sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Inauguração


Foi hoje inaugurada, pelo Presidente da República, uma estátua do rei D. Carlos junto à Cidadela de Cascais. Presentes o CEMA, a edilidade e uma luzida assistência filha de Cascais. A estátua é que destoava. Mais uma vez se prova que a estatuária pública portuguesa é de fugir. Não há volta a dar, querem obra realista e sai uma caricatura que diminui o retratado. Foi assim com o Sá Carneiro, com oDuarte Pacheco e, agora, com o D. Carlos.

QUE RIDICULA CRIATURA

Então não é que este individuo , segundo me dizem , por alcunha Ministro da Defesa Naciona, impediu agora , com voz grossa e braço de ferro , a participação da Banda da Armada e do Colégio Militar , pressionado pelo Bloco de esquerda e PCP , nas comemorações do regicidio?
Se calhar o individuo , ao saber da exposição que vai haver no Aquário Vasco da Gama, também proíbe.

E se o homenzinho sabe que há um navio da Armada chamado D. Carlos? Ao fundo!!!!

Para gente pequena nada melhor que um pequeno país.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Na madrugada de 31 de Janeiro...

31 de Janeiro de 1891
Data em que se tentou proclamar a República
O movimento tem como causa próxima a questão do mapa cor-de-rosa e do ultimato inglês. Durante todo o ano de 1890 existiu uma forte expressão de desagrado que publicamente era expressado.
O Partido Republicano que até aí tinha uma representação pouco significativa, começa a sentir que há durante todo esse ano uma forte adesão às suas fileiras, de gente que começa a procurar nas suas ideias a solução para os problemas do País.
Ao nível do exército é, particularmente, a classe de sargentos a mais permeável a esse ideário, talvez porque provinham de outras classes sociais e não da aristocracia.
Esta situação desenrola-se ao longo de 1890 e o movimento revolucionário vai envolver também a maçonaria. Também ao nível da imprensa surgem jornais que declaradamente expressam a sua opinião contra a Monarquia.
Todo este processo gerado em 1890 vai fazer eclodir o movimento em 31 de Janeiro de 1891 e na madrugada de 31 o movimento avança, liderado por sargentos, que levantam os soldados das suas casernas, muitos deles sem saberem para o que iam.
A Guarda Municipal afecta à manutenção da Monarquia acabou por controlar a situação e a Republica teve que esperar uns anos.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O artista Carlos de Bragança








O rei D. Carlos, sabemos bem, foi um distinto pintor, cuja vocação se definiu quando tinha tenra idade. Recebeu lições de Tomaz da Anunciação, que foi director das Galerias de Pintura do Palácio Real da Ajuda e, depois, de Miguel Ângelo Lupi. Para aperfeiçoar a técnica de aguarela, seu pai, D. Luís, convida Henrique Casanova.
D. Carlos ascende ao trono em 1889 mas, apesar dos seus afazeres, encontra sempre um tempo livre para desenhar e pintar. Participa em exposições. É consagrado como grande artista. E passo a citar Ramalho Ortigão.
"Sendo de profissão e hierarquia real, D. Carlos não é um pintor palaciano. O que elege são as paisagens do torrão alentejano e das campinas do Ribatejo, dos lugares dos casais, dos montes, das vastas searas, da charneca perfumada. Ramalho fala-nos ainda do mar da costa de Portugal. Neste mar, em frente do terraço da cidadela de Cascais, não navegou durante quinze anos embarcação de alto bordo, de pesca ou de cabotagem, cuja forma e cuja fisionomia, de uma ou outra vez, não fosse reproduzida graficamente e não ficasse inscrita nos registos do artista invisível, que do interior dessa habitação régia, durante algum tempo a envolveu, como a luz benigna dos faróis, na cariciosa estima da arte."
Estas palavras que destacamos da homenagem prestada a D. Carlos, ainda no ano em que este soberano foi assassinado , valem por terem sido escritas por quem, durante anos, não poupou o soberano nas suas bem conhecidas Farpas.
Pois bem, o livrinho de bolso, no qual o rei tomou os seus apontamentos para futuras pinturas, contem mais de meia centena de aguarelas e esboços a lápis, em páginas com as dimensões de 158x93 mm e é propriedade do Museu de Marinha. O traço e o modo como usa o pincel mostram bem o artista que foi o penúltimo rei de Portugal.
Existe um outro livrinho, de dimensões idênticas, no Museu Soares dos Reis, mas onde D. Carlos apenas deixou desenhos a lápis

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

EX-ADMA

Segundo a AOFA ( enfim , quem me deve defender é o CEMA .... !!!) , há graves problemas na ADM , (ex-ADMA , que funcionava lindamente) e (invenção do Sr. Amado ) , que parece não terem solução.

Mas como num País europeu , e da zona do € , não pode haver revoluções , golpes de estado , a vontade popular , a voz do povo....só pode haver o voto nos partidos , que está quase a ser sòmente de 25 % da população , o governo ainda vai sugar mais nas Forças Armadas e nos militares , sobretudo nos reformados. É só esperar que chegue , e será muito breve , o corte drástico na despesa.

Continuemos sentados e á espera , com a vaselina do costume.

D. Carlos - uma opinião



D.Carlos I

(1863-1908)

D. Carlos foi o primeiro rei de Portugal a morrer de morte violenta, depois de D. Sebastião em 1578, mas este de modo diferente.
D. Carlos correspondia bem, pelas suas caracteristicas, ideias e interesses, ao tipo de fidalgo liberal do seu tempo. Desempenhou um papel de arbitro entre os lideres dos grandes partidos, cuja governação seguiu com atenção. Julgou estar no caminho certo, para assegurar a continuidade da monarquia constitucional, ao agir através de uma renovação das lideranças partidárias e de uma reafirmação dos principio do liberalismo, sinceramente por si partilhados.
Foi independente, sensato e corajoso, suportando grandes pressões e tomando decisões arriscadas quando se impunham. Morreu por causa destas qualidades e não pelos seus defeitos.
D. Carlos é considerado uma individualidade artística, homem de ciencia e habilíssimo em exercícios físicos, tais como a caça, a pesca, equitação, etc. Espírito artistico e muito culto, teve pelas belas artes a paixão dum verdadeiro artista, distinguindo-se especialmente na aguarela e no desenho a pastel.
O Museu de Marinha tem aguarelas suas expostas na sua exposiçao permanente, guardando outras obras nas suas reservas.

IRS

Recebi da Marinha a declaração de rendimentos para efeitos de IRS e constatei que o parágrafo final, respeitante a "encargos com saúde suportados pelo beneficiário" estava em branco. Telefonei para a D.A.S. e fui informado de que é ao IASFA que compete agora passar essa declaração, por ser ele quem paga comparticipações. Esperemos...

domingo, 27 de janeiro de 2008

Russos em Lisboa


Está a causar sensação a visita do cruzador russo Moskva a Lisboa. Com efeito, no sábado e domingo houve milhares de visitantes a bordo, fazendo enormes bichas para entrar, no cais da Rocha do Conde de Óbidos. O navio é impressionante, sobretudo pelos 16 tubos lançadores de mísseis anti-superfície, SS-N-12 Sandbox. Concebidos no tempo da União Soviética para atacar grupos de combate da NATO, foram construidos três, entrando ao serviço a partir de 1983 e inicialmente designados como classe Slava .

O Regicídio

Peço vénia para reproduzir a opinião de Vasco Pulido Valente, no Público de ontem, 26 de Janeiro.
Cada vez gosto mais do que ele escreve!
Tenham um bom domingo!

Haja saúde!

Manuel Pinto (79 anos) de Godim (Peso da Régua)

Este ser humano, fraco, velho e doente, foi assistido (?) no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real. Mandaram-no para casa pois diziam que não tinha nada de grave ... mandaram-no de táxi e nu (!). Passadas umas horas teve que regressar ao hospital onde morreu pouco depois. Diz a mulher, Maria Julieta: “Estou revoltada. Primeiro, se ele tem ficado no hospital da primeira vez, se calhar estava vivo. Depois mandaram o meu homem nu, para casa, sem uma peça de roupa. Nem uma bata lhe vestiram, é o desprezo completo”.
Pois quem não estaria? Que médicos, que enfermeiros, que pessoal administrativo, que pessoas trabalham naquele hospital? Que sociedade é esta que se permite fazer uma coisa destas?