sábado, 13 de outubro de 2007

Notícias de Lagutrop (o país do outro lado do espelho)


Uma charada para o senhor de Santos:

Com sul
Sem norte

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

COLOMBO


Dizem que foi neste dia, em 1492, que ele avistou a primeira terra do novo mundo. Sem ele não teriamos o consul de Santos nem o Bush dos States.

OFENSA

(As Necessidades)

Recebi hoje o documento que se segue, vindo do Jorge Beirão Reis e João Bandeira Ennes. É-me difícil classificar o acontecimento relatado, o qual envolve o nosso OCeano Leopoldo Bastos Jorge. O JBR diz que é inacreditável, o JBE chama-lhe insólito ... eu diria que é uma vergonha de todo o tamanho. Custa-me acreditar que o nosso país seja representado no Brasil (cônsul em Santos) por uma criatura deste quilate e espero que seja dado o máximo de publicidade ao acontecido, na esperança de que chegue aos ouvidos de quem possa tomar as medidas adequadas. Um grande abraço de solidariedade para o OCeano ofendido.


1ª MENSAGEM – O PEDIDO


Exmo. Sr. Dr. Fernando Manuel de Gouveia Araújo

DD. Cônsul de Portugal em Santos

Apresento a V.Exa. os meus melhores cumprimentos e tomo a liberdade de formular a presente mensagem para solicitar a inclusão do meu nome, e o de minha mulher, na lista de convidados para a recepção a realizar-se na noite de amanhã, 09AGO07, a bordo do N.E. "Sagres", comandado pelo CMG José Luís do Vale Matos e, presentemente, atracado ao cais do porto de Santos. Tal solicitação, aparentemente inusitada, prende-se ao facto de que eu e minha mulher nos conhecemos a bordo daquele navio há 38 anos atrás, por ocasião de uma recepção oferecida pelo comando do navio no dia 17 de Julho de 1969. Àquela época, eu integrava a guarnição de oficiais, no desempenho das funções de chefe do serviço de electrotecnia e de instrutor de arte naval moderna, tendo permanecido embarcado no citado navio até meados de 1971. Entretanto, por haver contraído matrimónio com a jovem que havia conhecido naquela ocasião, pedi a passagem à reserva da Armada e fixei residência no Brasil em 1975. Em reconhecimento da minha conduta, o Governo Português nomeou-me Cônsul Honorário em Paranaguá, cargo que exerço desde Junho de 1992 até a presente data. Em 1986, eu e minha mulher retornámos ao N.E. "Sagres", desta feita sob o comando do Capitão-de-fragata Castanho Paes, do qual fui contemporâneo na Escola Naval, para rememorarmos o início de nossa união. Passaram-se 21 anos e, pelo retrospecto apresentado, é indisfarçável a vontade de revermos o navio em circunstâncias muito semelhantes às de 38 anos atrás. Os motivos invocados serão certamente suficientes para sensibilizar V.Exa. a atender o meu pedido. Afinal, sou Oficial da Marinha de Guerra Portuguesa, fui Oficial do N.E. "Sagres" e sou Cônsul Honorário de Portugal.
Por fim, mas não menos importante, gostaria de enfatizar a V.Exa. que o pedido que aqui formulo não tem nenhuma outra motivação que não seja a de continuar a cultuar o que, por razões que se sobrepõem à fortuitidade, se constituiu no ícone de nossa Família.
Por razões de horário, não será provável que tome conhecimento da decisão de V.Exa., já que tenciono sair de Paranaguá para Santos cerca das 09 horas. Por, esse motivo, solicito respeitosamente que a resposta seja passada a meu filho; Dr. Gustavo Aulicino Bastos Jorge, residente em Santos, que atenderá pelo telefone móvel 8133-8914, e nos informará a tempo de nos prepararmos para o evento.
Por razões de hierarquia, estou dando conhecimento desta mensagem à Exma. Sra. Cônsul de Portugal em Curitiba, Dra. Patrícia Gaspar, que nos lê em cópia.
Limitado ao exposto e antecipadamente grato pela atenção dispensada ao conteúdo da presente, valho-me da oportunidade para reiterar os meus respeitosos e cordiais cumprimentos.

Atenciosamente

Leopoldo Câmara de Oliveira Bastos Jorge

Cônsul Honorário de Portugal em Paranaguá



Dados de identificação
Leopoldo Câmara de Oliveira Bastos Jorge RN E W159849-7
Maria Cecília Aulicino Bastos Jorge RG 3.034.980-6




2ª MENSAGEM - A RESPOSTA


Exmo Senhor Leopoldo Bastos Jorge,


Acuso a recepção do seu e-mail de ontem, dia 09.08.2007, que li atónito e com o respeito que me merecem todas aquelas pessoas que, em alguns países mais que outros, pretendem ser incluídas em listas de eventos com os quais nada têm a ver invocando argumentos muitas vezes inconsistentes e que, sem querer, prejudicam o trabalho de que está a trabalhar, com uma obsessão "convidativa" muitas vezes pouco saudável.
Minha colega Dra. Carla Grijó, Cônsul em Curitiba, com um excelente profissionalismo mas ignorando estar eu em reunião com o Perfeito de Santos, seguidamente com o Presidente da Câmara Municipal da Cidade, seguida de cerimónias militares presididas pelo Comandante da Polícia Militar de Santos, etc, telefonava-me insistentemente referindo um assunto de Vexa, que, a princípio, pensei ser algo grave.
Felizmente não era. No fundo, não era nada. .
Senhor Leopoldo Bastos Jorge,
Talvez por nunca me ter passado pela cabeça pedir a minha inclusão num evento social a que sou alheio e para o qual não fui convidado, sempre me impressionaram comportamentos desse tipo.
Conheci minha mulher em Londres quando, por coincidência, éramos dois turistas visitando o Palácio de Buckingham. Por motivos profissionais, tive ocasião de cumprimentar e de estar com membros da Família Real Inglesa. Pergunto a Vexa: Acha que isso me dá o direito de enviar e-mails ao Embaixador da Grã-bretanha em Brasília ou ao Cônsul -Geral em São Paulo para solicitar a minha inclusão em listas de convidados para casamentos da Casa Real Inglesa, banquetes nos Palácios Reais, ou visitas ao Brasil da Rainha de Inglaterra? E que dizer dos cinco últimos Presidentes da República Federativa do Brasil que tive a honra de conhecer e em cujo país sou Cônsul de Carreira ? Porque não estou incluído nas listas de convidados do Palácio da Alvorada uma vez que ali tive o prazer de jantar duas vezes?
Espero sinceramente que tenha conseguido entrar na recepção ontem oferecida a bordo da Sagres.

Com os melhores cumprimentos,


Fernando Araújo, Cônsul em Santos



3ª MENSAGEM – A RÉPLICA


Excelentíssimo Senhor Fernando Araújo
Cônsul em Santos



Acuso o recebimento da sua mensagem de 10 de Agosto, que só pude ler ao final do dia 14 por ter ficado ausente de minha residência desde o dia 09, pelo motivo maior que já é do conhecimento do Senhor Cônsul. Escusado será dizer, mas digo-o para que não paire nenhuma interpretação dúbia com relação ao que aqui, a seguir, vou dizer, que, vindo de pessoa tão ilustre e merecedora de todo o meu respeito, o conteúdo de sua mensagem mereceu a minha mais atenta leitura e reflexão que, no entanto, não levaram mais do que algumas horas de insónia para coordenar o pensamento sobre os reais motivos de uma resposta tão eivada de melindres a um pedido obsequioso – leia-se solicitação – de inclusão de um casal em uma lista de convidados que, mais tarde, vim a saber conter cerca de 120 pessoas. Não obstante haver, de forma explícita, assegurado ao Senhor Cônsul que nenhum outro propósito me guindava no pedido inusitado – até eu achei que era – que não fosse o de reviver momento tão importante de minha vida, incontestável divisor de águas, fui, injustamente, qualificado de insano e irresponsável convidado obsessivo, cujo doseamento das ditas "invirtudes" se agravou por residir num país aonde tal prática é comum, mas em cujo território V.Exa. garante o seu sustento e é, pelo seu listar de reuniões, homenageado e considerado ao extremo.
O conteúdo da mensagem de V.Exa. – e não "Vexa", usado á guisa de tratamento depreciativo – não me deixa alternativa senão rebate-lo, ponto a ponto. Diz o Senhor Cônsul que conheceu sua mulher numa visita ao Palácio de Buckingham, como turista. Há-de V.Exa. convir que qualquer pessoa, com um punhado de libras na mão, poderia estar nas mesmas circunstâncias e que o Senhor poderá reviver esse momento em qualquer outra oportunidade, bastando-lhe, para tal, estar em Londres e ter esse punhado de libras na mão. Pretende V.Exa. querer comparar situações tão díspares que o resultado, por haver partido de premissas erradas, não podia deixar de ser preconceituoso, inconsistente e impróprio. V.Exa. não é cidadão inglês, nunca terá servido no Palácio de Buckingham e tão-pouco foi membro da Família Real Inglesa. Eu sou cidadão português, o Navio Escola "Sagres" é território português – como ensina o jurista Eduardo Henrique Serra Brandão no seu tratado de Direito Internacional Marítimo – servi por dois anos a bordo do citado navio como Oficial da classe de Marinha, Chefe do Serviço de Electrotecnia e Instrutor de Arte Naval Moderna,
continuo a ser Oficial da Armada e sou Representante do Governo Português desde Junho de 1992, conforme Diploma assinado por S.Exa. o ex-Presidente da República, Dr. Mário Soares. Diz V.Exa. que teve "ocasião de cumprimentar e estar com membros da Família Real Inglesa" enquanto eu posso dizer-lhe que o bordo da "Sagres» – que V.Exa. compara ao Buckingham Palace – já fui recebido, e continuá-lo-ei a ser, com honras militares prestadas por Homens de elevada projecção nacional, de notável saber profissional, ilibada conduta militar e cívica, generosos e simples ao extremo e que, por todas as virtudes e qualidades enunciadas foram guindados ao comando do navio que é o embaixador das tradições marítimas de Portugal. Diz V.Exa. que " . . . no fundo, não era nada." Quem é o Senhor para fazer afirmativas que não lhe competem? Se a frase desdenhosa tivesse – mas não teria sido, com certeza – dita pelo Capitão-de-mar-e-guerra José Luís do Vale Matos, Comandante da Sagres, eu teria, como oficial subordinado, que acatar a sua decisão e se achasse que a conduta do meu superior tinha sido ofensiva apresentaria a competente representação aos seus superiores hierárquicos. É assim que se age, sejam quais forem as circunstâncias, as pessoas, os lugares e os motivos.
Diz V.Exa. que nunca lhe passou pela cabeça pedir a sua inclusão num evento social a que é alheio. Lembre-se V. Exa. que, por circunstâncias geográficas, se a "Sagres" tivesse aportado a Paranaguá eu não teria precisão de pedir a minha inclusão na lista de convidados.
Impressionam-no, negativamente, pedidos como o que respeitosamente lhe dirigi; em contrapartida, orgulho-me de sentar junto à tela de um computador com gente humilde que procura o meu apoio para conseguir descobrir as origens dos seus antepassados e conseguirem, através de pedido de nacionalidade, ser acolhidos à sombra da bandeira das 7 quinas. Orgulho-me de ser considerado um bom anfitrião, bem à moda portuguesa, recebendo irmão de governador com a mesma cordialidade com que recebo a mais humilde das secretárias; orgulho-me, e muito, da mulher que tenho, uma brasileira de imenso coração português que nas comemorações do último 10 de Junho realizou um concerto de piano, executando peças do grande compositor português Vianna da Motta, sem que para isso tivesse, sequer, cogitado receber qualquer cachê. Orgulho-me, sim, Senhor Cônsul, de prestar serviços ao meu País sem que para tal seja sequer reembolsado das mais elementares despesas.
Poderia prosseguir num, quiçá infindável, arrazoado de motivos pelos quais me orgulho de ser, talvez, a pessoa que, entre os 122 convidados, mais motivos reuniria para estar presente na recepção a bordo da "Sagres". Ao invés, prefiro resumi-los dizendo-lhe que enquanto V.Exa. vive de ser Cônsul eu vivo para ser Cônsul.
Por fim, e ainda merecendo todo o respeito que devoto a todas as pessoas, quero agradecer a V.Exa. os votos formulados para que tivesse "conseguido entrar na recepção". Não, Senhor Cônsul. Não é prática minha ir aonde não sou convidado e desejado. Tenho a certeza de que, por motivos de foro íntimo, não conseguiria suportar ver barrada a minha entrada, e muito menos a da minha mulher, na casa aonde vivi por dois anos e cujo piso é o chão do País que tanto amo e respeito, a ponto de representá-lo honorariamente.

Respeitosamente

Leopoldo Câmara de Oliveira Bastos Jorge
Cidadão Português



P.S. Em Agosto de 1998 visitava pela "enésima" vez o Mosteiro dos Jerónimos. Ao consultar o livro de comentários deparei-me com um, escrito em inglês, cuja autoria não me recordo mais e que, traduzido livremente, dizia o seguinte: "Quem cuida assim dos seus monumentos não é merecedor da sua história".

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

MEU CARO NUNES


CONTINUO OU DESISTO?
Diz Chaplin ao ler o nosso blog

A FILHA DO CAPITÃO

O Senhor José Rodrigues dos Santos resolveu imitar o Sr. Comendador (meu colega!, passe a imodestia) Joe Berardo e desibernar , atirando a direito.

Como não é Comendador mas Escritor , e o pecúlio já será elevado (nem imaginam quanto ganha) ou , melhor ainda , os convites tentadores , resolveu puxar da MG42 e atirar aos melros.

Tanto quanto sei a sua zanga em 2005 , foi tão sòmente provocada pela nomeação , pela Administração-como deve ser- da Jornalista Rosa Veloso para Madrid , em vez de L. Silva e Costa , como ele desejava.

Ora a jornalista Silva e Costa vinha de Bonn , além de que , tratando-se da representação no exterior , é mais que lógico que seja a Administração a escolher , e não é suposto percorrer as capitais europeias. Há muito que ninguém a vê , pois está em Cabo Verde , e pelos vistos a gozar a vida.
E por isto todo este barulho.

Tem Pai que é cego......

FOI HOJE A PLENÁRIO

Foi hoje a plenário na AR (230 sujeitos) a lei que regressou de Belém , sobre a responsabilidade do Estado , e que , de novo , vai ser votada por unanimidade .

É inédito , e não deixa de ser muito curioso , que o PR vete uma lei aprovada por unanimidade e ainda por cima que nunca mencione o verbo "veto" , e antes se fique "pelas encolhas" passe a expressão e dê argumentos tais como a provável exigência ao erário público.
Ou será que o Presidente da Republica viu outra coisa e não quiz dize-lo claramente?

Será que o Senhor Preidente viu que todos os orgãos e funcionários do Estado iriam ser responsabilizados por práticas lesivas , `*a excepção dos JUIZES? E se calhar pensou "e então os militares e os agentes de segurança em questões extremas?"

Mas como neste País não se pode tocar nos Juizes , fez o que fez.

Por mim bem

Os Tudor

Está a correr na RTP 1 uma excelente série de produção irlandesa e canadiana intitulada Os Tudor . Só que ontem apareceu um episódio bizarro. O rei Henrique VIII tratou de mandar casar a sua irmã mais velha, Margaret Tudor, que teve uma vida complicada, com o rei de Portugal, um velho caquético a dar as últimas. A rapariga tinha outras ideias e, passados dias depois do casamento, abafa o rei com uma almofada e lá consegue voltar a Inglaterra com o seu amante. E assim morreu o rei de Portugal! Ora isto passa-se em 1521, que foi realmente o ano da morte de D. Manuel, mas como sabemos, ele teve três mulheres e nenhuma inglesa. No próprio site da série, na internet, estão as verdadeiras biografias dos personagens da série e podemos ver que a tal Margaret teve três maridos mas nenhum português. Por outro lado as cenas passadas em Portugal apresentam-nos como um bando de trogloditas. Até o rei, a ir para a cama na noite de núpcias, tem os pés todos sujos ( e os ingleses que gostam tanto do banhinho ...).
Enfim, é a dose de preconceito e de falta de rigor histórico no que respeita aos não anglo-saxónicos a que estamos habituados.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

ALMOÇO CURSO

Como não houve cobertura fotográfica , pois o nosso Nunes ausentou-se , tenho de pôr esta foto de Almirante da Real Armada , em homenagem ao nosso Pereira Vale acabado de ressuscitar e que tanta alegria me deu vê-lo como novo.

Aliás este almoço teve para mim uma homenagem que guardarei , comovido , para a vida inteira.
Fui , em conjunto com o Infelon , autorizado a repastar na mesa dos Exmos Almirantes. Quanto ao Bastos , òbviamente que o deixaram sem pestanejar. Quem se atreveria a refilar?

Mas em relação a mim foi uma honra. Diria mesmo uma Legião de Honra. Só lá faltou o Beiron, carago, que fugiu para a mesa dos penicos .

Eu gosto sempre destes momentos. Seja na Cooperativa ou no Club ou onde seja.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

FAUSTO CORREIA

Foi embora , assim , sem se despedir de ninguém , aos 55 anos.

Foi meu colaborador na ANOP (chefe da delegação de Coimbra) e meu Amigo até hoje.

Era deputado europeu e sonhava ganhar a Câmara da sua terra.

Bom Homem.

Que descanse em paz


O PEIXE QUE ME VENDERAM

Contaram-me que os cartões (já vou em 3) do ADM foram feitos em Itália (!!!!!) , pois a encomenda requereu concurso internacional(!!!!!!).

Bom. Os meus dados pessoais foram , assim , também para Itália e , neste momento não sei se estarão nas grutas do Afeganistão.

Para além deste problema , este abuso que pode ser grave (um jurista como o nosso Fernão poderá dize-lo) , vejam só quanto teria custado .

Também há quem diga que o codigo da barra que lá está nem sempre condiz com o do proprietário.

Será que o Dr. Luis Amado , que é o culpado desta borrada de acabar com a ADMA , está a par destas barracadas?

A REN

Parece que o presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN), um senhor que se chama José Penedos, garantiu (!) que as redes de muito alta tensão não causam problemas de saúde. Sabe-se que tem havido vários protestos da população, um pouco por todo o lado, sobre a edificação de várias torres, algumas delas a escassas dezenas de metros de escolas e habitações, as quais criam situações pouco dignas para um país que se diz civilizado. O Supremo Tribunal Administrativo já determinou o encerramento de uma linha (Fanhões - Trajouce) mas o senhor acima citado continua a empatar o processo e a linha mantém-se em funcionamento. Eu cá, se pudesse, fazia o seguinte: colocava o presidente da REN e família (mulher, filhos e netos) a viver numa casinha mesmo debaixo de uma dessas torres ... sempre queria ver quantos minutos demorava ele a mandar desligar a corrente.

Godinho Veiga


Crendo que a NET já chegou a Borba, aqui vai um grande abraço por este teu dia festivo, com votos de muitas repetições.
Quando desceres à civilização, sem ofensa para essa magnífica terra, contacta com a malta.
Se alguém te puder fazer chegar esta notícia, agradeço-lhe que o faça.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

OLÁ OC - 9 de Outubro

ERNESTO “CHE” GUEVARA

Nascido em 14 de junho de 1928 na cidade de Rosário, Guevara foi o primeiro dos cincos filhos do casal Ernesto Lynch e Celia de la Serna y Llosa. Desde pequeno que sofria ataques de asma e por essa razão, aos 12 anos, mudou com a família para as serras de Córdoba.
Em 1947, entra na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires desenvolvendo logo um especial interesse pela lepra. Em 1952, realiza uma longa jornada pela América do Sul com o melhor amigo, Alberto Granado, percorrendo 10.000 km em uma moto Norton 500, apelidada de 'La Poderosa'. Observam, interessam-se por tudo, analisam a realidade com olho crítico e pensamento profundo. Os oito meses dessa viagem marcam a ruptura de Guevara com os laços nacionalistas e dela se origina um diário. Aliás, escrever diários torna-se um hábito cultivado até a sua morte.
No Peru, trabalhou com leprosos e resolveu tornar-se um especialista no tratamento da doença. Che saiu dessa viagem chocado com a pobreza e a injustiça social que encontrou ao longo do caminho e identificou-se com a luta dos camponeses por uma vida melhor.
Mais tarde voltou à Argentina onde completou seus estudos em medicina. Foi convocado para o exército, porém no dia da inspeção médica tomou um banho gelado antes de sair de casa e na hora do exame teve um ataque de asma. Foi considerado inapto e dispensado.
Já envolvido com a política, em 1953 viajou para a Bolívia e depois seguiu para Guatemala com seu amigo Ricardo Rojo. Foi lá que Guevara conheceu Ñico Lopez, amigo de Raúl Castro.
Da Guatemala foi para o México, onde reencontrou Ñico Lopez, que o levou para conhecer Raúl Castro. Raúl tornou-se rapidamente amigo de Che e apresentou-o ao seu irmão mais velho, Fidel, que se tornou seu amigo instantaneamente.
Tiveram então a famosa conversa de uma noite inteira na qual debateram sobre política mundial e, ao final, estava acertada a participação de Che no grupo revolucionário que tentaria tomar o poder em Cuba. A partir desse momento começaram a treinar táticas de guerrilha e operações de fuga e ataque. Em 25 de novembro de 1956 os revolucionários desembarcam em Cuba e refugiam-se na Sierra Maestra, de onde comandam o exército rebelde na bem-sucedida guerrilha que derrubou o governo de Fulgêncio Batista. Depois da vitória, em 1959, Che torna-se cidadão cubano e vira o segundo homem mais poderoso de Cuba. Marxista-leninista convicto, é apontado por especialistas como o responsável pela adesão de Fidel ao bloco soviético e pelo confronto do novo governo com os Estados Unidos.
Guevara queria levar o comunismo a toda a América Latina e acreditava apaixonadamente na necessidade do apoio cubano aos movimentos guerrilheiros da região e também da África.
Da revolução em Cuba até sua morte, empreendeu três mal-sucedidas expedições guerrilheiras.
A primeira na Argentina, em 1964, quando seu grupo foi descoberto e a maioria morta ou capturada.
A segunda, um ano depois de fugir da Argentina, no antigo Congo Belga, mais tarde Zaire e atualmente República Democrática do Congo.
E por fim na Bolívia, onde acabaria executado. Sem a barba e a boina tradicionais, disfarçado de economista uruguaio, Che Guevara entrou na Bolívia em novembro de 1966. A ele se juntaram 50 guerrilheiros cubanos, bolivianos, argentinos e peruanos, numa base num deserto do Sudeste do país. O seu plano era treinar guerrilheiros de vários países para começar uma revolução continental.
Guevara foi capturado em 8 de outubro de 1967. Passou a noite numa escola de La Higuera, a 50 quilômetros de Vallegrande, e, no dia seguinte, 9, por ordem do presidente da Bolívia, general René Barrientos, foi executado com nove tiros numa escola na aldeia de La Higuera, no centro-sul da Bolívia, no dia seguinte à sua captura pelos rangers do Exército boliviano.
A sua morte, no dia 9 de outubro de 1967, aos 39 anos, interrompeu o sonho de estender a Revolução Cubana à América Latina, mas não impediu que seus ideais continuassem a gozar de popularidade entre as esquerdas.
Embora seus ideais sejam românticos aos olhos de um mundo globalizado, ele transformou-se num ícone na história das revoluções do século XX e num exemplo de coerência política. A sua morte determinou o nascimento de um mito, símbolo da resistência até à morte em nome de um ideal.

Mais Cherne


Não sei qual foi o braço que retirou o vídeo "Olha quem ele é ... " do You Tube mas o pessoal da blogosfera já ultrapassou o problema e, por pirraça, ele aí está de novo. Graças ao vídeos.sapo.pt é só "clicar" aqui para o voltar a ver ... quanto tempo se aguentará desta vez?

OLÁ OC- 8 de Outubro (2)

Hoje é caso para se dizer "valha-nos Sta. Brígida".

Ouro e gás

No suplemento de economia do último Expresso ressaltam dois artigos que merecem uma reflexão. Um diz respeito à nova corrida ao ouro, o que acontece sempre que os investidores perdem confiança nas divisas. Por coincidência, uma entrevista com o professor Jacinto Nunes, que foi ministro das Finanças, governador do Banco de Portugal e presidente da C.G.D., fala do tabu da venda de ouro, antes e depois do 25 de Abril. Ficamos a saber que a tão propalada história do ouro desbaratado pelos governos pós-25A não passa de uma treta tão ao gosto dos saudositas e neo-saudosistas da União Nacional. Um outro artigo trata das más companhias em que andamos, no que respeita à dependência de produtos petrolíferos. É que se dantes dependíamos de países "instáveis", agora metemos a Gazprom do senhor Putin na estrutura accionista da Galp e fizemos um acordo com a Petroleos da Venezuela, do senhor Chávez, para fornecer 30% das nossas necessidades de petróleo. Do ponto de vista dos negócios e das finanças é capaz de ser óptimo. E do ponto de vista da nossa segurança? Onde está a estratégia de Defesa?

OLÁ OC - 8 de Outubro

Movimento de Unidade Democrática (MUD)

Movimento político de oposição ao regime fascista em Portugal nascido a 8 de Outubro de 1945, em Lisboa, no Centro Republicano Almirante Reis.
Formou-se numa fase de crescente isolamento internacional do Estado Novo, na sequência das vitórias aliadas na Segunda Guerra Mundial, lideradas por países com governos democráticos.
Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, principais triunfadores sobre as ditaduras de direita, forçaram então Salazar, a uma "abertura política".
Esta situação animou os sectores oposicionistas, insuflados ainda mais pela dissolução da Assembleia Nacional e pelas mudanças na lei eleitoral. Para se reforçar a oposição ao regime, era necessário, todavia, que ela se tivesse de unir e encontrar um programa político válido que pudesse desencadear um apoio nacional crescente.
De facto, a oposição encontrava-se fragmentada e tendencialmente radicalizada, modos de actuação entendidos por muitos como inviáveis para uma luta eficaz contra o poder de Salazar. Existia já o MUNAF (Movimento de Unidade Nacional Antifascista), organização surgida clandestinamente em 1943, e o Partido Comunista Português (PCP), verdadeiramente a única força política organizada e com actuação concreta, liderado por Álvaro Cunhal.
No entanto, alguns oposicionistas, sem recorrerem ao MUNAF ou ao PCP, solicitaram ao governo a autorização para realizar uma reunião política para estudar a possibilidade de participar num acto eleitoral.
Tal reunião foi autorizada e veio a ocorrer precisamente em 8 de Outubro de 1945, conclave oposicionista que esteve na origem do MUD. Todavia, volvidos três anos foi dissolvido pelo regime.
No entanto, enquanto existiu, o MUD não deixou de perturbar seriamente o regime de Salazar e de empolgar as multidões.
Pugnando por uma oposição legalizada e activa junto da opinião pública, o movimento pretendia proporcionar um debate público em torno da questão eleitoral, base de apoio para uma luta pela deposição do regime sem recurso à clandestinidade ou ao terrorismo.
Neste contexto organizativo surge a primeira comissão central (à frente de uma estrutura nacional e concelhia, com funções e quadros de actuação definidos), onde pontificavam nomes como José Magalhães Godinho, Gustavo Soromenho, Teófilo Carvalho dos Santos, Manuel Mendes, entre outros. Os objectivos prioritários da luta do MUD eram então a luta pelo direito à "liberdade de reunião, de associação e de imprensa" e a seriedade nas eleições, pelo que se propõe um novo recenseamento eleitoral e uma participação fiscalizadora da oposição, para além do adiamento do escrutínio, de forma a poder aplicar-se aquelas duas estratégias.
Todavia, as pretensões do MUD foram rejeitadas pelo governo logo a 10 de Outubro de 1945, o mesmo fazendo o Presidente da República, Óscar Carmona, a 17 desse mês, numa reunião com dirigentes do MUD. Apesar destes contratempos com o regime, o MUD angariava grande simpatia popular, com comícios e reuniões públicas com enorme adesão, criando-se gradualmente um "estado de ebulição" no País, apoiado pela crítica de inúmeras personalidades nacionais em jornais como a República, o Primeiro de Janeiro ou o Diário de Lisboa ou o Rádio Clube Português.
Este crescente apoio popular insuflou no MUD a convicção de que poderia bater-se a nível eleitoral pelo poder, apresentando-se por isso, a 26 de Outubro, um recurso ao Supremo Tribunal Administrativo para se impugnar a data das eleições legislativas. O MUD tinha já em seu poder uma lista de dezenas de milhar de assinaturas, o que garantia o suporte popular e legal para ir a votos. Mas o governo, inquieto e temendo um impacto ainda maior do MUD no País, instaura um inquérito acerca da elaboração das listas e suspende, a 27 de Outubro, qualquer reunião ou comício do MUD.
A questão das listas acabaria mesmo por levar à prisão algumas figuras do MUD, como Mário Cal Brandão e Ruy Luís Gomes. A oposição pela legalidade era cada vez mais difícil e vulnerável, clamando-se em alguns sectores pela radicalização. Porém, acabou por se adoptar uma estratégia de "paciência" e contenção, ainda que se tenha admitido no seio do MUD alguns elementos do PCP e do MUNAF.
A desistência das eleições foi outra das formas de luta aventadas, com os célebres cartazes ostentando uma figura de mãos agrilhoadas clamando "Sem Eleições Livres, Não votes".
Em Novembro de 1945, nova comissão central surgia, desta feita com algumas caras novas como Bento de Jesus Caraça ou Alves Redol. O regime salazarista enveredou então pela sua reorganização a nível nacional, criando-se condições políticas e sociais para se atacar e enfraquecer o MUD, com o objectivo de o ilegalizar. Este movimento não só se mantém como também se expandirá em termos de acção, revitalizando-se com a criação do MUD Juvenil (ou MUDJ), organismo do qual faziam parte figuras como Mário Soares, Octávio Pato, Salgado Zenha, Júlio Pomar, Rui Grácio (todos do PCP) e muitos outros. Esta "juventude" do MUD era a herança política do MAUD (Movimento Académico de Unidade Democrática), que aderira ao MUD na criação deste. O PCP detinha cada vez mais influência e poder de acção no MUD, forçando mesmo a criação de uma nova comissão central em Julho de 1946, amplamente dominada pelos comunistas.
Algumas figuras do MUDJ passam a integrá-la, como foi o caso de Mário Soares. O MUD passou nessa altura a endurecer as críticas ao regime, organizando a sua acção política e aproveitando muito bem todos os ensejos e oportunidades para o fazer. Um desses momentos, que se tornou fulcral, foi a recusa da admissão de Portugal na ONU em Agosto de 1946, devido ao veto da URSS, que recusava a adesão de regimes fascistas à organização. Esta situação embaraçou e humilhou internacionalmente o regime salazarista. O MUD logo aproveitou para, através de reuniões, debates, comícios e artigos de imprensa criticar o regime, principalmente a forma como conduziu o processo político e diplomático de adesão à ONU, sem o dar a conhecer ao País. Na sequência destas duras críticas, o regime empreende o processo de ilegalização do MUD, que acusa de "traição à pátria" e clandestinidade, para além de mandar prender e julgar alguns dos seus elementos directivos. Bento de Jesus Caraça foi uma da vítimas deste contra-ataque do regime. A 10 de Novembro de 1946 a União Nacional (partido de Salazar) realiza a sua Primeira Conferência partidária. Vinte dias depois, o MUD responde apresentando uma série de medidas de combate ao regime salazarista e em prol da democratização do Estado.
O grande tema desse pacote de propostas era a elaboração e aplicação de uma nova lei eleitoral, mais justa e abrangente. Pediam-se, insistentemente, eleições "livres". O general Norton de Matos era na época o "rosto" do MUD, que exigia também um novo recenseamento e calendarização eleitorais. O governo de Salazar passou então a endurecer as suas acções contra o teimosamente resistente MUD. A primavera de 1947 passou a ser uma época de amargas recordações para muitos dos elementos do MUD, pois a polícia política do Estado Novo prendeu vários activistas do MUDJ, procedendo também a julgamentos dos seus dirigentes. Em Janeiro do ano seguinte o pior acontecia para o MUD: a sua ilegalização efectiva, sob o pretexto governamental de que os seus dirigentes tinham fortes ligações com o clandestino PCP. Toda a comissão distrital e os dirigentes da secção de Lisboa do MUD são encarcerados. Somente o MUDJ escapa a esta iniciativa neutralizadora do governo.
O MUD desaparecia, embora muitos dos seus membros se tenham integrado, à imagem dos sobreviventes do extinto MUNAF, na comissão de apoio à candidatura do general Norton de Matos à Presidência da República, apresentada em Abril de 1948. O Estado Novo reconsolidava a sua base de apoio popular, reestrutrando-se em termos programáticos e organizativos de molde a fazer frente ao perigoso MUD, que apesar de ter sido tolerado na legalidade por Salazar, acabou por criar "rombos" políticos na muralha ideológica do regime e inquietar as populações, revitalizando o tema das eleições e activando a luta oposicionista, encarada antes de 1945 como algo que apenas se poderia fazer na clandestinidade.

O Cherne

Quem quiser ir ver (ou rever) o vídeo colocado neste blogue no passado dia 3 de Outubro pode tirar o cavalinho da chuva pois o You Tube, pura e simplesmente, desactivou-o. Como é longo o braço da Comichão Europeia.

domingo, 7 de outubro de 2007

Armando Pascoal


Um grande abraço de parabéns pelo teu aniversário, com votos de repetição por muitos e muitos outros.
Se alguém tiver a possibilidade de te fazer chegar esta notícia, que faça esse favor.
Teremos todo o gosto em que retomes o nosso convívio.