sábado, 16 de junho de 2007

Almirante Charles Napier (6)

«Muito poucos dos seus oficiais conhecem a sua ineficácia; pelo contrário julgam-se óptimos oficiais ainda que não marinheiros: numa palavra, se se perguntar que qualidade de oficial é fulano assim e assim, a resposta geralmente é esta: "é um excelente oficial já completou os seus estudos", na verdade os seus estudos são a única coisa em que se cuida, e são certamente bons navegadores, e bons matemáticos; e devo dizer que passam por um exame muito mais apertado no seu colégio do que se faz na academia de Portsmouth. Não há nenhum regulamento sobre a idade em que devem embarcar, e muitos deles não embarcam senão depois dos vinte anos; e com certeza há muitos segundos tenentes que nunca embarcaram nos dias da suas vidas.
Os marinheiros são bons, óptimos na arte do aparelho, e sendo bem tratados, e que os oficiais tenham cuidado deles, o que estes nunca fazem, são capazes de se fazer deles alguma coisa. São sóbrios, sossegados e facilmente governados; o seu soldo é bom quando o obtêm, perto de duas libras, mas o seu passado é miserável; os mestres e contramestres de patente têm o dobro do soldo dos marinheiros, e os de nomeação só metade mais.»

Nota do tradutor (contemporâneo):
Nas nossas longas viagens temo-nos achado em contacto com marinheiros brasileiros,franceses, ingleses, holandeses, dinamarqueses suecos e russos; em abono da verdade, e despidos neste ponto do espírito da nacionalidade, dizemos por convicção e experiência própria, que nenhuns encontramos melhores que os nossos portugueses. Numa noite de tempo e escuríssima, saindo do repouso e abrigo do rancho, lá trepam pela enxárcia, galgam os enfrechates, arrimam o peitos a uma verga ao vai-vem, e, apoiando-se nos estribos, servem-se não só das mãos, mas até dos dentes para meter uma gávea dentro! Oh inaudito esforço de um ente humano! Mas fazem-no os portugueses.
Enquanto à banalidade atribuida aos oficiais, responderemos: A nobre classe de oficiais de marinha não carece de apologistas. O próprio autor lhes chama homens científicos e bons matemáticos, condições essenciais num bom oficial de marinha; se por acaso algum há que não seja bom oficial de catavento, deve-se isso à pouca prática e ao minguado estado da nossa marinha, ao que devia atender-se mais. (...) Nós já tivemos uma corveta de guerra de 24 peças, que navegava unicamente para exercício de aspirantes e guarda-marinhas. Seria de desejar que se continuasse esta disciplina e que se reformasse o regulamento da armada, que, entre outros absurdos, ordena ainda hoje, segundo nos parece, que os comandantes mandem ao por-do-sol, meter gáveas nos rizes, ainda mesmo com bom tempo e vento de servir!!!

Regresso

Mais um fim-de-semana tristonho, sem Sol e com chuva ... mas também com o regresso do recuperado Jorge Beirão Reis às caminhadas no paredão que, espero, se repitam por muitos e bons anos!!!

Bom dia OC!

David Mourão-Ferreira morreu em Lisboa no dia 16 de Junho de 1996.
Poeta, ensaísta, dramaturgo, cronista e crítico literário, David Mourão-Ferreira nasceu em Lisboa em 24 de Fevereiro de 1927. Em 1951 licenciou-se em Filologia Românica e, seis anos depois, foi admitido como professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Os seus primeiros poemas são publicados em 1945 na “Seara Nova”, mas o primeiro livro de poesia, “Secreta Viagem”, só aparece cinco anos depois. Seguem-se outras obras poéticas, tais como “Tempestade de Verão”, “Os Quatro Cantos do Tempo”, “In Memoriam Memoriae” ou o “Cancioneiro de Natal”. Na ficção, estreou-se em 1959 com a novela “Gaivotas em Terra”, que obteve o Prémio Ricardo Malheiros, mas a sua consagração neste género literário dá-se em 1986 com o romance “Um Amor Feliz”.
Muito fica por dizer sobre a extensa obra de David Mourão-Ferreira, tão extensa que até chegou ao fado, onde os seus versos encontraram na voz de Amália a interpretação que mereciam.

Rudy OCeânico

Não sei quando é que se deu o milagre, se foi antes ou depois do Jacinto, porque este “controlo” é tarefa do Silva Nunes, mas dei com um discreto “CR” entre os OCeanos e, eis se não quando, descubro que se trata do Rodolfo…
Para que não lance o célebre “não me gramam” apresso-me a dar-lhe as boas vindas e nem dou tal oportunidade ao LSN. Só espero que as contribuições sejam muitas.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Corpo de Fuzileiros

Farto de ouvir falar da opa do Benfica, fui de repente surpreendido com o enorme elogio que este Sr. fez ao Corpo de Fuzileiros no início do “frente-a-frente” do noticiário da 21 h. da SIC notícias.
Merece esta onda!
O pior foi ter que aturar também a PTC. Como tortura, suplanta o Joe Berardo…

A propósito do Anterior

O Almirante Marquês de Nisa

O Almirante Marquês de Nisa (1765-1802), D. Domingos Xavier de Lima, 7.º Marquês de Nisa, foi um dos mais ilustres almirantes da Marinha Portuguesa.
Este major general da Armada e inspector da Brigada Real de Marinha tornou-se célebre por ter comandado, em 1798/1800, a armada portuguesa que, no Mediterrâneo, auxiliou a esquadra inglesa do almirante Nelson na guerra contra Napoleão.
Os navios portugueses que, sob o comando do Almirante Nisa, tomaram parte na campanha de Lord Nelson no Mediterrâneo, no bloqueio de Malta, no bloqueio do porto de Nápoles (1799), em Trípolis e noutras acções, foram os seguintes:
nau «Príncipe Real» (90 peças e 948 homens),
nau «Rainha de Portugal» (74 peças e 605 homens),
nau «Afonso de Albuquerque» (72 peças e 576 homens),
nau «S. Sebastião» (64 peças e 574 homens),
fragata «Benjamim» (22 peças e 111 homens), e
brigue «Falcão» (22 peças e 120 homens.
Nesta altura ainda houve Marinha.

Batalha do Cabo de S. Vicente


Este é o quadro que indiquei num comentário sobre o Alm. Napier, creio.

Vale a pena ser admirado. Já agora aproveitem e vejam uma exposição em curso sobre o Alm. Marquês de Nisa.

Finalmente ... a verdadeira vocação!

Sem mais delongas e/ou comentários aqui vai uma notícia (in "Correio da Manhã de hoje) que aponta claramente para a solução do problema dos "tropas". Não sei se os uniformes e as espadas estão previstas nos contratos de aluguer.

"Defesa: Quartéis rentáveis
Tropa investe em festas e casamentos

O Ministério da Defesa vai adiar a venda de infra-estruturas militares, um património que poderá render ao Estado milhões de euros, para quando o mercado imobiliário estiver em alta. Com a venda de imóveis em quebra, devido à subida das taxas de juro, o ministro da Defesa parece inclinado em apostar na rentabilização daquelas instalações com o aluguer para a realização de eventos sociais, como casamentos e aniversários."

Proponho a imagem do topo para promoção dos eventos, funeral incluido!!!

Bom dia OC!

A primeira transfusão de sangue envolvendo um ser humano foi efectuada em Paris, faz hoje 340 anos, por Jean-Baptiste Denis, médico de Luís XIV e também astrólogo, que injectou sangue de um borrego num rapaz de 15 anos. E o que é notável, é que o rapaz não morreu desta transfusão.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Almirante Charles Napier (5)

«Nenhuma marinha do mundo se pode comparar com a marinha portuguesa; eles arranjam os seus navios, para navegar, da maneira mais extraordinária que é possivel. Não há um só navio em toda a sua marinha, que não esteja em estado de ser condenado num estaleiro inglês. O seu pano é só próprio para o Verão; a maior parte do seu poleame é de pinho, e as pernas de pau, e constantemente anda caindo a pedaços, não há proporção entre a força das vergas e a esteira das velas; jamais tem um ferro ou uma amarra que segurem um navio debaixo de tempo num ancoradouro aberto, nem um cabrestante que possa suspender um ferro com temporal; e se abrem água, devem ir a pique por falta de bombas; e para coroar tudo, a maior parte dos seus oficiais não tem a menor pretensão à arte de marinhagem. Os mestres, contra-mestres, que são sempre homens respeitáveis, são as únicas pessoas, com figura de oficiais, que são marinheiros; e na verdade sabem manobrar bem os seus navios; contudo, apesar de todas estas desvantagens atiram-se ao trabalho da maneira mais extraordinária. Não podem conservar-se no mar debaixo de mau tempo, nem tão pouco cuidam disso, e se por acaso lhes cabe um vento frescalhão, as velas com toda a certeza rasgam-se e vão pelos ares, e não lhes resta senão toda a confiança na providência.»

Nota do tradutor (contemporâneo):
E como não havia de acontecer assim se todo o fornecimento que entrava para o arsenal era sempre da pior qualidade? (...) Falamos por experiência própria: o que os fornecedores compravam para ali introduzir quase sempre lonas de 3ª sorte, fraquíssima para resistir a um golpe de vento rijo, e por conseguinte incapazes de que um oficial se pudesse fiar no pano. Que diremos do linho? Esse era sempre de 3ª sorte, às vezes com alguma estopa e seu bocado de avaria. Daí vem que os cabos a bordo de uma embarcação de guerra portuguesa são sempre mais sobranceiros e de maior bitola do que deviam ser, para lhes dar a força e consistência necessária. (...) Um ovém da enxárcia de uma nau portuguesa pode muito bem, pela sua bitola, servir de amarra para qualquer navio, e isto em consequência da má qualidade do linho com que são fabricados.

Bom dia OC!

No dia 14 de Junho de 1940, cinco semanas depois da Alemanha ter iniciado a invasão da França, as tropas nazis entraram sem qualquer resistência em Paris e lá permaneceram até Agosto de 1944.
O armistício, que os franceses se apressaram a pedir, foi assinado em 22 de Junho de 1940 pelo Marechal Pétain, chefe do governo colaboracionista francês. No dia seguinte Hitler passeava-se triunfante por Paris.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Almirante Charles Napier (4)

« O primeiro defeito pode-se atribuir ao sistema de admitir nas diferentes oficinas um imenso número de aprendizes, que não têm obrigação de ter ferramenta sua, e depois de andarem a brincar, dormir e fazer ratonices por um número de anos, são admitidos como oficiais. O segundo defeito era devido à irregularidade dos pagamentos. Tinham então muitos meses de atraso e proporcionavam o seu trabalho ao pagamento. Achei necessidade de passar em claro, por então, aqueles atrasados, e principiar outra conta desde a tomada de Lisboa. Prometi-lhes pagamento regular e exigi trabalho regular,ou serem despedidos do arsenal. Debaixo do antigo sistema trabalhavam quando queriam; uns vinham três, outros quatro, outros cinco dias na semana. Também se admitiam meios dias, o que conduzia a toda a sorte de abusos. Encontravam-se individuos a dormir aqui e acolá em todas as direcções, e se eram descobertos era provável que não trabalhavam naquele dia, ou em todo o caso, assim o diziam. O sistema de tomar o ponto também conduzia a todas as espécies de irregularidades; dava-se um risco adiante dos nomes dos que se achavam presentes, e os dos ausentes ficavam em branco, de maneira que os apontadores podiam introduzir os seus nomes à vontade, e, com toda a probabilidade, iam de partilha com os ausentes. Estou muito inclinado a crer que isto era assim pela grande oposição que encontrei na mudança. Todas as manhãs se apresentava ao major-general um mapa assinado pelo inspector, do número de homens no trabalho e onde eram empregados; mas ainda que isto era a coisa mais asseada que é possível (os portugueses são famosos para fazer mapas),ele não continha uma só palavra que fosse verdade; e eu e toda a repartição trabalhámos durante três mêses para obter uma conta exacta.»

Formação pré-prandial II

Uns assobiam para o lado; outros olham de esguelha...

Formação pré-prandial



Dizem que o exercício intelectual também aguça o apetite...

ELES VOLTARAM


Exactamente. Eles voltaram. Desta vez só à marina de Cascais

Encantados com o rumo que Portugal agora está levando , deslumbrados por ser a GNR que anda no mar , encandeados com o brilho do farol do Capucho , eles voltaram.

E prometeram que vão levar o exemplo deste Governo , com a máxima "baixa o militar sobe o juíz" , a outras partes do mundo.

O pior é descobrirem outro sítio onde seja a GNR que anda no mar...............

Andresen Guimarães



Mais um desaparecido mas não esquecido.
No dia de hoje, um abraço de parabéns com votos de muitas repetições.

P.S. Como julgo que sejas um auto-net-excluido, peço a quem não o for e tenha o teu contacto, que te dê conhecimento de que, sem o saberes, ainda navegas nestas “ondas”.

Bom dia OC!

Comprem um manjerico, comam uma boa sardinhada e gozem bem este dia de S. António, o mais popular dos Santos portugueses, que antes de ser Frei António de Lisboa era Fernando Martins de Bulhões. Passou uma boa parte da vida a pregar e morreu em Arcella, nos arredores de Pádua, no dia 13 de Junho de 1231.
Tenham então um bom dia de S. António!

terça-feira, 12 de junho de 2007

Os frutos ...

...da Formação Blogueira já começaram a aparecer. O Jorge Correia Jacinto, armado de um verdadeiro e fresco diploma de "blogonauta", apresenta-se no "Água aberta ... no OCeano". Que seja bem-vindo!!!

Almoço OC (12Jun07)

No meio de alguns OCeanos, o JBR, já recuperado!

O Pedro TS e o AVVD gabando-se das proezas da manhã, na "formação blogueira"

O Velho do Restelo apadrinhando dois jovens OCeanos

Esta é só para o fotógrafo aparecer.

(Para ampliar, "clicar" nas fotografias)

Formação blogueira

Hoje, pela manhã e no CNED, tivemos mais uma laboriosa, energética e desenferrujadora sessão de formação blogueira. Após uma série de complexos e castigadores trabalhos (que, aliás, podem ser vistos aqui) é com grande satisfação que anuncio que todos os candidatos a "blogonautas" obtiveram o diploma (diploma a sério, que não as "brincalhotices" da Independente) com distinção!!!

Eis parte deles em pleno e aturado estudo.

Nota: Gostaria de agradecer ao Cte Almeida de Moura a possibilidade que nos deu de usarmos as magníficas instalações do CNED e ao responsável pelo apoio técnico, Eng. Agostinho, que nos ajudou a ter um desenrolar de sessão sem percalços.

Almirante Charles Napier (3)

«A força numérica do arsenal era para mais de duas mil pessoas, incluindo os coxos, os cegos, e os preguiçosos, que formavam a parte principal do estabelecimento. Os principais oficiais têm postos de marinha e eram vistos empregar-se nas suas obrigações, trazendo chapéus armados, espadas e dragonas. Haviam construtores e ajudantes de construtor em abundância; alguns destes últimos sem instrução para o seu mister; porém neste arsenal não se considerava a habilidade uma qualificação necessária.
Tomando posse do meu lugar, fui cumprimentado por todos os oficiais navais e outros que tinham relação com a repartição. Entre os primeiros havia capitães, chefes e tenentes, vários dos quais jamais tinham feito viagem.Isto não era caso desusado; e na verdade D. João tinha numa ocasião transformado um bispo em capitão naval. Terminadas estas cerimónias, passei a inspeccionar as diferentes repartições, todas as quais eram boas em teoria, mas nada podia ser pior na prática. A marinha de Portugal tinha por muito tempo sido tratada com desleixo, e, à excepção do último marquês de Viana,nenhum major-general teve jamais suficiente influência para a melhorar. O ministro da marinha e ultramar é superior a major-general, e como normamente se nomeia para aquele ministério o ministro menos influente, esta repartição é sempre a última a que se atende; além disto não havia unidade entre os dois lugares. Lisonjeei-me em vão de poder remediar estes males, porém achei-me insignemente enganado.»

Bom dia OC!…

… e façam o favor de assinalar devidamente o 132º aniversário do Zé Povinho, que Rafael Bordalo Pinheiro deu à luz, na revista “A Lanterna Mágica”, no dia em 12 de Junho de 1875.
Os anos não lhe têm passado por cima. Está na mesma, embora a sua tão representativa figura seja menos vista nas páginas dos jornais depois de ter ficado órfã do seu criador.
Mas, tal como há 132 anos, o Zé continua a ser a eterna vítima dos políticos, apesar dos partidos já não serem os mesmos. Mudança de nome apenas, porque regenerador ou progressista já estavam démodés. Os tempos exigiam que o social se metesse pelo meio e o Zé, submisso, lá continua a levá-los ao poder, agora um, depois o outro, sempre com a esperança de ser ouvido. Qual quê, mal chegam à cátedra, o Zé é pura e simplesmente ignorado. Ainda tenta fazer uns manguitos e quando ouve falar em eleições tem, por vezes (poucas é certo), um assomo de coragem e lança o seu “se queres fiado, toma!”… Por aí fica, pois quando chega a campanha, o comício, os passeios dos políticos pelas feiras, os jantares dos partidos, o Zé fica embasbacado e, no dia de votar, completamente hipnotizado, esquecendo tudo o que lhe fizeram, lá põe de novo a cruz em quem o vai tramar nos tempos mais próximos…
Solidários com o Zé Povinho (com o genuíno Zé, já que dos outros estou farto) comemoremos pois o seu aniversário!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Alcochete?

De repente o Campo de Tiro de Alcochete passou a ser uma alternativa a considerar para o novo aeroporto. Mas então porque é que o Rio Frio e o Poceirão não podem ser, se são mesmo ali ao lado e até mais longe da zona húmida e de toda a passarada?
Ainda ninguém disse que o campo de tiro é a maior reserva de caça do país. Os ambientalistas sabem-no. Descobriram isto quando foi da polémica instalação ali de uma fábrica para inactivação de munições, e por isso se calaram. De facto a bicharada sabe que ali dentro está em segurança e por isso não sai de lá. Até ver!

Almirante Charles Napier (2)

«No dia 27, tendo formado o meu estado-maior,tomei posse do cargo de major general no arsenal da marinha que é o mais completo e o mais sólido estabelecimento que jamais vi. Foi edificado,bem como a maior parte de outros magnífico estabelecimentos, pelo Marquês de Pombal. Os armazéns são espaçosos, bem construidos e bem arranjados, com magníficos repartimentos para maçame e velame, e uma das mais belas salas de risco de todo o mundo, onde estudam os mancebos que se destinam à navegação. (...) Havia duas carreiras, uma ocupada por uma corveta, quase concluida, e a outra por uma nau de linha em considerável adiantamento, a quilha desta foi posta na carreira há mais de dez anos, e a parte inferior bem principia a dizer que apodrecerá, antes de concluida a superior. Há também uma magnífica doca meia cheia de lodo. E as portas, eram demasiadamente fracas para resistir à impressão da água, e havia alguns anos que a tinham deixado naquele estado.»

DEFESA NACIONAL (XX)

No directo seguimento da semana anterior, o Jornal Defesa e Relações Internacionais publica hoje mais um artigo do João Pires Neves, "As Forças Armadas e os “Recursos”. Os Recursos Financeiros, os Números e o seu Significado. (2ª Parte) (I-A)". Podem aceder ao texto integral seguindo esta ligação.

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Por vicio ou lá pelo que seja muitos de nós compramos o “Expresso”.
Para aqueles que esta semana o não fizeram recomendo vivamente que o façam quanto mais não seja para lerem a prosa de Miguel Sousa Tavares e a de Clara Ferreira Alves.
Darão por muito bem empregues os 2.80€ !!

Bom dia OC!

O túnel do Rossio foi inaugurado no dia 11 de Junho de 1890.
A construção deste túnel, com cerca de dois quilómetros e meio de extensão, começou no dia 25 de Junho de 1887 e foi percorrido pela primeira vez por um comboio no dia 8 de Abril de 1889, mas teve de esperar mais de um ano pela conclusão das obras da estação do Rossio para ser oficialmente inaugurado.
Por ameaça de colapso, o túnel foi encerrado em 22 de Outubro de 2004. Quando as obras de reabilitação foram iniciadas em Julho de 2005, diziam que ficariam concluídas em Agosto de 2006 mas, de acordo com as últimas previsões conhecidas (se calhar muito optimistas), só lá mais para o fim deste ano é que voltará a haver comboios no Rossio.
Contudo, no que toca a túneis, não há nenhum que bata o do Terreiro do Paço. As obras já levam 10 anos (julgo que começaram em Janeiro ou Fevereiro de 1997) e ainda estou para saber quando é que acabam. Só por curiosidade, vale a pena recordar que o túnel do Canal da Mancha, com 51,5 km, começou a ser perfurado no dia 15 de Dezembro de 1987 e foi inaugurado em 6 de Maio de 1994.

domingo, 10 de junho de 2007

Almirante Charles Napier (1)

O almirante Charles Napier comandou a esquadra liberal durante a guerra civil entre liberais e miguelistas, conseguindo retumbante victória na batalha do Cabo de S. Vicente. Em consequência deste feito é nomeado Major-General do Arsenal da Marinha, o que lhe dá a oportunidade de conhecer bem o que era, ao tempo, a briosa. Em 1836 escreve um livro, A Guerra da Sucessão em Portugal pelo Almirante Napier, Conde do Cabo de S. Vicente, que não é só autobiográfico, fazendo abundantes comentários e não poupando ninguém de qualquer das partes.
Por achar que é interessante para nós o seu ponto de vista sobre a nossa marinha, irei transcrever nos próximos dias algumas passagens mais significativas, para comparar e meditar.

PARA LER

Memórias da guerra no mar ...de Henrique Corrêa da Silva , reportando o seu comando da IBO , durante a 1ª guerra mundial (em Cabo Verde e depois nos Açores) e na "Monarquia do Norte".

Filho do Vice Almirante Conde de Paço de Arcos (que deu o nome a um navio) , mostra-se um fanãtico republicano , e , segundo ele , muito contribuiu , com as bujardas que lançou sobre Viana , Moledo e o caminho de ferro , para a rendição dos "revoltosos".

Interessante . As dificuldades eram grandes , os navios pequenos e os marinheiros enormes.

Será curioso saber onde param as chapas metálicas que o Almirantado Inglês ofereceu á "IBO" e foram colocadas nas anteparas da ponte , em homenagem ao seu desempenho em Cabo Verde?

Alguém poe aqui uma foto?

COISAS BOAS

Já é repetida , a vizita , mas a primeira foi quase no inicio do Parque , e mais para vizitar um dos filhos do Pedro Serradas , que trabalhava lá , nessa altura.

Fica a cerca de 150Kms de Lisboa . em optima estrada (104 em AE) . Convem reservar mesa para o almoço , mal se chegue.
No género animais á solta , nomeadamente herbívoros , é do melhor. Recordei muito do leste de Angola .
Tem 4 tigres de Bengala que , quanto a mim , destoam e devem ser responsáveis por uma % enorme na despesa (embora só lhes dêm aves!!!).
É privado . BADOKA PARK
Convém não se esquecerem dos netos.
nota: o animal da foto , uma alpaca , não consta da lista...por enquanto

Melhoramentos a granel

Numa manhã (cinzentona e, neste momento, chuvosa) de 10 de Junho e com o JBR na "fossa" (mas, felizmente, em franca recuperação), alguns raios de Sol chegaram ao paredão na forma de amplos e necessários melhoramentos, desta vez na praia da Azarujinha.

As casas de banho estão abertas e a funcionar ...


... e as instalações de apoio vão ser recauchutadas!!! As promessas aí estão, falta-nos ver os "finalmente".

Bom dia OC!

 Não mais, Musa, não mais, que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Duma austera, apagada e vil tristeza.
(Os Lusíadas, Canto X, CXLV)
  
Luís Vaz de Camões morreu há 427 anos
Tenham um Bom 10 de Junho!