quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2009


Que o ano de 2009 seja para todos melhor do que se prevê e, se for mau, que passe depressa como este navio a navegar a todo o pano.
Dar Mlodziezy da Polónia.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Nova legislação


A nova legislação na área da Defesa que vai agora para apreciação da Assembleia da República pode ser lida através de A Voz da Abita (na Reforma). Recomendo vivamente a leitura. Numa opinião muito genérica, acho que o RDM está geralmente bem, sobretudo na área da caracterização dos deveres militares. A lei da Defesa Nacional e das Forças Armadas, tal como a anterior, parece uma lei só para as Forças Armadas. Introduz simplificações nas nomeações e promoções e reflecte as grandes alterações que aparecem na LOBOFA. Esta sim, é a grande bomba. O CEMGFA passa a super-homem e trata de tudo, desde pôr um avião no ar até à gestão do Hospital das Forças Armadas! É o comandante na modalidade e no nível operacional, sem deixar margem para os comandos operacionais dos ramos, que até perdem o nome. Isto de a Marinha ser responsável pelo mar e a Força Aérea responsável pelo ar é um conceito reaccionário que o clarividente MDN eliminou. Portugal orgulhosamente só, de novo.
Importante, a criação de um serviço que se chama Centro de Informações e Segurança Militares e a porta aberta para as F.A. terem um papel a desempenhar na segurança interna.
Por último, chamo a atenção para o nº4 do art.5º do RDM que diz:" Pela condição de militares, os militares na reforma estão sujeitos ao dever de aprumo, quando façam uso de uniforme, nos termos legalmente admitidos". Como os reformados só costumam vestir a farda já no caixão, têm que ser aprumados, mesmo na horizontal!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Entre duas águas


Aproximando-se o final do ano, achei que era meu dever não o terminar sem uma homenagem ao "Água Aberta". Por acaso, aqui a água estava fechada, mas bastaria abrir a torneira.
 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

A crise


O barco "Team Russia" que completou ontem a terceira etapa da regata Volvo Ocean Race, em Singapura, declarou desistir da regata por falta de patrocínios. Até agora adespesa tinha sido toda por conta de um só milionário.Tal está a crise...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Natal e um Bom Ano Novo


Com um grande abraço para todos, aqui ficam os meus votos

Boas Festas

Recebido o seguinte "cartão":

"Camaradas,

Para todos os OC que conheço e para os que não tenho o prazer de conhecer desejo um Feliz Natal e um 2009 tão bom quanto a conjuntura política, económica e financeira o permitir ao mesmo tempo que vos agradeço o interessante blog que alimentam com muita carolice e, quase sempre, com subtil humor.

Luís M. Alves de Fraga
Coronel da Força Aérea (R)
http://luisalvesdefraga.blogs.sapo.pt/ "


Nota: Agradecemos e retribuimos os amáveis votos de Boas Festas, desejando também muitas felicidades para o nosso camarada "Fio de Prumo".


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

CRISE



Morte à crise e a quem a apoiar!

Santo Natal e óptimo 2009.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Malagueiro


Para que não se esqueçam como era e para que se lembrem de quem lá anda no Natal, aqui fica uma bela foto.

P.S. O Governo e a GNR também podem ver e meditar.

OS MEUS VOTOS.

Sei o que vão dizer os meus caros Oceanos quando lhes desejar um òptimo Natal e um melhor 2009. Podem crer que o fiz com sinceridade.
Os votos que pensaram que eu vos dava, guardo-os para os políticos deste país.

sábado, 20 de dezembro de 2008

BOAS FESTAS

Caros Amigos e Camaradas Oceanos

Para todos deixo aqui a minha gratidão pela companhia e amizade que me souberam dispensar ao longo de mais um ano e desejo-vos, bem como às vossa famílias, um feliz Natal e um ano 2009 cheio de saúde.
Um grande abraço
Jaime Montalvão

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

À dúzia


Ora aqui está o que os Estaleiros de Viana do Castelo precisam para entregar depressa as encomendas. Quatro patrulhas de cada vez...

Boas Festas

Para todos um Bom Natal e que a crise nos seja leve.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

BOM DIA OCEANOS.

Sabiam que hoje é dia de S. Eusébio. Tenham um bom dia.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

EIS A VERDADE?


"Em visita ao Afeganistão, o secretário de Estado da Defesa anunciou que Portugal vai reforçar o seu contingente neste país, passando dos actuais 74 militares para 110 em 2009. Este reforço é feito num contexto em que aumentam as baixas militares das forças da NATO, tendo 2008 sido o ano mais sangrento desde a ocupação do país em 2002. "Os talibãs adaptam-se constantemente", afirma o Comandante português no terreno.
"Actualmente temos cerca de 70 elementos, o C-130 [destacamento de cerca de 40 elementos e uma aeronave] vai retirar mas, em 2009, esse número subirá para cerca de 110 elementos, portanto vai haver um reforço efectivo da nossa presença", garantiu à Lusa o secretário de Estado João Mira Amaral, em visita às tropas portuguesas no Afeganistão.
Portugal tem actualmente 74 militares na missão da ISAF em terras afegãs, divididos entre um destacamento de 45 militares com uma aeronave de transporte logístico Hércules C-130 e mais 29 em funções no Operational Mentoring and Liasion Team (OMLT) - 20 da Força Aérea, 6 da Marinha e 3 do Exército Português.Em declarações à Lusa, o comandante da força portuguesa que está em Cabul, tenente-coronel Rodrigues, afirmou que o centro da capital está a ser afectado por "muitos incidentes" com talibãs, explicando que estes estão em "constante adaptação""Desde o início de Novembro já houve 45 incidentes no centro de Cabul", informou o comandante da força portuguesa, acrescentando que nos últimos meses as forças internacionais e afegãs "têm tido bastante contacto" com as insurreições talibãs, que têm resultado em baixas quase diárias.Esta semana um soldado francês morreu depois de pisar uma mina a menos de 10 quilómetros da cidade. Há cerca de um mês, no início de Novembro, numa emboscada a cerca de 20 quilómetros da capital do Afeganistão, mais 10 soldados franceses morreram ao serem surpreendidos por cerca de uma centena de talibãs.
Segundo o tenente-coronel Rodrigues, "ataques suicidas, emboscadas e minas" são as ofensivas mais comuns contra as forças da NATO e da coligação norte-americana. E adiantou também que "no centro de Cabul os acidentes de trânsito normalmente transformam-se em manifestações".Os 272 militares mortos no Afeganistão e o avanço constante do domínio talibã no país fizeram de 2008 o ano mais sangrento desde o início da missão da Força Internacional ."



Nesta noticia até chamam ao homem Mira Amaral. Eu a isso nunca me atrevi

Um bom museu

Recomendo vivamente uma visita ao Museu das Comunicações onde está documentada toda a história das telecomunicações e correios em Portugal, num espaço moderno e agradável. Acresce que tem uma exposição temporária de comunicações militares em Portugal, com muito material que nos é familiar e outro mais antigo. Não precisam de ser comunicativos para gostar...
Fica na Rua do Instituto Industrial, ali entre o Cais do Sodré e Santos.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A NOSSA MISSÃO

A participação militar portuguesa na missão da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) no Afeganistão vai ficar reduzida a um décimo do esforço inicial, cerca de 300 militares, que passarão a menos de trinta antes do Natal.
Segundo dados fornecidos pelo Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), Portugal tem actualmente na missão da ISAF, liderada pela NATO desde 2003, um conjunto de 74 militares, distribuídos por um «destacamento de 45 com uma aeronave de transporte logístico Hércules C-130», a que se somam mais «29 militares no Operational Mentoring and Liasion Team (OMLT) - 20 da Força Aérea, 6 da Marinha e 3 do Exército Português».
Com o fim da participação do destacamento do C-130 antes do final do mês de Dezembro, Portugal passa a contar com apenas 29 militares em território afegão, a mais baixa participação desde o início da missão da ISAF, em 2002, primeiro ano em que foram enviadas tropas portuguesas para o Afeganistão.
Portugal começou por enviar cerca de 300 militares, tendo este número sido progressivamente reduzido ao longo dos últimos anos, para aproximadamente 150 militares a partir de 2005 e uma redução mais significativa este ano, quando seguiu para Cabul a equipa de 45 militares e do C-130.
Em declarações à agência Lusa, o antigo porta-voz da ISAF, o general português Carlos Branco, defende que a participação portuguesa está «enquadrada dentro das prioridades da Aliança Atlântica», acrescentando que houve «uma alteração qualitativa da participação portuguesa», que alterou a tipologia da sua participação militar.
Questionado sobre se prevê um aumento da participação portuguesa em 2009, o general Carlos Branco preferiu «não comentar políticas do Estado português».
O ano de 2008 teve o balanço mais negativo na história da missão da ISAF, com 272 militares das forças internacionais mortos - da NATO e da coligação norte-americana.
Alguns relatórios de grupos de reflexão especializados internacionais e o aumento de atentados e ataques contra os militares da ISAF indicam um aumento do domínio talibã no Afeganistão, o que tem levado vários quadros superiores da NATO a apelarem a um reforço militar naquele país.

ASSIM NÃO DÁ

O CDS (mas podia ser outro qualquer) , perante a crise e a onda de criminalidade que se verifica , "atreveu-se" a propor uma lei em que se tomariam algumas precauções enquanto durassem os processos, para além de se promulgar uma "carta" do imigrante , que desse algumas garantias a quem o acolhe.
Parece lógico , razoável e salutar.
É só ler. Nada tem de mal , vergonhoso , xenófobo , fascista , inóquo , etc.
Que os Partidos de extrema esquerda e esquerda votem contra e chamem nomes , já nos vamos habituando , mas o PSD...
Tudo isto me faz lembrar a "ala liberal" na primavera Marcelista. Tudo o que propunha era chumbado e vaiado.
Estamos na mesma. Ou pior

Conferências na Fundação Calouste Gulbenkian

Como já vem sendo habitual, transcrevo a notícia recebida da Fundação Calouste Gulbenkian.

Um abraço


"O Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian, realiza no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian (Av. de Berna, 45 A) a conferência – EVOLUÇÃO E BIOGEOGRAFIA: PORQUE HÁ TANTAS ESPÉCIES NA TERRA? – que terá lugar no dia 16 de Dezembro, às 18h00, e será proferida pelo Prof. NUNO FERRAND da Universidade do Porto. Teria muito gosto em que estivesse presente nesta iniciativa.

Poderá também assistir em directo através do site: http://live.fccn.pt/fcg/ e enviar as suas questões (darwin@gulbenkian.pt) que o orador responderá no final da sessão"

Finalmente, percebi!

Da capa da revista Visão, de hoje, reproduzo, com a devida vénia, parte do texto de capa:
"Nove dos portugueses mais ricos perderam 9 952 000 000 euros em 2008...".

É, assim, de toda a justiça que as autoridades deste jardim à beira mar plantado ajudem estes coitadinhos!

Razão tinha o OCeano Grillo quando, em 1975, perante uma "manif" gritando na Rua do Arsenal "Os ricos que paguem a crise", retorquiu: Não, os pobres que paguem a crise, por duas razões - primeira, porque estão habituados e segunda porque, sendo muitos, não se nota tanto!

Sobre a crise, recomendo a leitura do artigo de opinião de Ricardo Araújo Pereira, na secção "Boca do Inferno" desta mesma revista, intitulado "A Crise Está em Crise"

Isto é que vai uma crise!!!

Ainda o almoço (OC) do dia 09Dez08

Para complementar a reportagem do Allen aqui vão mais algumas fotos.

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

COISAS BOAS


3 Deputados da Comissão Parlamentar de Defesa, Dr. Rui Gomes da Silva , Coronel Marques Junior , Dr. João Rebelo.
Plateia de excelência.
No Instituto Amaro da Costa.

Almoço OCeano de 9.12.2008

A pedido do autor, Trigo Allen, aqui estão fotos do nosso almoço de ontem.

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Almoço OC (09Dez08)

Foi durante o último almoço OCeânico, enquanto os parceiros degustadores aguardavam a chegada da "meia-desfeita (de bacalhau)", que um mais inspirado comensal decidiu dar largas ao seu talento pictórico e elaborar, usando pincel metálico de quatro pontas e espátula de risco ao lado, uma interessante e delicada obra de arte, uma singela natureza morta, que a todos encantou. La voilà!!!

Chamo a vossa atenção para a qualidade e concorrência das cores, para a originalidade dos salpicos esverdeados e dos flocos brancos, estes últimos certamente alusivos à época que se aproxima. Enfim, uma obra que mostra claramente a sensibilidade do autor. Obrigado ... Manel!!!

Operação Atalanta


A União Europeia lançou uma operação naval anti-pirata na região do Corno de África com o nome de Atalanta, comandada a partir de Northwood, R.U., e de OTC grego. Não percebi ainda se Portugal manda um navio ou só um oficial para o Estado-Maior, as notícias são contraditórias.
O quadro jurídico da missão é um bocado complexo. Vai sob mandato das N.U. e com o consentimento do pseudo governo da Somália para os navios entrarem no seu mar territorial. A base jurídica é uma convenção de 1988 para a Supressão de Actos Ilegais Contra a Segurança Marítima, que cobre a tomada de navios pela força, a violência contra o pessoal de bordo, e a colocação de dispositivos explosivos. As provisões sobre a abordagem são complicadas; implicam autorização dos estados de bandeira se os países forem signatários e uma resposta em quatro horas. Diz que se deve evitar a força, garantir a segurança das vidas no mar, respeitar a dignidade humana, não danificar o ambiente (!) e evitar detenções indevidas. Enfim, uma receita para vê-los fugir. Estou a imaginar um navio português a afundar um semi-rígido e logo de seguida um burburinho nos jornais e na Assembleia, com o ministro a desfazer-se em explicações sobre piratas bons e piratas maus, combustível derramado e direitos dos detidos...
O Solana diz que as Regras de Empenhamento são robustas, mas disso estamos já fartos. Era bom que fossem públicas e que o poder político nacional soubesse o que significam ( em toda a minha vida vi sempre os políticos faltarem aos exercícios de gestão de críses...).

O nome da operação não dá para entender. Atalanta era uma bela virgem muito rápida a correr. Combinou com o pai que só casaria com quem fosse mais rápido do que ela. Se o pretendente a desafiasse e perdesse seria morto. Assim, muitos pretendentes foram executados. Porém, um seu apaixonado de nome Hipomenes, sabendo que não a podia bater rogou a Afrodite que o ajudasse. Esta condoeu-se do pobre e resolveu ajudar. Deu-lhe três maçãs de ouro que ele devia deitar fora ao longo da corrida, distraindo Atalanta que abrandava para as apanhar. E assim foi, ela apanhou as maçãs e perdeu a corrida!

Alguém é capaz de ver a relação com a pirataria?

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A Sarah Palin portuguesa

Como é do conhecimento geral Sarah Palin foi o factor decisivo na vitória eleitoral de Obama. De facto, quando começaram as primárias democratas, ninguém dava dois tostões por ele na luta com Hillary. Mas ele lá foi e bateu a então considerada grande favorita. Depois, no início da campanha presidencial, a situação repetiu-se e quase todo o mundo apostava em McCain. Ora, para grandes males, grandes remédios e o "staff" de Barak tratou de endrominar a "crise" de modo a abater o rival republicano. Mas a vitória ainda não era segura, era preciso um toque/empurrão final e foi então que apareceu Sarah, uma agente democrata "undercover" (sei-o agora de fonte segura) a minar o campo republicano. Resultado: em menos de duas semanas de entrevistas e tomadas de posição suicidárias a senhora Palin enterrou o candidato McCain e lançou definitivamente Barak Obama para a vitória final. Foi a cereja em cima do bolo democrata.
Sempre atento a estas manobras o PS cá do burgo, com a originalidade a que já nos habituou, decidiu seguir um rumo parecido e que tão bons resultados tinha dado no outro lado do Atlântico. José Sócrates já hostilizara meio país ... ele eram os professores e outros funcionários públicos, ele eram os militares e outras forças da ordem, os médicos e enfermeiros, os reformados, as PME, os agricultores, os pescadores, etc, etc, etc, ... e as legislativas a aproximarem-se a passos largos com perspectivas eleitorais um pouco sombrias. Ora como por cá o CDS/PP, o PCP e o BE estão "proibidos" de ganhar eleições e apenas o PPD/PSD e o PS o podem fazer, tornava-se essencial abater os laranjas e, simultâneamente, tentar manter a maioria absoluta a todo o custo. Era necessário fazer alguma coisa. Primeiro era preciso pôr a crise a trabalhar para, e a favorecer, o governo e isso mesmo foi feito ... de repente, e depois de três anos de aperto financeiro, já havia dinheiro (aos milhões) para tudo e mais alguma coisa (BPN, BPP, indústria automóvel, …). Mas a coisa não era suficiente, era preciso mais, o tal golpe de chanata final.
Lembraram-se então da senhora Palin e vai daí conseguiram, usando técnicas absolutamente maquiavélicas, colocar a chefiar o partido rival nada mais, nada menos do que uma agente socialista infiltrada. Já adivinharam quem é … claro, é MFL. Esta senhora começou imediatamente a enterrar o PSD e parece que o seu trabalho está a dar resultados muito bons o que prova que ainda vale bem a pena copiar os métodos usados nos EUA.
Este fim-de-semana (longo) ficamos a saber que o PS está outra vez no limiar da maioria absoluta e que o PSD vai ficando completamente esfrangalhado … bom trabalho, sim senhora!!!
Segue-se uma imagem da agente infiltrada tentando não ser reconhecida.


(Nota final: Esta “estória” não é uma total ficção. A eventual semelhança com factos da vida real não é pura coincidência)

sábado, 6 de dezembro de 2008

BPN

(Para ampliar, "clicar" na imagem)
Esperemos que o lugar não seja muito perto do de Oliveira Costa.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O vinho

Celebremos então o vinho já que, nos tempos que correm, pouco mais há a celebrar ... aliás isto só se leva (razoavelmente) um tanto avinhado (como diria o fiscalista).

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O "Ti ALFREDO" deve estar furioso

No passado dia 25 de Novembro, o Ministério da Defesa Nacional anunciou a extinção do Arsenal do Alfeite, a mais importante empresa pública do Concelho de Almada, fundamental do ponto de vista económico e social, com forte impacto a nível local e regional, como no plano estratégico da defesa e soberania nacionais, garantindo a operacionalidade da Marinha Portuguesa.
Anuncia assim a intenção de criar a Arsenal do Alfeite, Sociedade Anónima, empresa tutelada pela EMPORDEF, na lógica da desresponsabilização do Estado face à economia e ao aparelho produtivo nacional, caminhando para a entrega aos privados de mais uma importante empresa de construção e reparação naval, empresa estratégica para a defesa e soberania nacionais e para o desenvolvimento do País.
O ataque que desde há muito tem vindo a ser realizado pelos sucessivos governos contra o Arsenal do Alfeite, integra-se na ofensiva que tem vindo a ser feita contra a indústria naval, com a entrega ao grande capital de empresas nacionalizadas de prestígio internacional, produzindo a destruição de milhares de postos de trabalho, precarizando outros tantos e destruindo uma grande potencialidade nacional. O concelho de Almada já assistiu às consequências desta política com o encerramento da Lisnave na Margueira.
Este ataque conduziu, propositadamente e particularmente desde a década de 90, ao desaproveitamento e não modernização dos meios tecnológicos e humanos, à sua não adaptação às exigências que se colocam ao exercício da actividade de sempre do Arsenal, desde o século XIV, e enquadra-se no objectivo de privatizar tudo aquilo que, segundo a sua concepção e opção, o Estado não esteja vocacionado para fazer, mas os privados sim.
O Governo do PS, agindo em conformidade com a essa concepção, pretende, sob o argumento do desajustamento estrutural do Arsenal de que é responsável e da necessidade de modernização e requalificação, entregar ao sector privado um estabelecimento industrial público, com enormes potencialidades técnicas e humanas, cuja credenciação e qualidade dos trabalhos executados é reconhecida internacionalmente, e que desde sempre esteve e está vocacionado para servir a Marinha Portuguesa e Portugal e contribuir para a defesa da soberania do País.
O Ministério da Defesa Nacional diz garantir a ligação da nova empresa à Marinha Portuguesa mas, de facto, nada pressupõe que assim seja, ficando a nova empresa submetida aos ditames do mercado nacional e internacional e à lógica do lucro, colocando em segundo plano a Marinha, os trabalhadores e a defesa e soberania nacionais.
O Governo diz que a Arsenal do Alfeite, S.A., terá 100% capitais públicos mas não diz que também a OGMA era tutelada pela EMPORDEF e agora 65% do seu capital pertence a EMBRAER, empresa multinacional brasileira. Tendo sido semeado todo um investimento pelo Estado, os lucros são depois colhidos pelos privados.
Esta decisão do governo, que repudiamos com toda a energia, é feita sem consulta e à margem da opinião dos trabalhadores e dos seus órgãos representativos, merecendo forte contestação por parte dos trabalhadores do Arsenal e da população de Almada, que saudamos calorosamente.
São graves as afirmações do Ministério da Defesa Nacional que, dizendo que todos os direitos e garantias dos trabalhadores estão assegurados, clarifica que o quadro de pessoal definitivo só será definido pela administração da Arsenal do Alfeite S.A., e que estudos recentes apontam para um quadro de pessoal com menos 400 trabalhadores.
Afirma que “só com a colaboração dos trabalhadores será possível levar o Arsenal do Alfeite a novos patamares de desenvolvimento”, quando apenas recebeu a Comissão de Trabalhadores minutos antes de anunciar a decisão, ignorando por completo a Comissão Sindical e as reivindicações apresentadas.
Anuncia também que os trabalhadores poderão celebrar contratos individuais de trabalho com a nova empresa, ocupar vagas disponíveis noutros organismos da Administração Pública ou integrar o regime de mobilidade especial. Tal retrocesso social e laboral, só pode merecer o mais firme repúdio por parte dos trabalhadores, que vêem assim os seus direitos conquistados ao longo de décadas completamente destruídos.
O PCP rejeita a criação da Arsenal do Alfeite, S.A. e defende o reforço do investimento do Estado no actual Arsenal do Alfeite, garantindo a estabilidade, a modernização e o futuro do estaleiro. Combatemos a intenção da privatização do Arsenal do Alfeite e exigimos que se mantenha a sua natureza pública e a ligação à Marinha, garantindo a operacionalidade e funcionamento da Armada Portuguesa, protegendo a economia e soberania nacionais, o emprego e os direitos dos trabalhadores.
Assim, exigimos:
- A manutenção do papel público do Arsenal, como estaleiro integrado na Marinha;
- A responsabilização do Estado no que toca à recuperação das infra-estruturas e equipamento do estaleiro;
- O investimento na modernização tecnológica e material necessário para o cumprimento de todos os trabalhos executados;
- Melhor formação profissional e valorização dos trabalhadores, nomeadamente através da vertente salarial;
- Uma aposta em novos projectos e construções (lanchas rápidas, patrulhas e navio de combate à poluição) e não só na manutenção e reparação da frota existente;
- A contratação de mais trabalhadores efectivos de maneira a dar resposta ao trabalho existente e a formar novas gerações;
- A confirmação do vínculo público de todos os trabalhadores.
Apelamos para que os trabalhadores e a população de Almada, elevem a luta desenvolvida até aqui a um patamar mais elevado. A unidade e luta dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite, em conformidade com a sua heróica história de resistência, poderá denunciar o ataque de que são alvo, para que a culpa não morra solteira, e criar as condições para a defesa dos postos de trabalho, dos direitos e de um Arsenal do Alfeite público, ao serviço da Marinha, dos trabalhadores e do país.

Fonte: A Concelhia de Almada do Partido Comunista Português

E eu digo porque aqui pus o "Ti Alfredo" . é que ele trabalhou no Arsenal , como marceneiro, e agora deve estar a dar voltas na tumba.


Conferência do MDN

Como antigo auditor dos Cursos de Defesa nacional recebi um convite para assistir a uma conferência do MDN, esta tarde, no Instituo de Defesa Nacional.
Certamente que estava programada há meses! Mas não deixa de ser curiosa a coincidência. Depois uma palavras de um general reformado que foram consideradas como extemporâneas e desajustadas eis que o 1º Ministro vai falar na abertura do ano lectivo nos Altos Estudos Militares e agora o Ministro também vai dizer coisas sobre os militares!
Certamente que são coisas redondas, com têm sido habitual...
Espero que os militares não se sintam obrigados a estar presentes e perderem o seu tempo. A menos que queiram figurar na fotografia da “brigada do reumático II”.

O Banco Alimentar

De acordo com as informações tornadas públicas a recolha de donativos para o Banco Alimentar durante o último fim de semana ultrapassaram as 1900 ton, ou seja mais 19% que no ano anterior.
Notável o espirito de solidariedade que este nosso povo demosntra. Em altura de aperto de carteira aumenta a ajuda para aqueles que menos têm.
Menos notável é a atitude da classe política, e do governo em particular, que nem uma palavra tem sobre esta atitude do povo a quem tudo exigem. Quem viu um membro dum partido colaborar na recolha ou fazer um comentário. Claro que para estarem presentes numa inauguração ou na oferta de um computador sempre atentos e até 1º Ministro aparece! Não sabem ou não querem resolver os problemas dos portugueses e ainda ignoram quem vem minimizar a situação.
Pobre País que consegue gerar tal raça de políticos!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

LÁ FORA HÁ DISTO



HMS Westminster chega a Londres , atravessa a ponte e vê a sua cidade.

Que Fragatão , como diriam os alentejanos

domingo, 30 de novembro de 2008

Ataque à Nau de Pedra

Tem havido tentativas várias ao longo dos anos para correr com a Marinha para fora da área de Lisboa. Tenho para mim que muitos dos bem pensantes deste país gostariam de ver a Marinha na Serra da Estrela ou mesmo fora de Portugal. Agora é a pretexto da requalificação da frente ribeirinha que pretendem tornar pública toda a área exterior do "Ministério" incluindo o túnel para a rua do Arsenal. A Marinha é agora mostrada como um empecilho ao grande projecto porque acha mal que as suas dependências e serviços fiquem de porta directamente para a rua. Coisa de somenos importância... O novo espaço será "a memória da construção naval e estruturado com percursos que relacionam a cidade com o rio". Memória da construção naval, para eles, é a das naus da India, mas não se fala do Arsenal . Porquê? Porque era da Marinha? Saberão o significado de Rua do Arsenal? Estranha memória que se quer lembrar de há quinhentos anos mas não se quer lembrar de há oitenta.

sábado, 29 de novembro de 2008

GOOD NEWS

Vice-Almirante Saldanha Lopes escolheu o Comando de Zona Marítima da Madeira para realizar a sua primeira visita oficial aos diversos comandos pelos quais é, agora, responsável. O novo Comandante Naval, que foi empossado no passado mês de Outubro, esteve durante três dias na Região e parte, hoje, para Lisboa, a bordo da fragata Côrte Real, um dos mais modernos navios da Armada portuguesa. Em declarações ao Jornal da Madeira durante a sua visita ao Funchal, Saldanha Lopes referiu que esta é uma forma de se fazer, também, treinos de pessoal para diversos cenários, aproveitando a navegação que é aconselhável que se faça aos navios, sendo importante “verificar todos os equipamentos, treinar o seu uso” pelo menos uma vez por mês. Neste caso particular, a fragata, da Classe Vasco da Gama, fez então o treino específico nas águas próximas à Madeira, “em vez de o fazer no Algarve, por exemplo”, com o Vice-Almirante a aproveitar para assistir às capacidades de reacção daquele meio. Como tal, prosseguiu, “o aproveitamento de todas estas sinergias talvez possibilite, e é desejável que o faça, uma presença mais assídua dos meios navais na Madeira, para além do navio-patrulha atribuído à Zona Marítima”. Mais meios com mais frequência
Questionado sobre a sua intenção de aumentar a frequência de vinda das corvetas à Madeira, depois das prontidões de “Search And Rescue” que lhes são atribuídas, o responsável pelo Comando Naval manifestou o desejo de que isso aconteça, até porque é também pretensão do Almirante Melo Gomes, Chefe de Estado Maior da Armada, sempre que isso for possível e desde que não existam avarias ou mesmo acordos em que os meios estejam envolvidos. Falando dos “patrulhões”, os navios que nos últimos anos têm sido mais falados e desejados para ser aumentados ao efectivo da Armada, o responsável recordou que o quinto desta classe de navios terá o nome da capital madeirense, conforme foi anunciado pelo Almirante Melo Gomes. O “Funchal” poderá mesmo vir a fazer comissões na Madeira. Segundo o Comandante Naval, nada está ainda definido quanto à vinda para a nossa Zona Económica Exclusiva de um navio com estas características, até porque terá de ser avaliado o dispositivo operacional mais para a frente, quando estiveram prontos mais meios do que projectados na nova Lei de Programação Militar. Inicialmente o que estava planeado era um “patrulhão”, até porque era muito mais rentável numa extensa área como a nossa. Mas se não for em permanência, garantiu o Vice-Almirante, pelo menos durante mais tempo isso vai acontecer. Enquanto isso, vamos continuar, nas nossas águas, com os navios-patrulha, agora reduzidos a três no total, em condições de operarem quase sem limitações. Sabendo que imprevistos acontecem, o Vice-Almirante está confiante que a maioria dos navios que neste momento tem missão atribuída vai conseguir estar a postos para a missão que se inicia em Janeiro, no Standing Nato Maritime Group One e que durará um ano e o comando na Euromarfor, que terá a duração de dois anos.

Saldanha Lopes garante que, relativamente à Euromarfor, a Força de reacção da NATO, essa nunca está permamentemente empenhada, estando, sim, em permanente prontidão para avançar, a qualquer momento, para qualquer lugar às ordens da Aliança Atlântica. Mas a essa força naval vai juntar-se, naturalmente, a “Bartolomeu Dias”, a fragata holandesa que será entregue formalmente em Janeiro, para ser utilizada com prontidão total a partir de Setembro quando começar o “mandato” de dois anos da força naval. Recorde-se que aquela unidade vai estar disponível para participar em missões das Nações Unidas, nomeadamente no Líbano, se o mandato da ONU for renovado ou na Somália, a título de exemplo, se os cenários se mantiverem como estão neste momento. Por outro lado, enquanto não se avança com a construção do Navio Polivalente Logístico, das Lanchas de Fiscalização Costeira e dos navios de combate à poluição, é possível que os meios continuem a ser utilizados ao máximo para potenciar as suas capacidades, não obstante a frota estar cada vez mais envelhecida. Até lá, fica a sensação, pelas palavras do Vice-Almirante, de que os homens e mulheres que vestem a farda, vestem também a “camisola” e dão tudo para conseguir cumprir as missões que lhes são atribuídas. Com uma Marinha de duplo uso, sim, mas que exige múltipla dedicação... Próximos “patrulhões” mais rápidosOs sucessivos atrasos na construção dos dois novos patrulhões que vão integrar a Armada portuguesa devem-se, sobretudo, ao facto de o projecto do interior não estar suficientemente desenvolvido a dada altura do processo de aprontamento. A maior dificuldade, segundo o Comandnate Naval, é o facto de estes serem navios novos e o que falha, neste momento, é a utilização de nova tecnologia. Saldanha Lopes garante que o par seguinte, que entrará nos estaleiros quando for efectuado o contrato, terá um processo de construção mais rápido, até porque já haverá, nessa altura, a experiência adquirida com o “Viana do Castelo” e o “Figueira da Foz”. Provavelmente, se não ocorrerem mais atrasos, serão entregues à Armada durante o próximo ano.

A Marinha de duplo uso tem sido um objectivo perseguido que tem dado frutos. Aliada à Marinha de Guerra, existe a compomente de utilização não-militar, que acaba por ser de serviço público. Segundo o Comandante Naval, esta cooperação com estruturas civis é fundamental, nomeadamente com a Polícia Judiciária, com a Polícia Marítima, com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e outras instituições do Estado que necessitem do apoio da Marinha. “É uma acção fundamental” que tem vindo a dar frutos, nos últimos meses, a julgar pelos casos de apreensões de droga que têm vindo a ser tornados públicos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O NOSSO CLUBE

A coisa está a andar , para aquela nossa casa voltar a ser o que tão brilhantemente já foi.
2(dois) Oceanos estão disponíveis para , um em cada Orgão , ajudarem o novo (esperemos!) timoneiro.
Nesse dia , ou noite , será preciso uma mobilização dos Oceanos sócios , para que uma nova esperança renasça.
Aos curiosos:
JNB
RPL

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

HÁ sinceridade nisso ?

Oh , Camarada , Sr . Nogueira:

Aqui , que ninguem nos ouve , diga lá , mas sob juramento:

O seu protagonismo e esforço contínuo , direi mesmo exagerado , neste momento , tem a ver com a luta e a causa dos Professores , ou com a sua luta para substituir Carvalho da Silva na INTER?

Seja sincero , camarada , olhe que o seu rival está atento.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

JOBS FOR THE BOYS

O Ministério da Defesa Nacional anunciou o início do processo de modernização do Arsenal do Alfeite, assegurando que este se manterá uma única empresa, totalmente detida por capitais públicos e ligada à Marinha Portuguesa. O actual Arsenal do Alfeite será transformado em sociedade anónima de capitais públicos, designar-se-á Arsenal do Alfeite, S.A. e ficará na égide da holding das indústrias de defesa portuguesas, Empordef, seu único accionista. A nova empresa irá operar na actual localização, instalações integradas na Base Naval de Lisboa, pertencentes ao Estado, que serão cedidas à Arsenal do Alfeite, S.A. através da celebração de um contrato de concessão com a duração de 30 anos.
Dado o seu grande interesse estratégico, não existe qualquer intenção do Ministério da Defesa Nacional em proporcionar a alienação total ou parcial do capital da nova empresa a participações privadas. O conselho de Administração da nova empresa será composto por três elementos, um representante da Marinha Portuguesa e dois gestores profissionais nomeados pela Empordef. O processo legislativo de criação da nova empresa terá agora início, prevendo-se que a sua conclusão possa ocorrer em aproximadamente 6 meses. O normal funcionamento da actividade do estaleiro não será afectado durante este período de transição.
O Arsenal do Alfeite é hoje a única empresa industrial ainda directamente dependente da Orgânica Central do Estado e que opera segundo um modelo de funcionamento definido nos anos 30 do século passado, totalmente desadequado a uma gestão moderna e eficiente. No actual formato, o Arsenal do Alfeite corre inclusivamente sérios riscos de encerrar pois apresenta vulnerabilidades que afectam gravemente o seu normal desempenho e enfraquecem as suas evidentes potencialidades. Um novo modelo de gestão e organização pode responder melhor aos interesses da Marinha Portuguesa e abrir outros mercados, potenciando as suas receitas.
O Arsenal do Alfeite, S.A. irá ser alvo de investimentos avaliados em cerca de 70 milhões de euros, em parte relacionados com obras de recuperação das estruturas portuárias e construção de um novo sistema de docagem. Estes investimentos, assim como a sua empresarialização, são considerados os dois elementos fundamentais para permitir modernizar o Arsenal do Alfeite, posicioná-lo num patamar tecnológico mais avançado e aumentar a sua competitividade. O propósito é criar um centro tecnológico de excelência da indústria naval que sirva melhor a Marinha Portuguesa, actualmente a completar um ciclo de renovação de toda a sua frota, e que também permita voltar a projectar a indústria naval portuguesa no mercado internacional.
Após a sua modernização, que também implicará a obtenção de atributos de centro de reparação acreditado por diversos fabricantes de equipamento marítimo de referência, existirão condições para que o Arsenal do Alfeite aspire à realização de trabalhos até hoje impossíveis, tais como:
reparação naval militar nos novos navios e submarinos adquiridos pela Marinha Portuguesa;
reparação nos portos portugueses de navios militares de Marinhas de países amigos;
reparação naval de navios não militares que demandem os portos portugueses;
manutenção de equipamentos militares e de armamento em tecnologias correntes nos navios militares, orientado para o mercado das Forças Armadas, Forças de Segurança, instalações NATO, etc.;
criação de um centro nacional de desenvolvimento tecnológico das actividades marítimas e de formação profissional e tecnológica;
projecto e construção naval de navios de serviço, de fiscalização e de navios militares de pequeno e médio porte, orientado para mercados em África e, eventualmente, nas América Central e do Sul;
desenvolvimento de actividades de consultoria em engenharia naval e em gestão e tecnologia de estaleiros orientadas para mercados em África e Américas, Central e do Sul.
A médio prazo, pretende-se que o Arsenal do Alfeite, S.A, apresente um crescimento das suas actuais receitas em pelo menos 20%. A longo prazo, a facturação poderá superar a actual em cerca de 30%.
Portugal detém portos próximos das principais rotas atlânticas e não faz sentido que a sua indústria naval não se encontre mais desenvolvida, contribuindo para o crescimento geral da economia nacional. O Ministério da Defesa Nacional pretende também contribuir para a retoma sustentada da economia e considera que as estruturas da indústria naval sub sua tutela, se modernizadas, podem ajudar nesse objectivo. Para a sua concretização é fundamental a participação dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite, principal garante do know-how da empresa.
Todos os direitos e garantias dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite estão perfeitamente assegurados, ao abrigo do seu actual vinculo à função pública. Durante o período de transição para a nova empresa os trabalhadores do Arsenal do Alfeite não vão sentir qualquer alteração, qualquer falha no pagamento de salários ou quebra de qualquer outro benefício ou regalia em vigor. O período de transição será de cerca de 6 meses, durante o qual os actuais trabalhadores do estaleiro poderão: celebrar voluntariamente contratos individuais de trabalho com a nova empresa; ocupar voluntariamente vagas disponíveis no quadro civil da Marinha Portuguesa ou qualquer outro organismo da Administração Pública ou integrar o regime da mobilidade especial.
Logo que tome posse, a nova Administração irá iniciar o processo de transição dos trabalhadores.
A dimensão final do quadro de pessoal do Arsenal do Alfeite, S.A. só vai ser definida pela nova Administração, após definição e aprovação final do plano estratégico. Os estudos efectuados recentemente apontam que, para responder à carga de trabalho requerida para os anos imediatos, a nova empresa deva deter um quadro de pessoal com cerca de 800 a 1000 trabalhadores.
O propósito deste processo de empresarialização é modernizar e aumentar a competitividade do Arsenal do Alfeite, o que irá naturalmente permitir melhorar significativamente as actuais condições de trabalho na empresa. O know-how da organização está nas pessoas que nela trabalham, desta forma, a futura Administração terá todo o interesse em reter todos os trabalhadores que aportem valor à organização e que queiram contribuir para transformar o Arsenal do Alfeite, S.A. num caso de sucesso.

Olimpíadas de Xadrez

Terminaram ontem as Olimpíadas de Xadrez que tiveram lugar, de 12 a 25 de Novembro, em Dresden (Alemanha). Estiveram presentes equipas de 152 (!) países. Na Olimpíada Aberta (154 equipas; a Alemanha apresentou três) o ouro foi para a Arménia, a prata para Israel e o bronze para os EUA. De notar que os colossos Rússia e Ucrânia , 1º e 2º do "ranking" mundial, ficaram em 5º e 4º respectivamente. Portugal (61º do "ranking") obteve um razoável 55º lugar com seis vitórias e cinco derrotas, curiosamente logo a seguir ao Brasil.
Em Senhoras (114 representações) a Geórgia teve ouro, a Ucrânia prata e os EUA bronze. A Rússia, nº 1 do mundo não foi além do 4º lugar. Portugal (49º do"ranking") ficou em 46º (também com seis vitórias e cinco derrotas) e desta vez bateu o Brasil que embora 62º do "ranking" arrancou um bom 48º lugar.

Em cima podemos ver uma imagem da última jornada deste extraordinário evento que passou completamente ignorado no nosso país (eu, pelo menos, não consegui ler ou ouvir qualquer referência ao mesmo); também é verdade que as peças de xadrez não usam qualquer bola de futebol portanto a omissão compreende-se.

Para os mais curiosos: podem ver todos os detalhes destas Olimpíadas neste site.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

ADEUS velha AVENIDA

O Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE), que será discutido na próxima quarta-feira, na Câmara Municipal de Lisboa (CML) prevê acabar com o estacionamento à superfície e construir dois parques subterrâneos. O plano, cujo orçamento ronda os 57 milhões de euros, sendo que quase metade será dedicada à problemática do estacionamento, prevê ainda que sejam construídos quatros parques à superfície, na área envolvente à Avenida, para garantir o estacionamento sobretudo a moradores. No total, prevê-se uma oferta máxima de estacionamento em parques públicos na ordem dos 3.500 lugares, sugerindo-se a manutenção de cerca de 1.220 lugares à superfície, que deverão ser pagos para garantir a rotatividade. A autarquia quer ainda criar atravessamentos pedonais, ligados aos parques de estacionamento propostos, planeando também a construção de uma passagem para peões associada ao topo norte do parque de estacionamento dos Restauradores, para criar uma ligação privilegiada entre as duas encostas, aproveitando a existência dos elevadores da Glória e do Lavra. Quarta-feira, o vereador do urbanismo, Manuel Salgado, vai propor a abertura de um período de 22 dias para discussão pública do PUALZE, elaborado pelo arquitecto Manuel Fernandes de Sá, que foi o autor do documento original, datado de 1991. O plano abrange uma área com cerca de 100 hectares, correspondente às freguesias de São José, São Mamede e Coração de Jesus. O PUALZE prevê ainda o reperfilamento da Avenida da Liberdade, o alargamento dos passeios, a limitação do trânsito nas laterais, deixando apenas uma faixa à circulação de automóveis, e a recuperação de vários espaços públicos.

Arsenal, Arsenal

Desta vez é que é! O estimado MDN anunciou a integração do Arsenal na EMPORDEF com vista à sua modernização e gestão por critérios empresariais. Diz que não é uma privatização. Terá dois administradores civis e um da Marinha.
Quando se fala destas mudanças sublinha-se muito os aspectos financeiros, de gestão e os costumados despedimentos (cheios de garantias...); nunca se diz se o cliente ficará mais bem servido, se o serviço é mais barato ou se a empresa ficará mais moderna e eficaz. Como o único cliente é a Marinha ( poderá haver um ou outro biscate para fora sem significado), já sabemos quem será a vítima.Fica a dúvida se os administradores civis vão ganhar como o militar ou vice-versa.
O espectro de Viana do Castelo paira sobre o Arsenal.

AORN

50 anos da Reserva Naval – temos o gosto de recordar que é já no próximo fim de semana, dias 29 e 30, que se realizam as regatas incluídas na REGATA DA RESERVA NAVAL, organizada com o Clube de Vela Atlântico no campo de regatas de Leixões. Aproveitamos ainda esta oportunidade para um Acto de Memória ao Mestre Henrique Anjos. O Pólo Norte, que assumiu a iniciativa deste evento, organiza ainda no dia 30, Domingo, após a distribuição de prémios da REGATA DA RESERVA NAVAL, um jantar convívio com os camaradas que queiram comparecer. Decorrerá o jantar no restaurante do Clube de Vela Atlântico, no Porto de Leixões, Norte, Leça da Palmeira. As inscrições podem ser feitas para a sede da AORN ou directamente com o Joaquim Moreira (tm 917 814 402).
Tratando-se de fim de semana prolongado a segunda feira dia 1 de Dezembro, feriado nacional, é esta mais uma excelente oportunidade de deslocação a Norte e convívio da Reserva Naval.
Anexamos ainda Anúncio oficial da REGATA DA RESERVA NAVAL. Mais informações no nosso website http://www.reservanaval.pt/.
Esta foto é do nosso LSN

domingo, 23 de novembro de 2008

Notícias de Lagutrop


Hoje fui visitar a freguesia de Carnide. Entre outras coisas interessantes, descobri esta casa que foi do bispo de Lisboa. Conclusão: já nem a religião se safa!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

HOSPITAL DA MARINHA

Sabiam que foi criado nos nosso hospital um gabinete do utente ?

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O Caso BPN. Sem Mais Comentários

Relativamente ao assunto em epígrafe, tomo a liberdade de transcrever, com a devida vénia, o final de um artigo de Isabel Vicente e Pedro Lima, publicado na página 4 do caderno Economia, do Expresso de 15 de Novembro:

“O governador explicou ainda que nada fazia prever que um grupo presidido por um ex-técnico de supervisão do Banco de Portugal, vice-presidente do Banco Europeu de Investimento, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, cuja experiência e idoneidade se presumia ser a melhor possível, desse azo a situações com estes contornos. Constâncio referia-se obviamente a ....”

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

JÁ AGORA MAIS UM GAMANÇO

Lisboa, 13 Nov (Lusa) - O ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, afirmou hoje que o Governo quer "integrar" o Arsenal do Alfeite "no contexto das empresas públicas", de forma a "modernizar" as estruturas de reparação naval da Marinha.

"Não está em cima da mesa a privatização do Alfeite. O Governo quer empresarializá-lo e integrá-lo no contexto das empresas públicas de Defesa, para o modernizar e dotar de capacidade para o seu objectivo fundamental, a reparação naval na Marinha, e se possível vender os seus serviços também a outras Marinhas", respondeu o ministro, questionado pelo deputado do PCP António Filipe, durante a discussão parlamentar do Orçamento de Estado para 2009 no sector da Defesa.
Durante o debate orçamental, o deputado comunista da Comissão de Defesa, interrogou Severiano Teixeira sobre o "futuro" do Alfeite.
"Sobre o Arsenal do Alfeite, queria uma informação sobre o que efectivamente se está a passar, qual será o seu futuro? O que se pretende? Vai ser uma segunda OGMA e, daqui a uns anos, ser vendido a algum grupo estrangeiro?", perguntou.
O responsável pela pasta da Defesa, afirmou ainda que esta "modernização" dos estaleiros navais terá um investimento inicial do Estado, adiantando que já apresentou uma proposta nesse sentido ao Ministério das Finanças.
Com a concretização deste projecto, anunciado na véspera da visita do Presidente da República, Cavaco Silva, ao Alfeite - onde também estará Severiano Teixeira - os estaleiros navais deverão passar para o domínio da EMPORDEF, a `holding` do Estado português para as empresas da área da Defesa, deixando assim a tutela militar, através do Estado-Maior da Armada.
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

O mistério do traço azulado

Apesar de não ter conseguido a colaboração do Perry julgo que o mistério pode estar em vias de solução ... o risco será apagado, espero eu de que!!!

Intenções sinistras

Se o que vem hoje no Diário de Notícias relativamente a vencimentos de chefias militares se vier a concretizar, só terá uma leitura. À consideração dos leitores.


Defesa. Proposta de novo regime remuneratório em estudo pelas chefias das Forças Armadas Estudo do Exército coloca postos militares na nova grelha salarial da função pública em 2009O principal chefe militar das Forças Armadas vai ficar ao nível remuneratório de um juiz de círculo com 15 anos de profissão, segundo um estudo do Exército a que o DN teve acesso.O documento, oriundo do Comando do Pessoal do Exército, tem por base o anteprojecto de lei do Governo que aprova o novo regime remuneratório dos militares das Forças Armadas - enviado aos chefes militares para análise no passado dia 03 - que entrará em vigor no próximo dia 01 de Janeiro com o da função pública.A partir da proposta do ministro Nuno Severiano Teixeira, o Exército concluiu que o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) fica no nível 87 - um acima do dos juízes de círculo com 15 anos de profissão e quatro abaixo dos juízes há 18 anos (91, numa escala que termina no nível remuneratório 115). Note-se que um oficial general chega a a CEMGFA com cerca de 40 anos de vida nas fileiras. Em termos financeiros, o nível 91 corresponde a 4970 euros, o 87 a 4770 euros e o 86 a 4720 euros, de acordo com os dados constantes do estudo do Exército.A proposta fica aquém da reivindicação dos militares que, sendo um dos Corpos Especiais do Estado (como os magistrados ou os diplomatas), querem ver reposta a paridade perdida nas últimas três décadas em termos salariais. Segundo fontes castrenses ouvidas pelo DN, o nível de referência para o CEMGFA "deveria ser o 111", patamar onde estão os reitores e os juízes desembargadores (5971 euros).Para a Associação dos Oficiais das Forças Armadas (AOFA), a prioridade deveria ser o aumento do suplemento da condição militar (14,5% do vencimento dos militares), pois a revisão salarial deveria ser precedida por um estudo comparativo com as remunerações das profissões equiparadas e, só a partir daí, reposicionar os militares. De acordo com os dados disponíveis (ver gráfico ao lado), o fosso com os juízes ou os professores catedráticos abriu-se no final dos anos 1980 e início dos anos 1990 - quando o actual Presidente da República,Cavaco Silva, obteve a segunda maioria absoluta como chefe do Governo.A proposta do Governo decorre da lei dos vínculos, carreiras e remunerações da Função Pública. Sendo necessária a "articulação e harmonização" do regime remuneratório dos militares com o dos restantes trabalhadores a exercer funções públicas, a proposta integra os diferentes postos da hierarquia militar na tabela geral (composta por níveis e, dentro destes, por escalões).No caso dos chefes de Estado-Maior dos três ramos das Forças Armadas, o estudo do Exército coloca-os no nível 82, quatro níveis abaixo dos juízes com 15 anos de profissão.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Em França também.

Do Figaro:


Le prix du brut dégringole, mais les tarifs à la pompe ne suivent pas
Armelle Bohineust13/11/2008 Mise à jour : 10:53
Commentaires 27
.
© Marmara/Le Figaro
Alors que le pétrole est tombé mercredi à son plus bas niveau depuis le début 2007, le chef de l'État souhaiterait une baisse des tarifs à la pompe plus rapide et va convoquer les pétroliers. De son côté, l'Agence internationalede l'énergie redouteun nouveau choc pétrolier.

À qui profite vraiment la baisse spectaculaire du pétrole, tombé hier à 52,05 dollars le baril de brent à Londres, son plus bas niveau depuis janvier 2007 ? Pas aux consommateurs, estime Nicolas Sarkozy, qui a décidé de tancer les groupes pétroliers, qui ne répercutent pas suffisamment à la pompe le plongeon de l'or noir.
Convoqués initialement hier à l'Élysée,Total, Leclerc et autres distributeurs ont gagné quelques jours de répit, grâce à l'agenda chargé du président. Mais ils devront s'expliquer sur la baisse de 20% seulement du gazole ou du sans-plomb 95 alors que le brent a chuté de 60% dans le même temps. Et il en ressortira peut-être des mesures plus contraignantes que «l'engagement de modérer leurs prix de revente» pris par les distributeurs lors de leur entrevue avec Christine Lagarde, ministre de l'Économie, en novembre 2007

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

terça-feira, 11 de novembro de 2008

GATO PERSA



Pode ser que este gatinho persa, que me foi gentilmente oferecido pelo Lourenço Gonçalves, resolva o probelema do risco azul.

MOUZINHO DE ALBUQUERQUE


Nasceu há 153 anos e dizem que se matou porque não gostava de bagunça.

O NOSSO CLUBE


Há quanto tempo está o "site" do nosso Club em manutenção?
Os "Anais" parece que continuam a precisar de um cientista-tradutor.
A "biblioteca" não tem Rei nem Roque.
Afinal , ali , só se come(e já foi melhor) e só se joga!!!
Assim sendo há que fazer alguma coisa , né?

O risco azul

Mas afinal o que é este risco azul por cima do blog?

Em Verdun


Sarkozy memorializes France's World War I dead, including the mutineers
The Associated Press
Tuesday, November 11, 2008
DOUAUMONT, France: President Nicolas Sarkozy of France paid tribute Tuesday to hundreds of World War I soldiers who were shot for disobeying orders in a mutiny in 1917. It was a change of tone on the first Armistice Day without a living French veteran.
More than 600 French soldiers were executed by their own side during World War I, many for refusing to obey orders to continue to fight after a bloody and failed series of offensives in northeastern France in 1917.
"France will never forget its children who died for it," Sarkozy said in a speech paying tribute to the French and allied war dead that explicitly included those shot for "cowardice" or acts of mutiny.
"I think of these men of whom too much was asked, who were too exposed, who were sometimes sent to be massacred through mistakes by their commanders, of those men who, one day, no longer had the strength to fight," he said.
The 1917 mutinies, in which many regiments refused to move from their own lines, raised fears among French leaders that the army could collapse and led to harsh reprisals against those who disobeyed orders to fight.
World War I, fought out in large part on French soil from 1914 to 1918, cost 1.4 million French lives and remains firmly anchored in French memories. But there has been a growing debate here about the best way to mark the event.
At Douaumont, the governor general of Australia, Quentin Bryce; Prince Charles of Britain; and Grand Duke Henri of Luxembourg laid wreaths at the foot of a huge French flag that soared over an esplanade between two large fields of white crosses.
The president of the European Commission, José Manuel Barroso, and Peter Müller, president of Germany's upper house of Parliament, were also on hand.
Armistice Day was marked for the first time without the presence of a French veteran. Lazare Ponticelli, an Italian-born immigrant who joined the Foreign Legion at 16 and who was the last French survivor of the war, died this year at 110.
Gerard Aprile, 59, once a military parachutist and a regular at Armistice Day ceremonies in France, said Ponticelli's death changed the tone of the event. "The ceremony will always be there, but without a human witness, there is an emptiness," said Aprile, who wore his military uniform.
In London, three frail British veterans in wheelchairs honored the deaths of more than 700,000 British comrades. Henry Allingham, 112; Harry Patch, 110; and Bill Stone, 108, were among those at the Cenotaph war memorial near the Houses of Parliament.
In the Belgian region of west Flanders, thousands of people stood in driving rain in the town of Ieper - better known to British soldiers by its French name, Ypres - at the annual poppy parade commemorating Armistice Day.
Flags fluttered across the Polish capital, Warsaw, on Tuesday as President Lech Kaczynski was expected to receive a host of dignitaries, including the presidents of Afghanistan, Ukraine and Georgia, at an evening gala. Chancellor Angela Merkel of Germany was expected at an earlier event.
In his speech, delivered near the site of the Battle of Verdun rather than at the traditional site at the Arc de Triomphe in Paris, Sarkozy said the time had come to recognize that many of those executed had been pushed beyond endurance.
"Many of those who were executed at the time did not dishonor themselves, were not cowards, but went to the extreme limits of their strength."
His speech contained no mention of a possible posthumous pardon, but the minister in charge of veterans affairs said this year that France would consider clearing the names of many of those shot for refusing to obey orders.
In 2006, Britain posthumously pardoned 306 men shot for desertion or cowardice during World War I, many of whom were believed to be suffering from psychological trauma.
Correction:
Notes:

Copyright © 2008 The International Herald Tribune www.iht.com
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Carta do Inimigo às Nossas Tropas

Recebi este texto de uma mensagem do OCeano Mandíbulas e não resisti a transcrevê-la.
Mais vale levar isto a brincar!
Um abraço.


"Caro Inimigo:
Espero que esta carta vos encontre de boa saúde, apesar da vossa ADM estar cada vez pior... Serve esta missiva para vos transmitir o meu espanto perante aquilo que, a partir da nossa trincheira na linha da frente e através da 'terra de ninguém', conseguimos observar no vosso território e que muito me traz preocupado. Preocupação essa que aumenta de dia para dia. Senão vejamos: - Dezenas de unidades do vosso Exército vão fechar e ser vendidas. O que é que vai sobrar para nós atacarmos? - O vosso novo Exército só vai ter vagas para 60% dos actuais efectivos. E os 40% que não vão ter cabimento, o que vão fazer? Espero que não se venham alistar aqui no nosso Exército, pois não conseguiremos concorrer com os baixos salários que auferem, e isto aqui também não está fácil... - A implantação territorial vai passar a ser assegurada pela vossa Guarda Nacional Republicana. E depois? Quando vos quisermos invadir? Vá de passar multas na gente, autuar a torto e a direito? Isto assim não tem graça nenhuma... - Planeávamos tomar de assalto as vossas escolas e centros de saúde, mas foi tarde demais.... O vosso Governo antecipou-se e fechou tudo.... - O vosso anterior CEMFA tinha dito que os P-3P Orion iam para a Base de Ovar. Nós até já tínhamos posicionado os radares e as baterias antiaéreas para essa região. Agora vem o novo CEMFA e diz que 'não senhora... os P-3P vão mas é para Beja'. Eh pá, vejam lá se se entendem. Não podemos andar com o nosso material para cima e para baixo, que também já está velho e cansado... e sempre se gasta um dinheirito em ajudas de custo que bem que podia ser gasto noutras coisas... - Depois, é toda gente a malhar nas vossas tropas, e nós aqui de braços cruzados. Vejam lá se reservam algum tempo na vossa agenda para nós, pois já nos sentimos desprezados, sempre à espera de um ataquezito e nada... - Os vossos chefes não param de vos averbar com processos disciplinares; - Os nossos espiões perderam os rastos dos vossos espiões. Parece que os vossos espiões andam ocupadíssimos a fotografarem as vossas tropas...; - As vossas carreiras são uma desgraça e nem com 3 grupos de trabalho, vos resolvem o problema; - O vosso Governo ataca os vossos poucos direitos todos os dias; - Os comentadores da imprensa por conta do Governo, desancam-vos forte e feio; - O vosso Ministro manda calar os vossos chefes através dos jornais;É que até já dá pena! É um massacre... Na verdade sentimos que perante as ameaças que pairam sobre as vossas tropas, a nossa condição de 'inimigo' pode estar seriamente posta em causa e logo podemos perder o nosso posto de combate, por se tornar desnecessário e passamos ao quadro de excedentários... ou será que isso é só para os civis? É que nós também temos filhos para criar e casa para pagar. Vejam lá se se organizam...É caso para perguntar: - Afinal quem é que é o inimigo?Com amigos desses, quem é que precisa de inimigos... Despeço-me com os melhores cumprimentos, aguardando por melhores dias.
Joaquim Nimigo, Soldado

De copos na mão...

Mais uma vez e de copo na mão, ou não fosse hoje dia de S. Martinho, lá nos vamos encontrando.
E garanto que ninguém saíu avinhado. Mesmo assim, não digam nada ao Saldanha Sanches.

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Dia do Armistício

É hoje, 11 de Novembro, o dia do Armistício, o dia em que se celebra em quase todo o mundo a memória dos soldados caídos em todas as guerras. Em Portugal, é organizada uma cerimónia pela Liga dos Combatentes, no dia 15, sábado, junto ao Forte do Bom Sucesso pelas 1430.
Costumo seguir a cerimónia impar que todos os anos ocorre em Londres. Só que este ano celebraram no domingo passado e chamaram-lhe "Remembrance Sunday". Pode ver-se uma reportagem em http://news.sky.com/skynews/Home/UK-News/Remembrance .

FUI ENGANADO





Olha , passei hoje pela Rua do Comercio , e o cavalheiro afinal ainda lá estava...




a ganhar o seu , naturalmente.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

EU, JÁ ME CALEI...

Vem este texto a propósito do comentário do OCeano Temes de Oliveira ao texto publicado em 6 de Novembro, pelo OCeano LSN, subordinado ao título “Colete de Forças” e que tomo a liberdade de reproduzir (o comentário, que não o texto):
“O que me espanta é que os oceanos (com excepção de JNB e MPM) não emitam opiniões pessoais ...
Será que, por estarem reformados ou reservados, deixaram de ter opinião?”

Como, conforme diz o ditado, “Quem não se sente não é filho de boa gente”, eu senti-me abrangido pelo comentário, pelo que venho aqui apresentar a minha defesa:

Lembro os OCeanos que, em 07 de Abril do corrente ano, publiquei neste nosso “blog” um texto, subordinado ao título “O Baú das Velharias – Era Uma Vez ...”, texto esse da minha autoria (embora o tenha atribuído a outrem), o qual caracterizei como história para crianças, embora não o seja.

Constitui tal texto uma análise sumária da actual situação político-militar e um apontar das responsabilidades dos militares nessa situação.

Mantenho tudo quanto afirmei, nessa altura, e não serão judicies ou loureiros dos santos (é inacreditável a mútua atracção entre indivíduos que adoram a exposição pública e os meios disponíveis de exposição pública) que me farão alterar esta posição.

Acrescento que, tendo os militares razões de queixa relativamente aos seus chefes, poderão sempre apresentar queixa, sucessivamente, aos escalões superiores da hierarquia, até ao Comandante Supremo das Forças Armadas. Ou não?

Assim, considero que tenho razões para afirmar, brincando com uma frase do Rei D. Juan Carlos, numa cimeira ibero-americana, “Eu, já me calei...”

O Drama e a Farsa

Sob este título escreveu Saldanha Sanches no último Expresso um artigo sobre as últimas ocorrências político-militares. É sabido que ele é contra a existência de forças armadas; mas desta vez faz um retrato da situação que decorre da imagem que os militares actualmente envolvidos nas manifestações estão a dar de si. Não me espanta que possa ser assim vista por muito boa gente e eu até concordo. Ele glosa as imagens de telejornal em que um grupo de oficiais de copo na mão faz variações do fado "agarrem-me, senão desgraço-me", diz que não serão os arranques avinhados dos militares que nos farão tirar o sono, etc. Termina perguntando a que distância estará a Europa.
Tudo isto é triste e triste é os militares e associações respectivas não terem a percepção nem a sensibilidade para perceberem as figuras que se fazem, nem as imagens que se projectam. Há formas de luta e tiros pela culatra...

Regata Vendée- Globe


Largou ontem de Sables d'Olonne a regata Vendée-Globe 2008, para solitários em monocascos de 18 metros, à volta do mundo sem escala. O record deste percurso está em 87 dias para monocascos . A Ellen MacArthur fê-lo em 71 dias, mas foi num trimarã.

Com esta são três as regatas em curso, neste momento, à volta do mundo! Parece que o mundo está a ficar pequeno para tanto velejador. A regata pode ser seguida em http://www.sport24.com/.

sábado, 8 de novembro de 2008

COISAS MÁS




Não gosto nada do Governo , como tenho aqui provado.
Mas este cavalheiro (será?) comparado com a Ministra é um zero à esquerda.
Já agora pergunto-lhe:
Se eram 100000 professores na manif , acrescentando as famílias , os militantes do PCP , Verdes (devem ser poucos , mas enfim) , Bloco de Esquerda, pessoal dos sindicatos , jornalistas e policias à paisana ... diga-me lá quanta gente estava ao todo?

SÓ uma pequena pausa




Hoje vi , perdão ouvi, Carlos Paião ser assassinado.
Na telefonia reproduziram a sua "Pó de arroz" cantada por um tal de Tiago Bettencourt(será assim???).
Não devia ser permitido!!!!!!!!!!!
Espero é que ninguém compre tal "coisa"

O QUE DISSE MONJARDINO

José Miguel Júdice (JMJ) não tem razão. Faz todo o sentido o que se gasta com as Forças Armadas em Portugal. E faz também todo o sentido dizer muito claramente que o que se gasta actualmente não é suficiente para que os militares cumpram todas as missões que lhes têm sido confiadas pelos decisores políticos nacionais nos últimos anos. Esta situação é muito preocupante. No campo da Defesa, o fosso entre os fins políticos e os meios militares tende a ter um preço extremamente elevado.
No artigo A libertação da sociedade militar (Público, 24 de Novembro de 2006 pág. 6), JMJ acusa as Forças Armadas de desperdiçarem o dinheiro dos contribuintes e de asfixiarem a sociedade civil, defende a venda de quartéis e a redução dos investimentos militares em curso e propõe a reforma ou a negociação da saída de um número substancial de militares da função pública. Para JMJ, Portugal deve imitar a Irlanda, um país neutral, e reduzir muito rapidamente o seu orçamento da Defesa dos actuais 2,3% para 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB).
Esta proposta é um desastre para Portugal. Um desastre porque afectaria profundamente a segurança e a defesa do vasto espaço geográfico nacional (em Lisboa há muita gente que se esquece de que os Açores, a Madeira e uma vastíssima área atlântica continuam a ser território nacional). Um desastre porque afectaria profundamente as nossas relações com a NATO e a União Europeia, as duas mais importantes alianças nacionais. Um desastre, finalmente, porque transformaria rapidamente Portugal num novo Condado Portucalense isolacionista. Regressar ao século XII é uma solução barata, mas não é de certeza uma boa opção estratégica nacional nos tempos que correm.
O que parece motivar JMJ não são argumentos estratégicos, mas sim questões essencialmente políticas. JMJ teme que a recente manifestação militar disfarçada de passeio na via pública nos leve de volta aos tempos loucos do Verão Quente de 1975 e à supremacia dos militares sobre os líderes políticos eleitos. Teme também que a pressão dos militares nas ruas leve o Governo a ceder e a perder o seu ímpeto reformista. JMJ tem razão quando se preocupa com as consequências políticas dos passeios na via pública dos militares. Todavia, a solução que propõe sofre de dois grandes problemas.
O primeiro tem a ver com a dimensão do orçamento da Defesa. Em vez dos mencionados 2,3%, o orçamento para 2007 aponta para um gasto na casa dos 1,3% do PIB. Se tivermos em conta a nossa geografia, os objectivos da política externa nacional e as agendas da NATO e da União Europeia, este valor é extremamente baixo. Ao contrário do que JMJ escreve, Portugal não precisa de se libertar de uma sociedade militar que supostamente asfixia o resto do país civil. Não são as Forças Armadas que asfixiam a sociedade portuguesa, mas sim o peso e o funcionamento de toda a máquina burocrática do Estado. Se esta máquina civil tivesse feito a cura de emagrecimento que as Forças Armadas já fizeram e continuam a fazer, estaríamos todos muito melhor.
O segundo problema tem a ver com a noção de fronteira. JMJ tem uma noção de fronteira territorial. Como a Espanha não vai invadir militarmente Portugal, JMJ argumenta que Portugal pode e deve gastar muito menos com as Forças Armadas. Esta noção de fronteira está obsoleta há muitos anos. Na União Europeia e na NATO, os aliados credíveis não têm fronteiras territoriais. Têm fronteiras de segurança e defesa, uma coisa muito mais vasta e exigente do ponto de vista geográfico, orçamental e militar.
Portugal precisa de ter umas Forças Armadas credíveis para defender os seus interesses nacionais e para contribuir para a segurança e defesa da área euro- ‑atlântica, a zona mais rica e integrada do mundo em termos políticos, económicos e militares. E, para isso, a sociedade militar continua a ser indispensável para o presente e futuro nacional. A sociedade militar é e deve continuar a ser o escudo de Portugal.

onda do Jota em 29-11-2006

Como veem o Homem insiste


sexta-feira, 7 de novembro de 2008

PARABENS

Parecia impossível , não era?
Pois , mas não foi.

Espanha presente na Cimeira do G-20 O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, estará presente na Cimeira do G-20 que se realiza no próximo dia 15 em Washington, anunciou a presidência francesa da União Europeia.
Apesar de ser a oitava economia do mundo, a Espanha tinha sido deixada de fora da lista dos convidados dos EUA. O executivo de Zapatero empreendeu uma intensa campanha diplomática para colher apoios no sentido de a Espanha ser incluída na lista. Conseguiu.

Jardim dixit

"A classe política portuguesa e a formação da opinião pública em Portugal tem qualquer coisa de rafeiro, de falta de berço, de falta de qualidade, de falta de grandeza, tudo é muito medíocre, tudo é pé de chinelo em Portugal, é uma república que cada vez nos afastamos mais dela ..."

Às vezes consegue dizer que o rei vai nu!

PORQUE NO TE ....

Mas eu tenho de me calar perante tanta eloquencia e perante uma personalidade que tanto fez e tem feito, altruísticamente, pela Pátria.....



Público, sexta-feira, 7 de Novembro de 2008
Um golpe de Estado dos pequenitos
Parte relevante das Forças Armadas deseja transformar Portugal de modo acelerado num país do Terceiro Mundo
A vitória de Obama e o desejo de (Onde está o Wally?) encontrar nos países europeus alguém com o seu carisma e capacidade empática; a fraqueza legal do diploma que determinou a nacionalização do BPN (e a memória das nacionalizações de há 30 e tal anos). Aí estavam dois temas que me apeteceria abordar. E que, pela sua intensidade, fizeram desaparecer do mapa dos media o assunto a que decidi dedicar desta vez a minha atenção. Para que não fique esquecido.
O caso é verdadeiramente importante e num país normal não desapareceria da circulação com esta rapidez. Estou a falar de declarações do general Loureiro dos Santos e do coronel Vasco Lourenço sobre os riscos que corre a democracia devido ao mal-estar que grassa em cidadãos que, em relação aos outros, têm a particularidade de estar legalmente autorizados a usar armas de fogo.
Estas declarações deixaram-me estupefacto. Cheguei mesmo a pedir que adiassem o golpe de Estado para depois da minha morte. Não me apetecia voltar a ser detido e não tenho dúvidas que - gostando eu de dizer o que penso - seria por certo dos primeiros a malhar com os ossos na cadeia.
Mas ainda fiquei mais estupefacto quando li alguma imprensa a dizer que o general Loureiro dos Santos tinha moderado o seu discurso, pois afirmara que o Governo já estava sensibilizado e seguramente que iria concretizar as soluções possíveis. Isto é, moderar o discurso é neste caso afirmar que a ameaça tinha surtido efeito. O que deve ser lido como uma nova ameaça: se o Governo não concretizar a solução, a tropa virá para a rua e - como nos Tambores de Bronze, de Jean Larteguy - alguns mais exaltados (no romance estavam bêbedos, o que por vezes coincide...) podem fazer disparates.
Vamos a ver se nos entendemos. Admiro o que as Forças Armadas fizeram em vários momentos da nossa História. Saúdo os que em África lutaram dando tempo para que o Poder Político encontrasse uma solução. Admito que estejam a ser vítimas de injustiça. Até percebo que lhes faça pena que um hospital deixe de ser a maior unidade das Forças Armadas e que tenham saudades do tempo em que havia hospitais supostamente especializados para cada ramo das Forças Armadas. Não quero discutir aqui e agora a minha tese de que o Exército e a Força Aérea seriam dispensáveis, mantendo-se apenas uma guarda costeira, uma força de intervenção rápida, forças militarizadas e de segurança e meia dúzia de oficiais generais.
Do que se trata é de outra coisa. Em pleno século XXI, na Europa, pessoas que se presumem estar no exercício normal das suas faculdades mentais fazem-se porta-vozes do mais arcaico procedimento dos militares, o de ameaçar usar as armas em proveito próprio. Devemos, pois, assumir que estão a querer avisar-nos, a nós, civis, de que o risco existe e é real.
Tratar este tipo de declarações como afirmações ridículas de generais saídos de álbuns do Tintim é faltar ao respeito a dois militares que podem ter muitos defeitos, mas que foram dos primeiros a perceber que a tropa que se apossou do poder estava a dar cabo de Portugal e tiveram a coragem - que faltou a muitos outros - de lutar para alterar esse estado de coisas. Pelo meu lado, levo a sério o aviso.
O que significa o óbvio. Parte relevante das nossas Forças Armadas deseja transformar Portugal de modo acelerado num país do Terceiro Mundo, quando no Terceiro Mundo se fazem esforços para acabar com as quarteladas como forma de fazer política. E esta realidade deve ter consequências. Eis algumas delas:
1. O Governo não pode, evidentemente, ceder às exigências dos militares, a partir do momento em que Loureiro dos Santos e Vasco Lourenço verbalizam o risco de golpes de Estado, tiroteio para o ar, pronunciamentos e outros disparates, palavra esta que uso retirando-a da boca do general Loureiro dos Santos para que se não engasgue. Mostra a sabedoria das nações que quando se começa a ceder às ameaças da tropa é cada vez mais difícil parar.
2. O Governo deve saber ler os sinais dos tempos. Tropas ociosas são em regra mais propícias a disparates do que tropas ocupadas. Também isto nos revela a sabedoria das nações. Admito a minha ignorância, mas não consigo vislumbrar muitos motivos de actividade para tanta tropa em Portugal. Mas, seja como for, talvez não fosse disparate que o Governo encontrasse algumas ocupações, entre as quais não me parece que fosse uma desonra mobilizá-los para assegurar a ordem pública em bairros problemáticos.
3. Tropa ociosa e em excesso é sempre um risco e um custo para o erário público. Não percebo a razão de tanto quartel, tanto carro de funções, tanta burocracia armada. Acho que o Governo deveria fazer aplicar com rapidez um programa em que seja fechada a generalidade dos quartéis, e se mandem para casa, com ordenado garantido, parte significativa dos militares, permitindo-lhes que possam aplicar as suas qualidades na vida civil e com isso contribuindo para aumentar a riqueza nacional.
4. O Governo e a Assembleia da República devem, além disso e com prazo certo, concretizar uma reforma profunda da instituição militar. Admito que não cheguem até onde eu sugiro, mas sem dúvida que se pode reduzir drasticamente os quadros do Exército e da Força Aérea, fechar hospitais militares (ou integrá-los no sistema nacional de saúde), acabar com os estados-maiores das armas, diminuindo assim os custos do sistema.
Se calhar nem assim conseguiremos evitar leviandades de militares aborrecidos, injustiçados e armados. Mas talvez, sendo menos, possam fazer apenas golpes de Estado muito pequeninos. Ao estilo do famoso Portugal dos Pequenitos.
José Miguel Júdice
Advogado

Vote Here After Some Campaigning

Vote Here After Some Campaigning

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

AA-AVANTE

Defender o Arsenal do Alfeite!
A iniciativa promovida pela célula do PCP em Outubro deste ano, «Em defesa do Arsenal do Alfeite público, ao serviço da Marinha e do País», teve uma larga participação de trabalhadores do Arsenal, destacando-se entre os convidados organizações representativas dos militares, o Almirante Martins Guerreiro e o Capitão de Mar e Guerra Falcão de Campos.Esta iniciativa, relevando preocupações na defesa do aparelho produtivo nacional enquanto elemento estruturante do desenvolvimento económico, a defesa da soberania e independência nacionais, foi de uma grande oportunidade porquanto se realizou no quadro do estalar da mais profunda crise do sistema capitalista desde 1929. Uma crise que abala o mundo, revelando por um lado o carácter predador e desumano intrínseco à natureza do sistema e por outro a impossibilidade, pela sua essência, de resolver os problemas da humanidade.Ao contrário do que nos querem fazer crer, é o sistema capitalista que está em causa e não qualquer acto de ganância desmesurada: é assim nos EUA, no Japão ou na UE, é assim em Portugal, onde progressivamente se foi abandonando o sector produtivo e se foi transferindo uma enorme massa de capital produtivo para a esfera especulativa ou áreas de obtenção de lucro fácil e rápido.Por isso, não vale a pena Sócrates vir chorar lágrimas de crocodilo, fingir que nada tem a ver com o assunto, criticar o exagero, exigir regulação do mercado e encrespar-se contra o neoliberalismo que ele tanto exaltou.É preciso lembrar que foi o desenvolvimento deliberado de políticas que facilitaram o caminho da especulação, o desaproveitamento da capacidade produtiva instalada e a não dinamização do aparelho produtivo do País, por parte de sucessivos governos, que conduziu Portugal ao agravamento do défice alimentar, industrial, energético e tecnológico e a uma cada vez maior dependência do estrangeiro.O ataque que desde há muito tem vindo a ser realizado pelos sucessivos governos contra o Arsenal do Alfeite não é separável da divisão internacional do trabalho capitalista, na qual se integra a ofensiva que tem vindo a ser feita contra a indústria de reparação e construção naval, com a entrega ao grande capital de empresas nacionalizadas de prestígio internacional, produzindo a destruição de milhares de postos de trabalho, precarizando outros tantos, destruindo uma potencialidade nacional.Este ataque conduziu, particularmente desde a década de 90, ao desaproveitamento e não modernização dos meios tecnológicos e humanos, à sua não adaptação às exigências que se colocam ao exercício da actividade de sempre do Arsenal desde o século XIV e enquadra-se no objectivo de privatizar tudo aquilo que, segundo a sua concepção e opção, o Estado não esteja vocacionado para fazer.O Governo do PS, agindo em conformidade com a essa concepção, pretende, sob o argumento do desajustamento estrutural do Arsenal, da necessidade de modernização e requalificação, entregar ao sector privado um estabelecimento industrial público com enormes potencialidades técnicas e humanas, cuja credenciação e qualidade dos trabalhos executados é reconhecida internacionalmente, e que desde sempre esteve e está vocacionado para servir a Marinha Portuguesa e Portugal e contribuir para a defesa da soberania do País.Uns produzem, outros colhemQuando tanto se clamou contra as nacionalizações; quando tanto se exige que o Estado deixe de ter intervenção e um papel importante na estrutura produtiva e financeira do País, com a detenção da totalidade ou de uma parte importante do seu capital; quando tanto se bramiu com a necessidade de deixar funcionar o mercado, verificamos que afinal quando o mercado deixa de funcionar para beneficiar o grande capital, quando estão em causa os interesses dos capitalistas, o Estado aí está a intervir, como em Portugal, servindo inteiramente os interesses do capital.Aquilo a que assiste desde há muito por parte do Estado – de classe e ao serviço dos grandes interesses económicos e financeiros – é a uma deliberada política de desinvestimento na área produtiva como acontece com o Arsenal, preparando o terreno para justificar medidas conducentes à sua entrega ao capital nacional e estrangeiro que domina os estaleiros navais a nível nacional e mundial.Os argumentos da flexibilidade da estrutura produtiva e das formas de gestão, do aumento da competitividade, da dotação de maior capacidade para intervir no mercado e do redimensionamento dos recursos humanos, que os «técnicos» ao serviço da política de direita hoje sustentam, mais não visam que privatizar e despedir.Na verdade, o interesse privado aguça vários apetites relativamente ao Arsenal, desde logo a sua localização territorial, mas também o facto de, à partida, estar assegurada a viabilidade económica daquilo que resultaria do processo de privatização, através de contratos com a Marinha Portuguesa.Ou seja, o Estado dá a terra e as sementes e o capital privado colhe a «produção» ou, melhor dizendo, os lucros. A actual tentativa de privatização do Arsenal não é separável do contexto de integração capitalista, nem do profundo ataque que o Governo PS está a desferir contra a administração pública e os seus trabalhadores.É assim que o actual quadro legislativo, decorrente da ofensiva contra a administração pública e os seus trabalhadores, a aplicar a partir de Janeiro de 2009, introduz desde já elementos que procuram reconfigurar as relações laborais a uma perspectiva de Estado e de exercício das suas funções que entra em conflito com a Constituição da República Portuguesa.Esta ofensiva contra o Arsenal é sucedânea de outras oriundas dos partidos da política de direita, PS, PSD e CDS-PP, até aqui derrotadas pela unidade e a luta dos trabalhadores.Também esta será derrotada.É preciso afirmar que há outro caminho capaz de garantir o futuro do Arsenal e dos seus trabalhadores e contribuir para o desenvolvimento industrial do País. Esse caminho foi apontado pelo PCP e pelos trabalhadores.
In. "Avante"