.7.2008

Da autoria do (quase) fotógrafo oficial dos almoços Trigo Allen:

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Será que é o Madaíl?

HEROIS de TROIA

A SEDES fez mais um documento de analise à situação do País e à actuação do Governo.
A SEDES faz isto vai para largos anos e , que me lembre , sempre foi escutada com enorme atenção e louvor, nomeadamente pela esquerda.
Hoje , ouvi , embora de boca aberta , o Ministro da Economia dizer que o documento da SEDES eram frustrações pessoais do seu Presidente (Luis Campos e Cunha -1º Ministro das Finanças do Governo socialista de agora) , e que por isso não se deve dar importância.
Fiquei a saber , também hoje , que o documento é também subscrito pelo Doutor Pedro Pitta Barros (filho do nosso Camarada) , um dos mais conceituados economistas portugueses , pelo que ainda mais credível se torna.
Nunca se viu uma coisa destas!

EMBAIXADA EM DILI

Vaga na área do Género e Desenvolvimento - Assessoria para a Secretaria de Estado da Promoção da Igualdade (SEPI) da República Democrática de Timor-Leste

O escritorio da UNIFEM em Timor-Leste pretende recrutar um(a) assessor(a) em Género e Desenvolvimento para a Secretaria de Estado da Promoção da Igualdade (SEPI) da República Democrática de Timor-Leste, pelo que abaixo se reproduzem os TdR da posição identificada em epígrafe, sendo que o prazo limite para a apresentação de candidaturas termina no próximo dia 18 de Julho.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

TOCA A VOTAR



Vai haver um importante acto eleitoral , para todos os Orgãos Sociais.
Camaradas nossos são candidatos , como o Baptista e o Augusto dos Santos.
Apareceu agora uma outra lista , o que , democráticamente é muito salutar.
Mas importa votar. Ainda por cima o voto por correspondencia é facilimo e gratis.
Não haverá desculpa para o abstencionismo.

REVISTA DE MARINHA

A 26 de janeiro , creio , lancei aqui a "onda" de que a Revista de Marinha , fundada por Mauricio de Oliveira e tão bem continuada e animada pelo Com. Lobo Fialho, iria mudar de "pena" , estando a correr negociações com o grupo "Prefácio" , de Nuno de Carvalho.
Essas negociações parece que não se concretizaram , e ainda bem , digo eu , porque quem já avançou foi o nosso Camarada e Amigo Almirante Henrique Fonseca , que penso assumirá o controle e orientação completa da prestigiosa revista em Janeiro de 2009.
Sobre o que o Henrique Fonseca poderá fazer de excelente ninguém duvidará , mas o que o Comandante Fialho fez , pela Marinha e pelo Mar , foi notável. Anos e anos de dedicação , divulgação , apoio. Não sei se essa missão já teria sido publicamente reconhecida. Se o não foi , não poderá ser esquecida.

Fundação Calouste Gulbenkian - Lançamento de Livro

Continuando a minha função de auto-nomeado secretário dos OCeanos para assuntos de natureza cultural, aqui deixo o convite para o lançamento do Livro "Ciência e Cidadania - Homenagem a Bento de Jesus Caraça", a ter lugar no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian na próxima 5ª feira, 10 de Julho, às 1830 horas.
Apareçam!

Cercados


Sem palavras.