sábado, 9 de junho de 2007

Bom dia OC!

José Gomes Ferreira nasceu no Porto no dia 9 de Julho de 1900, vindo para Lisboa aos 4 anos.
Poeta, jornalista e ficcionista, licenciou-se em Direito em 1924, tendo sido posteriormente cônsul em Kristiansund, na Noruega, entre 1925 e 1929.
A maior parte da sua obra poética está reunida nos livros “Poesia” (volumes I a VI), publicados entre 1948 e 1976, e “Poeta Militante” (volumes I, II e III), publicados em 1977 e 1978. Em 1961 recebeu o Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores, pelo seu livro “Poesia III”.
José Gomes Ferreira morreu em Lisboa no dia 8 de Fevereiro de 1985.
José Gomes Ferreira

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Paredão, Praia da Poça

Até que enfim, uma notícia positiva ... o barracão completamente degradado (um completo desperdício) que há anos ornamenta a praia da Poça parece que vai ser recuperado e passar a servir como apoio de praia. Seguem-se alguns aspectos da "ruína" e do anúncio do melhoramento. Só não compreendo porque demoraram tanto tempo a tomar esta decisão.



Vista, vindo da praia da Azarujinha.


Vista, vindo da praia do Tamariz


O cartaz com o anúncio da decisão

(Para ampliar, "clicar" nas fotografias)

Bom dia OC!…

… e Bom Dia Mundial dos Oceanos!

Apesar de ainda não ter sido reconhecido pela ONU, o dia 8 de Junho é o Dia Mundial dos Oceanos, tal como foi proposto na Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que decorreu no Rio de Janeiro em 1992.
Dedicar este dia aos oceanos visa sobretudo:
— Alterar o modo como eles são encarados;
— Utilizar esta oportunidade para aprender mais sobre os oceanos;
— Fazer alguma coisa de positivo pela sua conservação.
Pelo menos recordem o mar… e tenham um Bom Dia!

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Brito Valle




Para o nosso desertor intermitente (que é feito de ti que há “séculos” não apareces – será por causa do golf?), um grande abraço de parabéns por mais esta prova de vida.
Aparece (não te esquecendo dos 2$50 para a “diferença”) e serás perdoado.

Bom dia OC!

Há 65 anos, a Batalha de Midway, por muitos considerada a batalha naval mais importante da II Guerra Mundial, chegava ao fim, três dias depois de ter começado.
Convencido de que os EUA apenas tinham 2 porta-aviões no Pacífico, o Alm. Yamamoto, após um ataque de diversão sobre as Ilhas Aleutas, lançou a primeira vaga de aviões contra o atol de Midway às 04:30 h. do dia 4 de Junho de 1942. Para além de desconhecer que os americanos dispunham de 4 porta-aviões, Yamamoto estava longe de saber que o Alm. Chester Nimitz, Comandante da esquadra americana do Pacífico, estava a par dos seus planos. As consequências de tal desconhecimento não se fizeram esperar e seis horas depois do primeiro ataque japonês, 3 dos seus 4 porta-aviões já estavam em chamas e o 4º apenas resistiu até às 17:05.
Três dias depois, às 04:58 do dia 7 de Junho, o porta-aviões “Yorktown”, que no dia 4 tinha ficado bastante danificado por um ataque da aviação japonesa, foi ao fundo depois de ter recebido em cheio um torpedo do submarino japonês “I-168”. Foi o derradeiro acto desta batalha que custou a vida a 2.500 japoneses e 307 americanos.
A perda de quatro dos seus porta-aviões enfraqueceu seriamente a Marinha japonesa. Seis meses depois de Pearl Harbour os EUA começavam a recuperar o controlo do Pacífico.
Para além dos desejos de um bom feriado, deixo-vos este link para uma pequena animação sobre a Batalha de Midway.
USS “Yorktown” e o USS “Hammann” torpedeados pelo submarino japonês “I-168”

quarta-feira, 6 de junho de 2007

O paredão entupido

Este é o espectáculo que se deparou, hoje de manhãzinha, aos habituais caminhantes do paredão do Estoril.


A conjugação da manutenção do piso com as entregas de material leva a este lindo resultado; como se vê, os veículos usados para a distribuição são os adequados pois além de darem muita saúde às placas do pavimento ainda se revelam extremamente fáceis de manobrar como se pode verificar na imagem seguinte onde, sob o olhar atento de um qualificado engenheiro de tráfego, um dos veículos em causa procede a uma expedita inversão de marcha.

Nota: À atenção do OCeano JNB e do blogue Cidadania Cascais que, caso queiram ver melhor, podem ampliar as imagens, "clicando" sobre as mesmas.

Bom dia OC!

José Francisco António Inácio Norberto Agostinho de Bragança, filho de D. João V e de D. Maria Ana de Áustria, nasceu no dia 6 de Junho de 1714.
Passou a ser D. José I quando subiu ao trono em 31 de Julho de 1750. Não foi apanhado pelo terramoto de 1755 porque andava a passear em Belém, mas tal foi o cagaço que nunca mais quis saber de palácios e viveu o resto da vida no “Real Acampamento da Ajuda”. Para o bem e para o mal, entregou o reino ao futuro Marquês de Pombal e, graças a isso, conseguiu ficar na história com o cognome de “Reformador” e foi brindado com uma estátua na mais importante praça portuguesa.
Depois deste pequeno resumo (o visado até nem merecerá tanto), resta dizer que D. José I morreu no seu acampamento no dia 24 de Fevereiro de 1777.

terça-feira, 5 de junho de 2007

DEFESA NACIONAL (XIX)

"As Forças Armadas e os “Recursos”. Os recursos Financeiros, os Números e o seu Significado". Este é o título do mais recente artigo do João Pires Neves, que continua a escalpelizar o tema "Forças Armadas". Já está publicado no Jornal Defesa e Relações Internacionais onde pode ser lido na íntegra, seguindo este "link".

PROCURA-SE



CARLOS SILVA SERRANO

Algures na leziria deve estar o Serrano, sem dar notícias nem descer ao Povoado.

Ó homem (como dizia o Silva Braga, nosso Comandante no TAMBRIEL) aparece, ou revela-te pela net.

Notas Soltas sobre o último "Bom Dia"

Li e reli o Bom Dia de hoje e estou "banzo".
Se há curso na Marinha que se manteve sempre unido, com poucas excepções, foi este. Passámos ventos tempestades, PRECs e quejandas atribulações, com presenças em todos os campos, sempre com a base que o importante era estarmos unidos e que o factor de união possível era a chamada e famosa "conversa de câmara" que, por encerrar trivialidades e ironias, não entrava em assuntos profundos, polémicos e polemizantes, por estes serem factores de ruptura e desunião, e como tal poderem destruir a camaradagem existente entre nós..
Esta foi e é a solida base do nosso OCeano.
Quem quizer brilhar e exibir os seus doutorais conhecimentos e profundas preocupações terá decerto outro local mais apropriado, porque não existindo estatuto editorial existe porém o estatuto consuetudinário do OC, que é quem mais ordena.
Sábios, aconcheguem-se à camaradagem de câmara e deixem o vosso alto gabarito para outos foruns, onde os iremos ler com orgulho.

Bom dia OC!…

… e um BOM DIA de aniversário da largada para as Bermudas.
Aproveitem o dia para vasculhar devidamente os vossos baús e ponham cá para fora as recordações desses dias que vivemos na “Sagres” há 43 anos. A propósito, ainda estou à espera que passe o ataque de asma ao 403 d’62 ou que o Nunes da Cruz vá ao Algarve para encontrem, finalmente, a fotografia da “Sagres” que foi publicada nas páginas centrais da “Life”…
Tal como fiz no ano passado, transcrevo o que o Simões Teles escreveu no “Tridente” e que foi depois publicado no jornal dos 25 anos do nosso curso. Para além de ser uma boa descrição desse dia 5 de Junho de 1964, julgo que poderá também contribuir para reduzir as queixas relativas ao nível blogue. Não é que seja uma tese de doutoramento, mas julgo que lhe podem conceder um grau simpático na EBR…
Às 10:00 do dia 5 de Junho de 1964, 6ª feira, a SAGRES, levantou ferro do QNG. Com uma brisa crescente de SW sussurrando entre a mastreação, rumou barra fora. Ao largo de Cascais aproou-se a N e caçaram-se as primeiras velas. O vento tinha rondado para S.
A linha de largada estava colocada entre o cabo Raso e o aviso «Bartolomeu Dias», uma linha imaginária no sentido E–W. O vento era o pior que poderíamos desejar, dado que a nossa finalidade era demandar as ilhas Canárias, a S, ponto de passagem obrigatória.
As instruções da Regata obrigavam os navios a parar as máquinas 10 minutos antes das 13:30, hora exacta da largada. Atrás de nós começaram a surgir os restantes veleiros, com as velas caçadas já, navegando à popa arrasada. Caçaram-se as restantes velas, sempre com rumo N.
Os momentos que antecederam a largada foram excitantes. A «SAGRES» aproximou-se perigosamente da linha imaginária e corria o risco de largar adiantada. Carregou-se algum pano. Esperam-se uns momentos. E, com uma precisão calculista, já com todo o pano caçado e máquinas paradas há 15 minutos, cortámos a linha de largada momentos depois do tiro da 120 do «Bartolomeu Dias» e a 50 metros deste, o mais a W possível, como convinha. Atrás de nós o «DANNEMARK», a sotavento, depois o «ELCANO» a barlavento. Houvéramos sido os primeiros a largar.
 
Depois da largada, a “Sagres” vista do “Bartolomeu Dias”
(com a devida vénia ao Ferreira Júnior e ao “A Voz da Abita”)
 
Começava a grande Regata. Confiantes, a ideia da vitória sobrepunha-se de modo evidente a qualquer outra hipótese.
Encostaram-se as vergas a mais não poder; caçaram-se bem todos os latinos. Dispuseram-se as vergas em leque. Navegávamos à trinca, orçados o mais possível; o vento era SSW e o rumo 290.
Uma desilusão surge. O veleiro alemão, «GORCH FOCK», o mais temível adversário, vem na nossa esteira, mais orçado e mais veloz. Passa-nos por barlavento. Continua a orçar mais do que nós. Ao anoitecer o Alemão estava a 4 milhas, na nossa amura de BB. O «CRISTIAN RADICH» marca-se pela alheta do mesmo bordo, mantendo a distância. O «DANNEMARK» arriba e com ele es restantes veleiros. O «ELCANO» perde-se de vista pela popa no nevoeiro e na noite que caem.
O vento refresca. O «GORCH FOCK», perde terreno. O «CRISTIAN RADICH» carrega os altos e desaparece. É noite escura e estamos sozinhos.
Com um abraço para todos, aqui fica uma magnífica recordação desse dia, “subtraída” ao 403 d'62:
A “Sagres” com o “Gorch Fock” e o “Juan Sebatián de Elcano” em fundo

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Maçonaria

O último número da revista Sábado tem como reportagem de capa "As Ligações Perigosas da Maçonaria". Ficamos a saber, caso não soubéssemos já, que os membros da maçonaria circulam por todos os governos, aparelho do Estado, Câmara Municipal de Lisboa, etc. com uma naturalidade que faz pensar que, se calhar, é obrigatório. Em destaque como um dos mais influentes maçons da sociedade portuguesa, o senhor Rui Pereira, "irmão" ministro.
Faz-me muita confusão. Pergunto:
_ Um membro de uma sociedade secreta pode ser chefe da polícia secreta?
_ Um membro de uma sociedade secreta pode ser juiz?
_ Um membro de uma sociedade secreta pode ser Ministro da Administração Interna?
_ Um membro de uma sociedade secreta pode ser chefe do Observatório de Segurança e Terrorismo?

Se eu fosse membro de uma sociedade secreta ficava preocupado por ter tal colega, mas se eles até gostam, então é porque dá jeito!

Bom dia OC!

No dia 4 de Junho de 1940 terminou a “Operação Dínamo”. Entre o dia 26 de Maio e o dia 4 de Junho, quase um milhar de navios, de todos os tamanhos e espécies, conseguiram evacuar de Dunquerque mais de 330.000 soldados ingleses e franceses encurralados naquela cidade. Evacuaram ainda outros 220.000 soldados aliados que se tinham refugiado em Cherbourg, Saint-Malo, Brest, e Saint-Nazaire.
Apesar das enormes perdas em homens e em material e dos milhares de prisioneiros feitos pelas tropas alemãs, a “Operação Dínamo” foi considerada um sucesso, já que Churchill tinha chegado a admitir que não seria possível evacuar mais do que 20 a 30.000 soldados, sucesso que só foi possível graças à abnegação dos marinheiros ingleses, civis e militares, e dos pilotos da RAF que conseguiram impedir os alemães de fazer maiores estragos.
E, no dia 4 de Junho de 1940, lá estava Churchill a gritar bem alto o seu “We shall never surrender”.

Silva Nunes


Mal seria se no meio de tanta efeméride não fosse dado o devido relevo ao aniversário do entusiasta, fundador, manutendor (neologismo), em suma administrador deste nosso blogue, mas não só por isso.
Pois é, é chegada a tua vez.
Um grande abraço de parabéns com votos de muita saúde, dedicação e paciência para continuares a manter este blogue a funcionar como até aqui e para aturares a ignorância da malta.

domingo, 3 de junho de 2007

Já chegámos à Madeira?

Na sequência do artigo de José Gil (aqui mostrado na "onda" do JBR de ontem) onde ele se questiona sobre o que fez o poder socialista para promover a democracia, desenvolver a cidadania e incentivar a liberdade, pareceu-me interessante o que Fernando Madrinha escreveu no último Expresso:

"N 'O Diabo' desta semana, Alberto João Jardim observava: "Se fosse na Madeira, o que não seria!..." Falava do caso do professor suspenso por uma funcionária zelosa, socialista e justiceira, que não admite aos que dependem dela que tenham má opinião do primeiro-ministro. E que se ponham com comentários impróprios, mesmo na privacidade do seu gabinete. Jardim tem razão. Se o caso ocorresse na Madeira, o que não seria!... Os socialistas não deixariam de gritar uma vez mais contra o défice democrático. E mais alto gritariam se um director-geral se lembrasse de abrir uma base de dados com fichas individuais de grevistas. Ou se o Tribunal de Contas - uma força de bloqueio, visto do Funchal - detectasse 700 milhões de euros de despesas públicas irregulares. Será que, depois de tudo o que se disse de Jardim, a sua prática fez escola? Será que já chegámos à Madeira?"

Quatro estrelas

Começa a aparecer à luz do dia o que já se andava a adivinhar em relação à G.N.R. O seu crescimento e diversificação de funções e o pêso crescente do M.A.I. levam à pretensão, agora revelada, de dar quatro estrelas ao Comandante-Geral! Quarto ramo das Forças Armadas? Não, mais que isso, são outras forças armadas com componentes de terra, ar e mar, pois então. Ser o patrão de uma coisa destas faz inchar o peito de qualquer ministro...
Dizem que a quarta estrela seria de graduação. E quando voltarem ao Exército, o que é que fazem destes generais?

Bom dia OC!

Continuando a falar de compositores, hoje passo para o lado de cá da Mancha para recordar Georges Bizet, que morreu no dia 3 de Junho de 1875, antes de ter completado 37 anos, em Bougival, nos arredores de Paris.
Georges Bizet, que se chamava, de facto, Alexandre-César-Léopold Bizet, nasceu em Paris no dia 25 de Outubro de 1838. Cedo demonstrou bastantes dotes para a música, tendo sido admitido aos 9 anos no Conservatório de Paris, onde foi um aluno brilhante.
Apesar de ter morrido cedo, deixou uma extensa obra, de que se destaca a sua mais do que conhecida “Carmen” e ainda outra ópera, “Os pescadores de pérolas”, bem como as 12 peças para dois pianos a que deu o nome “Jeux d'enfants”.
Para ouvirem um pouco daquilo que Bizet compôs, deixo-vos com a “Divina” Callas (embora numa altura em que a sua voz já começava a perder a divindade) a interpretar a Habanera da “Carmen”.