sábado, 17 de novembro de 2007

Brás Mimoso


Na formatura do tempo, a chamada é cíclica para aqueles que vão teimando em marchar em frente. E no pelotão do OC, hoje ouve-se o teu “Presente!”. Que o oiçamos por muitas e muitas outras vezes, com a boa disposição e filosofia de vida peculiar contagiante com que nos habituaste, é o que te desejo num grande abraço.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Certificação e improvisação

O recente acidente de helicóptero em que faleceu o piloto durante o combate a um incêndio veio levantar a questão da certificação dos pilotos de aeronaves e da responsabilização pelas qualificações requeridas para todo o pessoal navegante, o que podemos estender também ao mar. Empresas idóneas como a TAP formam os seus pilotos e qualificam-nos segundo padrões aprovados pelo INAC, a Força Aérea e a Marinha fazem-no igualmente e certificam os seus pilotos segundo padrões cuja responsabilidade final pertence ao Estado. No caso vertente, uma empresa acabada de formar, ainda em processo de licenciamento como operador de trabalho aéreo pelo INAC e com o programa de treino dos pilotos em fase de aprovação, emprega um dos seus contratados para uma missão para a qual alegadamente não estava certificado. Vem a público também que o próprio helicóptero só tem estado a operar porque foi declarada aeronave do Estado, o que o isenta (!) de determinadas obrigações!
O cenário parece claro: É preciso dar uma resposta rápida no combate aos incêndios. Forma-se uma empresa, contrata-se pessoal e compram-se as aeronaves, tudo à pressão porque é preciso apresentar resultados. É a Associação dos Pilotos Portugueses de Linha Aérea que vem lembrar aos responsáveis dos operadores aeronauticos que "devem sempre saber resistir às pressões de natureza económica e política que sobre eles recaírem".
Desejavelmente o inquérito dirá como tudo isto se conjugou para que se desse o acidente.
O rigor que compreensivelmente se aplica na navegação aérea deveria sê-lo também na navegação marítima, no entanto não é isso que se verifica. É com espantosa facilidade que se obtém uma Carta de Navegador de Recreio, a Escola de Pesca e de Marinha de Comércio está em vias de extinção, forças de segurança navegam pelos rios e pelo mar sem que se lhes conheça uma escola! Alguém se admira que haja acidentes? Claro que depois a culpa é da Marinha que não salvou os naufragos a tempo.

Bush e o Português Língua Segunda

Para quem não viu aqui está ... de notar os aplausos finais!!!

Loureiro de Sousa



Outro dos de há muito ausentes.
Mas hoje é dia de relevação destas faltas e de te endereçar um abraço de parabéns pelo teu aniversário.
Que contes muitos outros é o que te desejo.
Quem souber do teu paradeiro, que faça o favor de te informar dos nossos encontros e para eles te convocar.

Pinto Machado



Um abraço de parabéns neste dia do teu aniversário.
Que contes muitos outros com plena saúde, que a vivacidade e alegria de viver não te faltem e que as continues a partilhar connosco nos almoços e no blogue, é o que te desejo.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O HOSPITAL DA MARINHA É NOSSO?

É sim Senhor , de todos , independentemente da situação em que estejam.

São palavras escritas , a mim , pelo Senhor Almirante CEMA , em simpática resposta que deu à exposição que fiz sobre a recusa do serviço de estomatologia do Hospital de Marinha em atender os Reformados.

O Director do Hospital também me falou , dizendo " que houve uma deficiente forma de comunicação , e que só serão adiados os casos de tratamentos ou consultas de rotina.
Os Reformados , pelo seu elevado número , foram , ou são , neste caso os prejudicados até porque são muitos....."

Pois podem ser muitos , mas foram , e são , os que maior nome e glória deram á Marinha.
A resposta , porém , do Almirante CEMA é que me parece a que eu esperava ter.
E será a que vou seguir.

Temos CEMA

Amanhã... faz anos

José Saramago

José Saramago nasceu a 16 de Novembro de 1922, em Azinhaga, no concelho da Golegã.
Ficcionista, cronista, poeta e autor dramático, foi o primeiro autor português distinguido com o Prémio Nobel da Literatura, em 1998, consagrando o prestígio das letras portuguesas contemporâneas além-fronteiras.
Figura de primeiro plano da literatura contemporânea nacional e internacional, a sua obra encontra-se traduzida em diversas línguas, sendo objecto de vários estudos académicos. Revelou-se como poeta com a colectânea Os Poemas Possíveis (1966), a que se seguiria Provavelmente Alegria (1970), desenvolvendo, simultaneamente, uma longa experiência como cronista, coligida nos volumes Deste Mundo e do Outro (1971), A Bagagem do Viajante (1973), As Opiniões Que o D. L. Teve (1974) e Os Apontamentos (1976).
Destes dois registos fez o campo de ensaio, para, com 44 anos, encetar uma amadurecida carreira de romancista, que deixaria para trás experiências ficcionais ainda não suficientemente reveladoras, como Terra de Pecado, de 1947.
Manual de Pintura e de Caligrafia e Levantado do Chão são os dois primeiros títulos de uma actividade romanesca que, concebida como registo privilegiado para uma interrogação sobre a relação entre o homem e a História, entre o individual e o colectivo, entre o escritor e a sociedade, nos anos 80, conhece um sucesso fulgurante, junto do grande público e da crítica especializada.
É durante esta década que publica os títulos que o celebrizaram, como Memorial do Convento (1982), O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984) ou A Jangada de Pedra (1986).
Posteriormente publicou outras obras, de entre as quais merecem menção História do Cerco de Lisboa (1989), O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1992), Ensaio sobre a Cegueira (1996), Todos os Nomes (1997), A Caverna (1999), Ensaio sobre a Lucidez (2004) e As Intermitências da Morte (2005).
A bibliografia de José Saramago abrange ainda textos teatrais (Que Farei Com este Livro, A Segunda Vida de São Francisco, In Nomine Dei, Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido), o registo diarístico encetado com a edição de Cadernos de Lanzarote e ainda uma breve incursão à literatura infanto-juvenil com A Maior Flor do Mundo, de 2001, livro escrito em parceria com o ilustrador João Caetano, que acabou por receber o Prémio Nacional de Ilustração atribuído nesse ano.
José Saramago, comendador da Ordem Militar de Santiago de Espada desde 1985 e cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras Francesas desde 1991, tem recebido ao longo da sua carreira numerosas distinções. Para além do prémio Nobel, foi galardoado, entre outros, com: o Prémio Bordalo de Literatura da Casa da Imprensa, em 1991; o Grande Prémio Vida Literária, atribuído pela APE, em 1993; o Prémio Camões, em 1995; e o Prémio de Consagração de Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores, em 1995. Em 1999 foi doutorado Honoris Causa pela Universidade de Nottingham, em Inglaterra; em 2000 pela Universidade de Santiago, no Chile; e, em 2004, pela Universidade de Coimbra, em Portugal, e pela Universidade de Charles de Gaulle-Lille III, em França.

A defesa da língua portuguesa volta a atacar

No "Público" de hoje, em artigo publicado numa das últimas páginas, cito de memória o que dizia o nosso conceituado constitucionalista e ex-oficial da RN Jorge Miranda:

1 - O sr. Ministro Mariano Gago, sugeria (ou propunha ?), num encontro de altos responsáveis, que os segundos ciclos dos mestrados Bolonha, fossem feitos em inglês.
2 - As sessões do Conselho Científico da Faculdade de Economia da Universidade Nova, eram realizadas em inglês.

Será de acreditar, mesmo vindo a notícia de quem vem?

Se assim fôr, será que não há quem, mesmo pestilento, tenha mão no desprezo galopante por este nosso património cultural que intansigentemente devíamos defender "dentro"e até promover "fora" que é a nossa língua? Ou será que já não lhe reconhecem dignidade suficiente para lhe suster o cinto das calças?

1807-Embarque da Familia Real para o Brasil




No final a inauguração da exposição é dia 29 de Novembro e não 21 como disse anteriormente.

A propósito este senhor feio parace qu não foi tão mau Rei como o pintaram até há pouco tempo.

Não percam a exposição!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

OE e NPO

Vi ontem, pela televisão, parte da discussão (na especialidade, Defesa) do Orçamento do Estado para 2008. Confesso que fiquei um pouco desapontado pois pareceram-me as perguntas das várias bancadas um pouco primárias e feitas apenas para mostrar serviço e presença, pareceram-me as respostas do Ministro da Defesa (o aprendiz de feiticeiro, como lhe chama o OCeano JNB) carregadas de vacuídade e lugares comuns, pareceu-me, enfim, que uma discussão do Orçamento na especialidade não devia ser assim. Se as outras áreas forem discutidas da mesma forma ... estamos conversados. Fiquei a saber que o primeiro navio de patrulha oceânica, cuja construção nos estaleiros de Viana do Castelo está atrasada, deverá ser entregue à Marinha “até Dezembro de 2008”. Vale o que vale esta afirmação ... ainda alguém se lembra com que ministro foi assinado o contrato dos NPO e qual a data então indicada para a primeira entrega?

Hipólito Caroço


Por onde andas que nunca mais nos deste o prazer de te ver e sobretudo ouvir?
Será que os encantos da Lagoa te prenderam definitivamente?
Para onde quer que andes, aqui vai um abraço de parabéns pelo dia de hoje, com votos de muitos e bons outros.
Aparece.

domingo, 11 de novembro de 2007

Jota




No dia dos anos dele, o nosso Jota estava a ver a "Vocação de S. Mateus", de Caravaggio.

Só depois se lembrou que Caravaggio é nome proscrito pelo tio MPM.( Vide Scolari)

Mas o mal estava feito!!!

Dia do Armistício

11 Horas de 11/11/1918, calaram-se os canhões da Grande Guerra. Este é o dia por excelência de recordação dos combatentes mortos nos mais variados conflitos, nos países europeus. Sigo sempre em directo as cerimónias em Londres, junto do cenotáfio de White Hall, onde atingem uma dimensão e um significado sem paralelo. O desfile dos antigos combatentes e a deposição de coroas de papoilas, com a participação da família real e do governo, causam um arrepio e uma emoção sem igual. Os aplausos da multidão e o respeito que demonstram fazem os velhos marchar de peito inchado e as cadeiras de rodas, agora eléctricas, rolarem com galhardia ao som do It's a long way to Tiperary. Vão cegos,vão viuvas, gurkas, árabes, gente de todas as guerras.
Não há protestos, queixas, insultos ou pieguices!
Como é diferente o amor (aos militares) em Portugal...

Bom dia Oceanos.

E hoje que é dia de S. Martinho. Sabiam?