sábado, 10 de março de 2007

Baú das Velharias

(Para ampliar, "clicar" na imagem)
Esta velharia é um verdadeiro achado arqueológico! Estávamos na Escola Naval e o "Grilo" tinha planos para ir de férias para o estrangeiro. Vai daí, requere autorização ao ministro, Fernando Quintapilha. Este, suponho que só para contrariar, indefere o requerimento.
A veia poética do "Grilo" produziu esta obra prima, digna de figurar em antologia poética.
Tenham um bom fim de semana!

O perigo é a minha profissão

A circulação de bicicletas no paredão é proibida. Existem, em lugares estratégicos, os respectivos sinais. "Obviamente" que isso não impede que muitos ciclistas continuem, impávidos e serenos, a circular no dito ... e como não há, habitualmente, qualquer tipo de controle, a situação vai-se mantendo.
Hoje de manhã tive uma grata surpresa pois um dos "cívicos" do Ganso estava a controlar e mandou parar um dos prevaricadores.


Sempre com a nobre intenção de informar apressei-me a registar o momento. Eis senão quando o parceiro do "cívico", que estava na viatura, sai disparado e com uma atitude beligerante e agressiva me interpela: que é isso de fotografias? Felizmente também tinha parceiro, o Aldeoume, e juntos contra-atacamos: qual é o crime? Não se pode? Que sim, afinal ele só queria explicar o porquê da paragem do ciclista pois a maioria das pessoas criticava a polícia por agir deste modo. Ficou um pouco surpreendido e mais sossegado quando viu que até estavamos de acordo com ele ... mas, por pouco, não fui parar ao "xilindró". Não há dúvida, o perigo é a minha profissão ... e, ousadamente, tirei outra fotografia.

Raça Pestilenta? - III

Fiquei complexado com a acusação (insinuação?) de condicionar as reacções dos OCeanos!
Por tal razão e porque me falta inspiração, decidi reproduzir de novo, com a devida vénia, o artigo de Nicolau Santos na Revista Exportar "Eu conheço um País" (já o tinha feito em 13 de Outubro passado), para podermos apreciar ambas as faces dos portugueses (os "tugas" e os Portugueses).

Tenham um bom fim de semana!

EU CONHEÇO UM PAÍS

que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores. Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados. E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais. E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).
Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas.
Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis. E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construír ou já construíu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.
O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive – Portugal. Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo.
E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casasmãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).
É este o País em que também vivemos. É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc. Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.
Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos – e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito. Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem também seguidos?

Nicolau Santos
Director-Adjunto do Jornal Expresso
In Revista Exportar

Bom dia OC!

Não quero contribuir para a “teoria da pestilência” que paira no nosso blog mas, por vezes, interrogo-me de facto se a nossa raça não estará entre os seus expoentes. Possivelmente, esse “fado” deve-se aos pouco recomendáveis genes que herdámos dos habitantes deste canto que, já no tempo dos romanos, não governavam nem se deixavam governar e, ainda por cima, foram depois “beneficiados” com uma insalubre mistura de sangue celta e árabe…
Até alguns bons exemplos que ainda vamos tendo, não são imunes à pestilência.
Talvez um desses casos seja o grande pintor que foi Domingos Sequeira, nascido em Lisboa no dia 10 de Março de 1768, passam hoje 239 anos.
Oriundo de uma família humilde, teve a sorte de ser um dos primeiros alunos da aula régia de desenho fundada em 1781, onde foi condiscípulo de Vieira Portuense, outro grande pintor dessa época. Depois, graças a uma pensão concedida por D. Maria I, foi estudar para Roma em 1788.
Mas, também em Domingos Sequeira surgem laivos de pestilência. Em 1808, durante a 1ª invasão francesa, não se eximiu a pintar o quadro “Junot protegendo a cidade de Lisboa”, encomendado pelo comandante do exército invasor, que nessa pintura pretendia «que Lisboa se mostrasse segura, sob a protecção do herói, cujo governo sábio e prudente preparava prémios para quem os merecesse; Neptuno [representando os ingleses] devia apresentar-se trémulo, ao aspecto fulminante de Marte»…
Será que é mesmo da raça?
Não fiquem deprimidos e tenham um Bom Sábado!
Adoração dos Magos, Domingos Sequeira, 1828

PS – Por razões óbvias não pus aqui a imagem do quadro com o Junot a “proteger” Lisboa. Mas, se quiserem, podem ir vê-lo ao Museu Nacional Soares dos Reis.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Nem em 3 gerações vamos mudar...

Um dos grandes, (que também os houve entre nós com muita qualidade embora a quantidade não fosse correspondente), se fosse vivo não enjeitaria contribuir para a fogueira que ateia as nossas almas desgraçadas, escreveu este belo naco há mais de 100 anos:


"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. […]
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro […]
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. […]
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;
Dois partidos […] sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, […] vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar…"
Guerra Junqueiro, "Pátria", 1896.
 

Baú das Velharias


Após ver a onda que o Silva Nunes acabou de nos apresentar, quase perdi a vontade de publicar coisas de menor importância. No entanto, os perseguidos não ganhariam nada com isso.
Assim, apresento-vos a minuta de uma carta, da autoria do Manel, que iríamos enviar à mulher do nosso professor de Arquitectura Naval, Capitão de Mar e Guerra ECN Joaquim Carlos Esteves Cardoso, pedindo-lhe que convencesse o marido a adiar uma Repetição Escrita.
Tal carta nunca foi enviada.

Raça Pestilenta?

Há uma raça que certamente o é, a RAÇA HUMANA. Vejam um exemplo. Aviso que as imagens são chocantes.

Harry Potter cresceu


O miúdo que fazia de Harry Potter cresceu e resolveu ser actor. Deitou fora a vassoura e o livro das magias e entrou em cena na peça Equus de Peter Schaffer, onde representa um jovem perturbado, que num momento de loucura psico-sexual cega seis cavalos com um furador. Está a ser um sucesso, com enorme afluência de teenagers embasbacadas a verem o rapaz nú, em cenas eróticas e a picar os olhos aos cavalos.

Não podia ser Harry Potter para sempre...

Mais uma ...

... para ajudar à visão do JNB. Li num matutino. O ex-administrador do Supremo Tribunal de Justiça foi constituído arguido num caso de burla relativo a desvio de dinheiros do tribunal. O senhor em causa, Ricardo Campos Cunha de seu nome, tem 32 anos e exerceu o cargo entre 2001 e 2006. Quer dizer, foi nomeado com a "provecta" idade de 26 anos, tendo acumulado as funções de administrador com a de chefe de gabinete do Presidente do Supremo. "Apesar de os contornos da chegada do jovem ao tribunal nunca terem sido muito esclarecedores, fontes judiciais garantem que o presidente do Supremo tinha uma “confiança cega” em Campos Cunha, uma vez que lhe terá sido recomendado como “muito apto”. ... é descrito como um jovem muito ligado à religião católica, sendo um frequentador assíduo da Igreja. As raízes nortenhas e a passagem pela Universidade do Minho terão sido determinantes para chegar ao Supremo."

Podem ler a notícia completa aqui.

Raça Pestilenta? - II

(Para ampliar, "clicar" sobre a imagem)

Fui atacado por um OCeano, que me acusou de condicionar, através de um "coeficiente de carteira", as reacções dos OCeanos à minha comunicação e que, por causa disso, não seriam de esperar muitas contribuições, relativamente ao tema em título. Nada mais falso! O meu objectivo sempre foi o de fomentar a discussão e, através dela, atingir a LUZ.
Tomo a liberdade de, hoje, colocar um ponto de interrogação no título, uma vez que não está estabelecido, definitivamente, se somos ou não uma raça pestilenta.
Peço, ainda, vénia para reproduzir um pequeno artigo de Daniel Bessa, publicado no Expresso, caderno de economia, de 3 de Março passado, como mais uma contribuição para esta discussão.

Bom dia OC!

Na sequência do apresamento dos navios mercantes alemães que se encontravam em portos portugueses, a Alemanha declarou guerra a Portugal no dia 9 de Março de 1916.
Portugal entrava assim formalmente na Primeira Guerra Mundial, pondo fim à situação ambígua que se verificava desde Outubro de 1914, altura em que, com sérios reveses, forças portuguesas tiveram os primeiros confrontos em África com os alemães.
Arriar da bandeira alemã e içar da bandeira portuguesa no navio “Energie”.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Isto está preto

Não sou dado a depressões, mesmo em dia seguinte ao aniversário, mas olhando os títulos dos jornais de hoje, e não são todos, fiquei mal disposto. Vejamos:
-Tribunal civil derrota justiça militar; PJ investiga desvio de fundos do Supremo; Furtos e burlas simples deixam de ser crime; 905 famílias pediram ajuda;Despedimento ameaça 430 mil; Juros voltam a subir; Governo quer reduzir férias da função pública; Mulher de 76 anos era especialista a roubar carteiras.
Esperemos que amanhã seja melhor...

Bom dia OC!

No dia 8 de Março de 1618, Johannes Kepler descobriu a terceira lei do movimento dos planetas. Sabem qual é ? Aposto que não. Por isso, aqui vai:

“Os quadrados dos períodos de revolução dos planetas são proporcionais aos cubos dos eixos máximos de suas órbitas”.

E esta, hein ? Divirtam-se!!!

quarta-feira, 7 de março de 2007

Baú das Velharias


Cá vai mais esta, a atirar para o sério, recolhida ainda da secção da EN do baú.

DEFESA NACIONAL (VI)

A organização das Forças Armadas continua a ser analisada pelo JPN na sua série de artigos sobre o tema. O título do último é "As Forças Armadas e a “Organização”. O Sistema de Forças Nacional, o Planeamento e as Sensibilidades (II)" e, como habitualmente, está publicado no "Jornal de Defesa e Relações Internacionais" onde pode ser lido na íntegra, seguindo esta ligação.

COISAS DE VER, PROVAR E GOSTAR.

Voltando à gastronomia, que penso ser um dos únicos prazeres que resta à maioria de todos nós,em vila Nogueira de Azeitão experimentem a sopa de peixe da "Adega do Avô", em frente ao Intermarché.

Baú das Velharias

(Para ampliar, "clicar" na imagem)
Não sei se serei acusado de pelágio e/ou se esta imagem já terá sido publicada noutra onda, por um OCeano. Encontrei-a, já em formato electrónico e suponho que diz respeito ao Maestro Fernando Lopes Graça, tendo-a retirado da revista Visão, de Dezembro passado.
Aqui fica, para a posteridade.
Tenham um muito bom dia

Parabéns


Na marcha imparável do tempo, hoje és tu a dizer presente.
Com um grande abraço, os meus parabéns e votos de longa vida e muita arte.

Bom dia OC!

No dia 7 de Março de 1957, começaram as emissões regulares de televisão em Portugal.
Nesse dia, não imaginávamos certamente que o azar nos estava a bater à porta.
Divirtam-se, mas não à frente de uma televisão…

terça-feira, 6 de março de 2007

Raça Pestilenta

Tenho que contar a história do meu amigo Zé Miguel:
O Sr. Dr. José Miguel Figueira Amado, funcionário aposentado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, é meu amigo (e de mais uma dezena de oficiais de marinha) há mais de trinta anos, tendo acompanhado e sofrido intelectualmente as diversas vicissitudes por que a Marinha tem passado. Por tais razões, decidimos incorporá-lo na Marinha Portuguesa, tendo-o promovido ao elevado posto de Sargento de Mar e Guerra.

É dele a expressão em título desta crónica, expressão justificativa das situações actuais de degradação da Coisa Pública nos domínios, por exemplo, da justiça, da educação, do poder local, do desporto, da corrupção, etc.), acrescentando que serão necessários, pelo menos, três gerações de portugueses para nos aproximarmos dos valores médios da União Europeia. Estes portugueses tomam, então, a designação pejorativa de “portugas” ou, apenas e mais familiarmente, “tugas”.

Mesmo admitindo que possa haver algum exagero do meu amigo Zé Miguel, tenho que reconhecer que não é possível qualquer comparação entre estes “tugas” e os Portugueses da Epopeia dos Descobrimentos, de que tanto nos orgulhamos, cujo avanço tecnológico, relativamente aos conhecimentos da época deveria ter sido superior ao dos americanos, no século passado, na conquista do espaço. E interrogo-me: como é possível que esse domínio do mundo de então tenha durado apenas cerca de cem anos (de meados do século XV até meados do século XVI) e nada reste ao fim de apenas 500 anos.

Eu reconheço não haver qualquer semelhança entre os habitantes actuais do Egipto e os do tempo dos Faraós ou entre ao que actualmente habitam a Grécia e os gregos de Sócrates, Platão e Aristóteles. Mas nestes casos decorreram milhares de anos. Agora, em apenas 500 anos?

Uma vez que este tema me tem vindo a atormentar (até já emagreci cerca de 15 kg!), conferenciei com vários camaradas que, concordando na generalidade com a teoria da degradação, avançaram diversas explicações sobre a sua justificação, a saber:
1. Quem levou a cabo a Epopeia dos Descobrimentos não foram os portugueses, mas os filhos de uma inglesa, uma tal Filipa de Lencastre, tendo os portugueses contribuído apenas com mão-de-obra não qualificada;
2. A Inquisição foi a responsável principal do início da degradação, perseguindo, torturando, queimando e provocando a fuga para o estrangeiro (nomeadamente para os países protestantes, Inglaterra e Holanda) das elites portuguesas, tendo apenas permanecido em Portugal a ralé;
3. Constituiu também uma razão para o início da degradação a miscigenação dos portugueses com outras raças (Hitler, se fosse português e vivo à época, não o teria permitido).

E este é o mote. Desafio os OCeanos a defenderem o seu ponto de vista, atacando as opiniões expressas ou corroborando-as e, em qualquer dos casos, apresentando exemplos esclarecedores sobre a situação actual, contribuindo para clarificar se somos ou não uma RAÇA PESTILENTA.

Baú das Velharias


Nota: leia-se como anedota.

Bom dia OC!

Maria Helena Vieira da Silva, uma das mais reconhecidas pintoras do século XX, morreu em Paris no dia 6 de Março de 1992.
Nasceu em Lisboa em 13 de Junho de 1908. Em 1919 inicia os estudos de desenho, pintura e escultura, indo mais tarde, aos 20 anos, para Paris. Nesta cidade ainda tem algumas aulas de escultura mas, depois de alguma hesitação inicial, acaba por abraçar definitivamente a pintura.
Em 1930 casa-se com o pintor de origem húngara Arpad Szenes e perde, graças a isso, a nacionalidade portuguesa. Em 1939, com o início da II Guerra Mundial e sendo Arpad Szenes judeu, resolvem vir para Portugal. Contudo, Maria Helena Vieira da Silva não consegue obter do governo português a restituição da nacionalidade, pelo que vão para o Brasil onde permanecem até 1947, regressando depois a Paris.
Só depois de 1974 é que Portugal reconheceu o valor desta notável artista, tendo-lhe sido então atribuída a Grã Cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada.

HEROIS de TROIA


Este Senhor foi homenageado.


Foi lá meio mundo, mas não se sabe bem porquê.


O outro meio ficou em casa, a pensar na reforma que o Senhor tem da Caixa, estando lá pouco mais de ano e meio.


segunda-feira, 5 de março de 2007

Patrulhas e Patrulhões

O último número dos Anais dá-nos conta da continuação da sinistra saga dos patrulhões, patrulhas e LPD. O tempo vai passando e nada. Nem o número de navios conseguimos fixar. Se fossem para a G.N.R. já cá estavam todos...
Entretanto, deparo no Expresso com um grande anúncio de meia página, dos estaleiros "Royal Schelde" anunciando a vinda a Lisboa do novo Tromp , obviamente para vender o produto! Fico intrigado. Os holandeses são tudo menos parvos e devem saber que daqui não levam nada. Por outro lado a venda das Van Nes e Van Galen já está contratada, pelo que só resta pensar que a visita se destine aos armadores mercantes nacionais, se é que ainda os há.

COISAS A VER, LER ; OUVIR e PROVAR


Resposta do Sul à sugestão do MPM-
1. Alcacer do Sal : Ortelã da Ribeira.
Quase junto ao Sado, para juzante da vila, sob a arriba do Castelo, onde está a esplêndida Pousada.
Sugestão gastronómica :
Sopa de Ameijoas com espinafres, Pézinhos de porco de coentrada e para assentar umas magnificas pinhoadas. Vinho? Perguntem ao Hita Vacas mas um Quinta da Mimosa, não será muito caro mas é bom para a ementa.
2. Setúbal . A Ribeirinha do Sado.
No fim da Av. Todi. Tipo tasca, mas já citada no Expresso, na Visão, etc.
Na minha opinião um local de excelência para se comer peixe. Peçam migas de alho, de beterraba ou de espinafres para acompanhar maçacotes ( hibrido da Arrábida, entre o robalinho e o salmonete).
Sejam humildes e digam ao dono, o sr. Fernando (mais Vitoriano que o próprio Vitória) que são meus amigos.
E com esta me vou, e este fim de semana lá estarei ou num ou noutro,com o Zé Pedro e o Pedro Serradas!

Baú das Velharias


Como é princípio da semana, vai esta para animar (ou desanimar, atendendo ao estrato etário a que se destina?).
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Bom dia OC!

Heitor Villa-Lobos nasceu no Rio de Janeiro no dia 5 de Março de 1887.
Um dos maiores compositores brasileiros de música clássica, a par de António Carlos Gomes que se notabilizou no século XIX, Villa-Lobos aprendeu música praticamente sozinho e, embora tenha frequentado o Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro, não chegou a concluir o curso.
As suas obras mais conhecidas são as “Bachianas Brasieiras”, de que nos deixou 9 peças compostas entre 1932 e 1945, e também os 14 “Choros”, escritos entre 1920 e 1929.
Heitor Villa-Lobos morreu na sua cidade natal no dia 17 de Novembro de 1959.

domingo, 4 de março de 2007

COISAS A VER ; LER; OUVIR; PROVAR 8

CAFEÍNA

Restaurante, na Foz do Douro.
Uma delícia . Cheio , a uma 4ª feira para jantar , só com gente nova e "casual".
Carote. Ainda dizem que não há cacau !!!!!!!!
Mas quando forem às maravilhosas terras nortenhas , vão ver aquele rio e a sua foz , agora com uma maravilha da escultura de uma artista portuense , e jantem neste sítio. Aproveitem para olhar, na Av. Brasil, para a casa de António Nobre e o Homem do Leme.

Bom dia OC!

Como o Fernão já assinalou, foi no dia 4 de Março de 1394, uma quarta-feira de Cinzas, que nasceu no Porto o Infante D. Henrique, terceiro filho de D. João I.
Virou Portugal para o mar e, graças ao impulso que deu ao descobrimento de novas terras, quando morreu no dia 13 de Novembro de 1460 os nossos navegadores já tinham alcançado a Serra Leoa. Daí até Índia ainda foram precisos 38 anos. Mas, muito provavelmente, sem a visão do Infante a nossa expansão resumir-se-ia a algumas escaramuças no norte de África.
Sagres e S. André

TALENT DE BIEN FAIRE



Faria hoje anos já comido pelo tempo mas ainda há quem, no essencial e fora divergências menores, siga a sua divisa. Continuemos!