sábado, 14 de junho de 2008

UMA REFORMA MAL EXPLICADA

Alexandre Reis Rodrigues vice-almirante na reforma
Um dos objectivos da anunciada reforma na estrutura da Defesa, cujas orientações constam da Resolução do Conselho de Ministros n.º 39, de 7 Fevereiro 2008, é, usando palavras do ministro da Defesa Nacional, "reforçar a capacidade de resposta operacional das Forças Armadas ao novo ambiente estratégico". Este objectivo pressupõe, como é óbvio, que a capacidade actual é considerada insuficiente. Se a iniciativa se referisse a meios para dar às nossas forças a mobilidade e prontidão que o actual ambiente de segurança exige e que, nos seus actuais termos, não permitem a Portugal observar a meta recomendada pela NATO (40% das forças devem ter condições de emprego no exterior), o assunto ficava esclarecido. Mas não é disso que se trata: o que a prevista reforma prevê para essa área é a criação de um novo comando operacional conjunto e o reforço das competências operacionais do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA). Fica, no entanto, por perceber de que más experiências de actividade operacional no passado decorre essa necessidade. Não vejo o que possa ser referido no que respeita à actividade interna, que está limitada ao emprego em missões de interesse público; nem sequer imagino que se queira envolver pessoalmente o responsável máximo pela estrutura militar da Defesa na fiscalização da pesca e busca e salvamento ou tarefas similares de rotina, que, sem razões de queixa, têm, desde sempre, permanecido ao nível dos comandos operacionais dos ramos. Situações como a da traineira Luz do Sameiro [cujo naufrágio, a 29 de Dezembro de 2006 e a poucas dezenas de metros de uma praia próxima da Nazaré, causou a morte de cinco pescadores] ou outras idênticas, como ficou provado, não tiveram absolutamente nada a ver com deficiências na estrutura de comando operacional das Forças Armadas.Não vejo, também, como o assunto se possa aplicar a intervenções no exterior; só em caso de intervenção autónoma, fora do quadro da NATO ou da União Europeia, é que as forças se mantêm sob comando nacional. Porém, este tipo de situação, depois do 25 de Abril, só aconteceu uma vez com dimensão e importância política justificativa de envolvimento pessoal do CEMGFA (Guiné, Verão de 1998) e não gerou qualquer recomendação de um novo órgão de comando militar. Noutros contextos, o procedimento estabelecido implica transferir o comando das forças para a autoridade internacional responsável, ficando para o CEMGFA o papel de acompanhamento do seu emprego, para salvaguardar as condições em que foi feita a atribuição. O apoio logístico é uma tarefa que ninguém defende dever sair das mãos dos chefes de estado-maior dos ramos.É natural, por isso, a perplexidade com que vários sectores encaram a decisão de despender recursos na criação de um novo órgão de comando operacional que não vem preencher qualquer lacuna ou resolver deficiências nem pode substituir os dos ramos. Se alguma vez houve dificuldade ou menor rapidez na tomada de decisão do emprego de forças, uma das razões invocadas, nunca esse problema se situou na estrutura militar da Defesa.O outro "cerne desta reforma", continuando a usar as palavras do ministro da Defesa Nacional, "é o reforço dos poderes do CEMGFA" com autoridade para harmonizar os projectos orçamentais e de reequipamento dos ramos. Convinha explicar o que significa, na prática, este novo tipo de autoridade e sobretudo clarificar porque pretende o Governo abdicar da responsabilidade de assumir o diálogo que lhe cabe ter com os chefes dos ramos, que são os que detêm o conhecimento especializado dos diversos assuntos, sobre as prioridades a observar e o modo prático de as encarar, deixando essa tarefa, contra o que é habitual na maioria dos países, ao CEMGFA.

IS THIS A MAN?



Então está calado,


Senhor Amado ?

PRESTE ATENÇÃO , MISTER


обратить внимание господина (preste atenção, Mister)


My name is Roman Abramovich not Gilbert Madaíl , OK?
Never forget this

Bailado












Arte, drama e...sexo

No Marquês

(Para ampliar, "clicar" na imagem)

Nas costas do Marquês, em pleno Parque Eduardo VII, juntaram-se os livros com o futebol. Os livros "acabam" amanhã, o futebol não!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Porreiro, pá?

Irlanda diz NÃO. Primeiro foi a Constituição Europeia que se foi, agora parece que chegou a vez do Tratado de Lisboa ... mais um tiro no porta-aviões. E agora? Que futuro para a UE?

EU TENHO VERGONHA

Eu tenho vergonha da cedência do Governo do meu País a um grupo de minoritários e indisciplinados que o paralisaram , usando a força , a extorsão e o medo , provocando prejuízos ainda incalculáveis ao Estado e aos contribuintes.
Eu ainda não sei toda a vergonha , porque ainda ninguém disse o que o Ministro (ex editor do Avante e portanto especialista em como se manipulam as manifestações populares ) acordou com a tal minoria , mas deve ter sido "bonito".
O Governo PSOE de Espanha também pode limpar as mãos á parede , e vamos ver as consequencias disto. Podem escrever , e é só recordar a cara de Zapatero quando disse , tarde e a muito más horas "tolerancia zero".
Mas o 1º Ministro (com algarismo fica melhor) aparece a rir , no Parlamento.
Diga-se que a oposição também parece ter acordado muito tarde .
Eu tive vergonha , e sinto-me traído e desfalcado .E tu?

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A QUADRATURA DO CIRCULO

Não digo que seja um "fã" deste programa , mas acompanho-o desde os tempos , melhores que agora , da TSF , até porque tenho lá um amigo.
José Magalhães( funcionário do PCP na clandestinidade e , depois , deputado , e hoje , como outros "camaradas" , no Governo) , e Jorge Coelho (o Rasputine do PS , ainda funcionário da Carris , mas Presidente de uma grande construtora) , eram representantes da esquerda democrática , uma vez no poder outra na oposição , mas não tinham lugares executivos.
Mas agora o convite ( ? ) a António Costa , Presidente da CML e com eleições para o ano , não será muito convincente de ingenuidade na procura do talento!!!
Confesso que não acho muito ético. Fica com um potente instrumento que nenhum adversário terá.
Mas o que venho observando , não com espanto porque o ser humano é assim , e o Português ainda mais , é que a intervenção do moderador tem vindo num crescendo exponencial com a audição do programa. Teve uma boa ideia mas , agora , perante o sucesso , quer ser também um deles , um comentador , um opinion maker...e , coitado , não tem jeito nem saber. O que irrita. Interrompe , dá as suas opiniões , dificulta os raciocínios e o diálogo.

Não haverá ninguém que diga isso ao senhor?


PS:A proposito , como é que ele se chama?

MAIS UMA CALINADA

Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) veio, através da circular n.º 7/2008 sancionar o entendimento segundo o qual os proprietários dos veículos não são obrigados a circular com o comprovativo do pagamento do Imposto Único de Circulação (IUC).

Tal decorre do facto de não existir no Código do Imposto Único de Circulação (CIUC) qualquer norma que obrigue, à semelhança do que sucedia anteriormente com o Imposto Municipal Sobre Veículos, à apresentação do comprovativo do pagamento ou da isenção do imposto.

Razão pela qual não pode, por falta dessa previsão legal, instaurar-se qualquer procedimento contra-ordenacional, pese embora o CIUC estabeleça que os órgãos de polícia são competentes para a fiscalização do cumprimento das obrigações impostas por aquele código, onde se inclui o pagamento do imposto. Contudo, tal fiscalização não pode ser realizada directamente através do comprovativo do pagamento ou de isenção.

Entende por isso a DGCI que, caso seja levantado um auto de notícia pela não apresentação do documento comprovativo do pagamento do imposto ou da sua isenção, deve o mesmo ser anulado por insubsistência, quer o contribuinte tenha ou não a situação tributária regularizada, ou seja, quer o contribuinte tenha ou não pago o imposto.

Caso tenha sido levantado um auto de notícia insubsistente e o imposto não tenha sido efectivamente pago, caberá ao chefe do serviço de finanças competente o levantamento do auto de notícia que servirá de base ao processo de contra-ordenação.

CSDN

que conste.
Do comunicado lido pelo secretário do Conselho de Defesa Nacional , general João Goulão de Melo, os pontos que interessam:
- Foi analisada a situação nos territórios em que Portugal tem forças militares destacadas
- No Afeganistão, a 1ª Companhia de Comandos e Equipa de Controladores Aéreos Avançados, termina a sua missão em Agosto, após o que a participação nacional continuará a ser assegurada por uma Equipa de Monitorização e Ligação junto de unidades do Exército afegão e, durante quatro meses, por um Destacamento da Força Aérea, com base numa aeronave C130
- Consoante a evolução da situação e tendo em vista o apoio crescente que a NATO pretende dar à formação de Unidades do Exército afegão, o Conselho deliberou dar o seu acordo de princípio ao eventual envio, no último trimestre de 2008, de uma segunda Equipa de Monitorização e Ligação, orientada para o treino do Comando de uma Brigada daquele Exército
- Nos restantes países, mantêm-se todos os compromissos assumidos, quanto ao tipo de forças e prazos de actuação
Adicionar imagem

Do magnifico informador "oficioso" do MNE

OS BONS EXEMPLOS VÊM DE CIMA

Este senhor , o papa € , que dizia que se não devia distrair os jogadores seja com o que fôr(caso Ronaldo /Real Madrid) , afinal em vez de estar preocupado com a seleção andava , na socapa , a negociar com o Chelsea,
Isto prova que a sua atenção afinal não é precisa para nada , além de que mostra uma falta de ética e de palavra , indesculpáveis em alguém que se auto defeniu como lider.
Aparecer uma noticia destas ( por mim que vá á vontade , e se possivel , já) no meio do campeonato e ainda por cima no "site" do club inglês , quando o homem ainda há poucos dias dizia que antes de ninguém dizia ao Madaíl e aos portugueses...
Que vergonha.......

quarta-feira, 11 de junho de 2008

LIBERDADE



Temos?
Vai lá quereres andar com o teu camião , carregando seja o que fôr de bom e essencial para o bem comum?
Os "piquetes" , autorizados pelo Governo , não te deixam...
E ninguém se revolta . Nunca ninguém já diz NÃO.
A "canção" só valia para um lado!!!!!

HEROIS de TROIA

Enquanto o País está a "arder" , com um bando de inergumenos a proibir a liberdade , com gente a queimar bens essenciais e com o respeito pelo trabalho e pela iniciativa a serem impedidos , o Ministro está "a banhos" no Brasil.

Boa. Isto é que é um Estado de direito , uma democracia "europeia" , ...uma MERDA

Lisboa?


Lisboa nas bocas do mundo. Não se trata de campanha contra o centralismo lisboeta, é a Irlanda em campanha pela ratificação do tratado.

British police investigating after secret documents about Al Qaeda left on train - International Herald Tribune

British police investigating after secret documents about Al Qaeda left on train - International Herald Tribune



Outra vez?

O 10 de Junho

Assisti pela televisão às cerimónias do 10 de Junho em Viana do Castelo, que decorreram da forma habitual. A cerimónia militar esteve bem e só não suporto aquela ideia esquizofrénica de pôr as meninas de Odivelas a marchar com a tropa, como se fosse um instituto para formação militar. Os comentadores dos três ramos das F.A. foram este ano mais comedidos do que no ano passado, em que nos enfernizaram o juizo a justificar a existência das FA e a sua utilidade no serviço público. Ainda assim insistem muito em sublinhar a palavra conjunto, o que é bom para relações públicas, politicamente correcto e agrada ao ministro e gabinete. Mesmo que estes não entendam a diferença entre uma operação conjunta e uma caldeirada.
Verificou-se, consistentemente, que o PR não fala com o primeiro-ministro e este não deve ter gostado nada de ouvir, no discurso do Presidente, que era necessário participar na Cooperação Estruturada Permanente no âmbito da União Europeia. Já são três a declará-lo publicamente.
Quanto às condecorações, remeto para a crónica do Miguel Sousa Tavares no último Expresso, em que diz "Poucos países do mundo terão tantos generais e almirantes cobertos de medalhas de feitos heroicos e tantos comendadores de mérito da sociedade civil". Subscrevo e, no campo militar, sou testemunha!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Combustíveis ... toca a pagar!!!


Só hoje tenho oportunidade para chamar a atenção para este artigo, aparecido no último Expresso, do economista Daniel Bessa. Este senhor, que já foi ministro de um governo socialista (!), tem tomado algumas posições que, pelo menos, podem ser classificadas de polémicas. Aponto apenas dois exemplos: o salário mínimo deve acabar ... e o subsídio de desemprego também. Agora, com os preços dos combustíveis a subir todos os dias, começa por dizer no tal artigo (que pode ser lido seguindo a ligação acima indicada), que "As empresas refinadoras ou distribuidoras não ganham nada com isso; pelo contrário, porque passam a vender menos." Deve ser por isso que os ganhos da GALP têm vindo a aumentar no primeiro trimestre deste ano, tendo o lucro resultante do aumento especulativo do preço do petróleo a nível internacional tido um aumento de +228,6 % (ler aqui). E depois continua, após mostrar preocupação com os accionistas da empresa a quem o Estado português prometeu lucros (os que já têm não lhes chegam): "Quem tem de pagar o aumento do preço do petróleo, somos nós, no aumento dos preços praticados pelas empresas de transporte, no aumento do preço do peixe pescado pelos pescadores, etc. E se, como se diz, o aumento do preço do petróleo veio para ficar, quanto mais depressa começarmos a pagá-lo, e a tirar as consequências, melhor." Quer dizer, para nós é "toca a pagar e quanto mais depressa melhor" ... aos accionistas, coitadinhos, não se pode tirar nem um cêntimo dos fabulosos lucros (sempre crescentes) que metem ao bolso com este aproveitamento escandaloso do actual choque petrolífero.
Este, para mim, é um dos exemplos mais acabados da actual situação em que o poder político está completamente de cócoras face aos grandes interesses económicos instalados.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

ESPANTO

Apesar de continuar a considerar que o seleccionador nacional é uma burla , e éticamente um escandalo dinheiros públicos ,como os da FPF e da Caixa geral, e aos milhões , lhe forrarem o cotão do bolso para um trabalho que não é assim tão dificil , atendendo á qualidade dos jogadores que por aí gravitam , apesar disso , tive que ver o Portugal-Turquia.
Como no sítio onde estava não consegui apanhar um canal de TV que transmitisse o jogo , alguém me ensinou e , procurando na net , em www. rojadirecta.com , lá vi o desafio numa televisão chinesa e , uns bocados no principio , com melhor definição, na ORF , austríaca.

Nunca imaginei isto ser possível...quase tanto como uma equipa ter o Ricardo Quaresma no banco.

Boinas

O uso de boina na Marinha por outras classes que não a de fuzileiros já é um problema antigo. A boina para uso interno, em alternativa ao boné e ao malfadado bivaque, teve sempre muitas simpatias, mas o lobby fuzileiro conseguiu sempre impedir que a sua implementação se fizesse, apesar das reconhecidas vantagens e necessidade. Com o decorrer dos tempos começou-se a ver, também na Marinha, implantado o uso do boné americano, como qualquer polícia ou bombeiro, sem que este artigo, que eu saiba, faça parte do plano de uniformes. A possível confusão de qualquer portador de boina com um fuzileiro deixaria de ser possível a partir do momento em que a âncora da boina foi substituida por uma placa com um distintivo diferente desta classe, a meu ver sem qualidade estética ou significado. Verifica-se agora que a Marinha anda a fazer experiências de boinas, facto que tenho verificado através das fotografias e filmes que o portal da Marinha disponibiliza. Aí pude ver há tempos o CEMA num exercício ostentando uma boina azul clara, quase como a Polícia Aérea.Agora, por ocasião do Dia da Marinha, vê-se o CEMA nas Selvagens com uma mais escura, mas não o azul ferrete dos fuzileiros. Quer dizer, continua-se a não querer correr o risco de confusão de fuzileiros com outras classes, como se isso fosse grave. Mas há pior. A dita boina exibe um distintivo que não é a nossa âncora, como seria de esperar, mas sim duas âncoras cruzadas, que fazem lembrar uma empresa de cacilheiros ou uma maritima-turistica. Deplorável.
Há anos, dirigi uma carta ao gabinete do CEMA a questionar os simbolos heráldicos da Marinha, inclusivé o abandono da âncora e a adopção daquele peixe que dizem ser um golfinho. Foi-me respondido, entre outras coisas, que a âncora é uma coisa inerte e que, portanto não pode ser o símbolo de uma corporação que se quer viva e pujante! Pois então agora, em vez de uma, levam duas...